Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 23 de abril de 2017

Inauguramos experiências inéditas para a esquerda mundial


Quando o PT foi fundado, em 1980, Raul Pont já contava com uma larga trajetória política. Nas décadas de 60 e 70, Raul passou pelo Partido Comunista Brasileiro, pelo Partido Operário Comunista e foi preso político durante a ditadura. Na época do surgimento do partido, Raul era professor universitário e, além de militar no sindicato, estava dedicado ao jornal Em Tempo, que defendia a retomada da bandeira do socialismo e da organização dos trabalhadores.

A luta era pela formação de um partido dos trabalhadores, socialista, mas que não repetisse a experiência burocrática dos países comunistas, como a União Soviética e China.

Quando o movimento pró-PT nasce puxado pelos movimentos sindicais de todo o Brasil, nós não tivemos nenhuma dúvida de que esse era o caminho, esse era o momento que nós esperávamos”, afirma. “Em outubro de 1979, já tínhamos feito em Porto Alegre, a organização da seção regional, com Olívio Dutra de presidente”, relembra.

A diretoria inicial já tinha participação democrática, e contava com uma presença expressiva de mulheres, conta. Na reunião do colégio Sion, que fundou o PT no início de 1980, o Rio Grande do Sul compareceu com uma das maiores delegações, com cerca de 40 municípios com comissões provisórias iniciando o processo de organização do PT.

“Fui eleito para a primeira direção do partido e estou no diretório desde a fundação”, comenta. “Me sinto muito orgulhoso por isso e por ter tido o apoio sempre dos companheiros do RS para cumprir essa tarefa”.

Fundação no Sion

Para Pont, a reunião no colégio Sion foi extremamente emocionante, especialmente para quem já tinha passado por uma organização partidária, pela clandestinidade, pela prisão política.
“Não estava só a nossa geração, mas toda uma continuidade de lutas que a esquerda democrática socialista tinha atravessado desde os anos 1930: Mario Pedrosa, Sergio Buarque de Holanda, Antônio Candido”, disse. Para Pont, a união dessas figuras com lideranças sindicais importantes, mostravam que o PT já era no nascimento uma experiencia exitosa. “Só pelo fato de que tínhamos reunido movimentos da esquerda da clandestinidade do movimento sindical, isso já dava um sentido e uma pluralidade do PT que era onde residia sua maior força”, explica.

Proposta nova

Apesar da origem muito heterogênea, essa pluralidade teve que aprender a coexistir, explica Raul. “Esse era o maior desafio do PT naquele momento inicial. Como construir um partido de esquerda com aquela heterogeneidade de formação”. E ao mesmo tempo, na contramão do que era a esquerda até então, com partidos verticalizados, monolíticos, com direções todo-poderosas.

“Era uma proposta nova. E de certa forma nós inauguramos experiencias que são inéditas para muita esquerda do mundo”, conta. “Hoje, a esquerda europeia com os novos movimentos sociais organizados em rede como o Podemos da Espanha estão vivendo os problemas que nós resolvemos com a democracia interna, com o direito de tendência, com o partido que construímos lá naquele momento”, explica.Foi um ineditismo, afirma, porque anos depois, outros partidos de esquerda continuam com dificuldade de incorporar opiniões diversas, e de terem a nefasta prática de rupturas e rachas.

Crescimento inicial

Segundo Pont, o momento histórico era muito favorável. “Vivíamos uma ditadura desmanchando, que não conseguia mais manter o seu poder, mas ainda tinha a força militar, força policial, e muitas conquistas democráticas eram necessárias”, explica. “O PT representava muito o novo e o longo período da ditadura liquidou não só a esquerda, mas também o centro e a direita”.

“A direita ficou encastelada em partidos muito pequenos com pouca capacidade de penetração popular. Eram partidos muito artificiais. O PT surgiu com muita facilidade, tinha abertura”, relembra. Em pouco tempo, o partido havia se tornado grande.

O crescimento se dava aos saltos, recorda ele. “Em 1986, elegemos 15 deputados. Em 1990, quando fui eleito, passou para 35. Eram pulos geométricos, isso em período do apogeu do pensamento neoliberal, e nós na contramão disso, crescemos”, comenta

“Porque o PT significava o novo. Um partido de esquerda, socialismo e democrático, mas que não queria retomar as experiências trágicas que o socialismo havia vivido na União Soviética e no Leste Europeu ou na China. Isso fez o PT crescer”, conta.

Primeiro Congresso

Para Pont, o 1º Congresso Nacional do PT em 1991 foi um balanço da década e uma perspectiva de futuro a partir das experiências já realizadas. “Manteve o compromisso programático de se manter em um partido do campo socialista e foi um momento de ratificação de consolidar os 30% de representação para mulheres nas direções partidárias”, afirma.

Também foi um momento de consolidação da democracia interna com representação proporcional também nas executivas. “O PT já tinha isso nos diretórios, mas não nas executivas. A maioria tinha o controle das executivas, sem o direito de uma proporcionalidade qualificada das várias correntes que compunham o PT”, explica.Também foi o momento em que o PT se consolidou muito com o Foro de São Paulo e outras iniciativas para socializar as experiencias exitosas com a América Latina. “O PT já tinha tido vitorias eleitorais e experiencias administrativas importantes”, comenta.

Porto Alegre e o Orçamento Participativo

Gaúcho, Raul Pont acompanhou de perto a implantação da administração petista em Porto Alegre, com a vitória de Olívio Dutra em 1988. Pont conta ter sido uma experiência muito desafiadora, porque não havia exemplo parecido no que havia sido executado por outros partidos.

Em seu programa de governo, havia a ideia de governar por meio de conselhos populares. “Mas o movimento era experimental. Como a gente governa com conselhos populares? Era uma interrogação”, relembra.

Foi a partir dessa ideia que foi implementado o Orçamento Participativo. A partir de uma divisão regional da cidade, as pessoas puderam deliberar para onde iria o dinheiro público.



“Foi um rastilho de pólvora, porque quando as primeiras obras apareceram, a confiança e credibilidade da proposta aumentou rapidamente”, diz. “A cidade foi dividida em 16 regiões, decidido junto a própria comunidade, o Orçamento passou a ser todo ele debatido, discutido com essas comunidades, de forma organizada, em dois processos anuais de encontros, massivos”, explica.A experiência foi expandida na administração de Tarso Genro, da qual Raul foi vice-prefeito, e quando foram implementadas as audiências temáticas. “As camadas médias não iam nas reuniões porque achavam que o Orçamento Participativo era para reinvindicação de quem queria água e esgoto e saneamento e que seus bairros já estavam atendidos. E nós começamos a mostrar que não, que tinha a ver com educação publica, e seu conteúdo, com a estrutura de saúde”, explica.

Quando Raul deixou a prefeitura, em 2001, o OP contava com a participação de 30 mil pessoas nas plenárias.

“Experiencias como essa foram riquíssimas, não perderam seu sentido e seu valor, mas foram sendo abandonadas, hoje a maioria dos governos municipais do PT abandonaram”, lamenta. “E ela não é uma experiencia nem velha nem superada, democracia não fica velha. Soberania popular direta permanente é o que há de mais moderno, é o que as comunidades europeias pedem contra partidos fossilizados”,

Governo federal

“Nunca estamos preparados suficiente, muito se aprender na própria marcha, no próprio fazer”, afirma ele, sobre a vitória da Presidência da Repúlica em 2002. “O PT assume precocemente. Não tínhamos uma estrutura partidária nos municípios e estados que nos dessem fôlego e experiência acumulada para assumir a Presidencia, mas ganhamos democraticamente e tínhamos que leva-la adiante”, comenta.Para ele, o balanço é sem dúvida positivo, com o enfrentamento do problema de exclusão social do país. “Mas pagamos o preço não só de erros cometidos mas também de uma falta de estratégia e visão política mais elaborada, que enfim a gente só pode testar e saber depois que acontece”, diz.

Ele afirma que na época, foi contra a política de alianças para garantir maioria parlamentar. “Achávamos que isso desfiguraria muito o projeto e dificultaria levar a cabo um projeto mais radical e de maior ruptura com a institucionalidade conservadora. Mas a gente optou por esse caminho”, relembra.

“Nós vencemos a eleição sozinhos, com partidos socialistas e comunistas, mas levamos o PMDB para o governo, e isso dificultou a implantação de um projeto”, afirma. Para ele, faltou instituir uma maior participação popular. Em Porto Alegre, por exemplo, ele governou sem maioria na Câmara Municipal, mas lastreado pelo apoio popular e dos movimentos sociais.“Nosso maior erro foi ter abandonado canais de decisão popular direta. Iria formar conflitos com parlamento, claro que iria. Mas numa sociedade como a nossa não dá para trabalhar pela inclusão social e diminuição da desigualdade sem ter conflito, sem ter contradição, não existe isso”, critica. “Hoje está provado que o caminho do desastre é a aliança com os setores comprometidos com o capitalismo, subordinados à burguesia, e manutenção de regras e leis eleitorais que são montadas para destruir qualquer partido de esquerda”, explica.

6º Congresso

Esses erros cometidos pelo PT devem ser revisados com profundidade no 6º Congresso, afirma Raul. “Se não demarcarmos claramente qual a reforma política que o Brasil precisa, a necessidade de um outro campo de alianças, de uma outra relação com a sociedade organizada, nós só iremos acumular esforços para uma nova derrota”, diz.

“Temos que estar juntos dos sindicatos dos trabalhadores e do povo em geral lutando contra a precarização do trabalho que está em curso, a votação agora da terceirização é um retrocesso brutal e secular, vamos recuar ao século 19”, explica.

Para ele, o Congresso é necessário para que o partido volte a ter nitidez ideológica, programática. “Sem isso não há partido político. A nitidez que nos permite ter relação com movimento social e sindical. Nós temos que ter lado”, conclui.

“O PT nasceu para ser esse partido. Trabalhador vota em trabalhador. Eles serão responsáveis pela sua emancipação. E nenhum desses textos básicos foi revogado”, aponta.

“Nós batemos no limiar, a população ainda pode nos dar uma chance se sairmos do 6º congresso com capacidade de luta e enfrentamento”, afirma. Segundo ele, não há conciliação possível com a direita e o capitalismo brasileiro. “Não precisa de mais provas, todo o século XX tá aí, os golpes de 54, de 64, de 61, agora mais um em Dilma. São golpes antidemocráticos que não respeitam a soberania popular”, explica.
(Raul Pont/ Agência PT de Notícias)

O Brasil sob a ditadura Globo-Lava Jato

É difícil aceitar a dolorosa realidade, mas o Brasil está, efetivamente, sob um regime ditatorial. O golpe de 2016 e o regime de exceção evoluíram para a ditadura jurídico-midiática da Rede Globo com a Lava Jato e setores da PF, judiciário e STF. Assim como na ditadura instalada com o golpe de 1964, a engrenagem desta ditadura também contou com a participação decisiva da Rede Globo.

O editorial do jornal O Globo deste 22 de abril, por ironia o dia que marca 517 anos da descoberta do Brasil pelos dominadores portugueses, revela a simbiose estratégica entre a Globo e a força-tarefa da Lava Jato. Ambos, a serviço de interesses estrangeiros, adotam idêntica linguagem, empregam os mesmos métodos, e partilham do mesmo ódio fascista aos seus inimigos.

No editorial “Cerco de depoimentos confirma Lula como o chefe”, o Globo conclui existir “estridente evidência de que Lula não poderia desconhecer aquilo tudo”. No dicionário do regime de exceção, “estridente evidência” é sinônimo de “não temos provas, mas temos muita convicção”.

A imputação da Globo – “Lula como o chefe” – é variante daquela acusação leviana, apresentada no power-point do fanático procurador Deltan Dallagnol: “Lula é o comandante máximo do esquema de corrupção”.

Num tom inquisitorial, medieval, O Globo sentencia: “O desnudamento de Lula em carne e osso, em praça pública, com os pecados da baixa política brasileira, parece apenas começar”. Por outra ironia da história, esta frase dantesca foi escrita no dia seguinte ao feriado nacional de 21 de abril, data em que se homenageia o revolucionário Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, líder da Inconfidência Mineira na luta de libertação do Brasil da Coroa Portuguesa que em 21/4/1792 foi enforcado, esquartejado e as partes do seu corpo expostas “em carne e osso, em praça pública” – como preconiza a Globo – para desencorajar os revoltosos pela liberdade e pela independência.

O sistema político foi estrategicamente destroçado. Os sem-voto hoje deliberam sobre a política e os destinos do país, num contexto de flagrante ilegitimidade e desordem institucional. O Brasil não se movimenta para nenhum lado antes de assistir, todas as noites, as edições maniqueístas do Jornal Nacional – verdadeiras ogivas nucleares lançadas para dizimar a imagem do maior líder popular do país.

O que seria inconcebível numa democracia saudável é naturalizado no regime de exceção – como, por exemplo, o vídeo dos obscurantistas procuradores Dalagnoll e Carlos Fernando insuflando a população contra o Congresso para impedir a aprovação do projeto de lei que pune o abuso de autoridade deles próprios, posto que se consideram soberanos, acima das Leis e da Constituição.

O Congresso, dominado por uma maioria de parlamentares corruptos e ilegítimos que perpetrou o golpe de Estado com o impeachment fraudulento da Presidente Dilma, promove a destruição dos direitos econômicos e sociais e entrega a soberania nacional esperando, em troca, ser retribuído pela ditadura jurídico-midiática.

Os empreiteiros já condenados na Lava Jato agora mudam o conteúdo dos depoimentos prestados no início da Operação e passam a fabricar mentiras [como a invenção de que Lula teria mandado destruir provas] para que o justiceiro Sérgio Moro consiga inventar, na audiência judicial de 3 de maio, um crime que caiba no Lula.

A prisão dos empreiteiros é usada como barganha e moeda de troca para fazer com que estes mesmos grupos capitalistas que corrompem o sistema político há décadas, ajudem a ditadura Globo-Lava Jato na missão doentia de liquidar Lula e o PT.

Em novembro de 2016, o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, mentiu e prestou falso testemunho no TSE com o objetivo de dar causa à cassação do registro do PT pelo tribunal presidido pelo tucano Gilmar Mendes, no que foi desmascarado pelas provas apresentadas pela defesa da Dilma. Apesar do dolo comprovado, o safado empresário ficou impune, não foi punido.

A mudança das delações da Odebrecht e da OAS, forçada para incriminar o ex-presidente Lula, é um atentado ao Estado de Direito e à democracia. Esta prática corrente, de arbítrio da Lava Jato, só é possível porque a Operação foi concebida como um organismo monolítico dos militantes tucanos incrustrados na PF, no MP e no judiciário – todos eles [delegados da PF, procuradores e juízes], sem exceção, com manifestações odiosas nas redes sociais – anti-PT, anti-Lula e pró-PSDB.

Não existe na força-tarefa um único funcionário público com perspectiva jurídica dissonante, o que asseguraria equilíbrio, isenção e imparcialidade da Lava Jato. O controle ideológico da Operação por aqueles agentes partidarizados é absoluto; e, por isso, a Lava Jato se converteu neste campo livre e desimpedido para o arbítrio que se conhece.

A Lava Jato se afastou definitivamente do escopo investigativo e criminal e adentrou no território perigoso do nazi-fascismo; naquilo que Hannah Arendt conceituou como “a banalidade do mal” – um ambiente institucional propício às escolhas autoritárias, ditatoriais, fascistas.

A situação do Brasil no pós-golpe se encaminha para um regime ditatorial de novo tipo, diferente dos regimes ditatoriais do passado. A ditadura de hoje não é civil-militar; porque é jurídico-midiática.

O padrão da resistência democrática, por isso, tem de mudar, não pode seguir o mesmo curso. A Lava Jato espezinhou totalmente o sistema político [a sobrevivência do Temer e da cleptocracia golpista se deve a isso]; a Operação vergou a resistência do grande capital, que é uma espécie de Estado paralelo dentro do Estado de Direito, fazendo com que os grandes capitalistas se insurjam [contraditoriamente] contra Lula, o governante que mais expandiu o capitalismo brasileiro.

Agora, com a ditadura jurídico-midiática, a Globo e a Lava Jato assumem a dominância absoluta do projeto transnacional de dominação anti-popular e anti-nacional.

A luta em defesa da Constituição e pela restauração do Estado de Direito no Brasil tem de subir de patamar – a desobediência civil é um direito humano inalienável; um direito legítimo e uma forma de luta eficiente contra as ameaças totalitárias e contra as formas de dominação baseadas na tirania e na opressão.
(Jeferson Miola/ via Blog do Miro)

O k-suco vai ferver nesta semana


Quatro eventos concorrerão para agitar a política e o judiciário esta semana.

1-O primeiro tem a ver com a greve geral programada para a próxima sexta-feira, dia 28, que paralisará o país por quatro dias (até 2 de maio).

2- O segundo evento diz respeito à votação na CCJ do Senado, na quarta (26), do projeto que pune o abuso de autoridade. A Globo e associados (leia-se alguns juízes e promotores) preferem abraçar o capeta ao texto relatado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR).

3- Enquanto a Lava Jato distrai o distinto público, se prende ou não Lula, a Câmara tentará aprovar a reforma da previdência (fim da aposentadoria) e a reforma trabalhista (precarização da mão de obra).

4- Como confusão pouco é bobagem, paralelamente, preparar-se-ão as caravanas para o depoimento do ex-presidente em Curitiba no dia 3 de maio; mais de 70 mil pessoas são esperadas na capital paranaense.

Resumo da ópera: o k-suco vai ferver nesta semana.
(Blog do Esmael)

A ilimitada canalhice da Farsa Jato


Para entender o desespero do juiz Moro, dos procuradores youtubers e da mídia capitaneada pelo Jornal Nacional, basta ver o mais novo rato parido pela montanha da Lava Jato contra o ex-presidente Lula.

Trecho tirado da Folha de S.Paulo, a partir de mais uma informação de Leo Pinheiro, da OAS, conseguida no pau-de-arara das delações premiadas:

“Entre os documentos entregues estão o registro de que dois carros em nome do Instituto Lula passaram pelo sistema automático de cobrança dos pedágios a caminho do Guarujá entre 2011 e 2013. Não há, no entanto, documento que comprove que as viagens tiveram como destino o apartamento.”

REPITO: Dois registros de pedágio, entre 2011 e 2013, de dois carros do Instituto Lula, que cometeram a grave transgressão de ir ao Guarujá.

Difícil dizer o que é mais patético, uma investigação que segue adiante com informações desse tipo, ou uma mídia que se presta a publicar uma merda dessa sem fazer um único comentário crítico.
(Leandro Fortes/ via facebook)

Barbalho vontades e homenagens


Dando curso às suas reminiscências dominicais, hoje o senador Jader Barbalho fala do Centur e faz breve referência ao notável ator nascido no Pará, Sérgio Cardoso, que tanto sucesso fez por todo o Brasil.

Pena que a referência tenha sido brevíssima, nela não cabendo uma explicação da 'desomenagem' barbalhista ao referido ator, cujo nome honraria o espaço cultural conhecido como Centur.

Após a morte de Tancredo Neves, Jader resolveu por vontade própria, que era lei à época, tirar o nome de Sérgio Cardoso e colocar Centro Cultural Tancredo Neves, algo que não diminuiu um milímetro a grandiosidade de Sérgio, mas fez ver quão desagradável é o oportunismo político em busca de dividendos eleitoreiros.

Mais ou menos o que fez a mesquinha Câmara Municipal de Belém, ao retirar o nome da avenida o de um dos mais consagrados nacional e internacionalmente escritores nascidos no Pará, Dalcídio Jurandir, homenageando em seu lugar o tempo de existência de uma seita religiosa. Como diria o outro, 'tão Belém'.

Patético! Senador 'suruba' compara Tite a Temer


Bomba! Bomba! Deu no jornal(FSP) que Romero 'Essa Porra' Jucá comparou o técnico da seleção brasileira Tite ao golpista Michel Temer, para uma plateia de empresários.

Ao que consta, Tite ainda não foi comunicado oficialmente da desairosa semelhança imposta, mas já contratou advogados para provar que;

Foi eleito pela direção da CBF para o cargo que ocupa, contando com a maciça aprovação do povo brasileiro;

vive do salário que pactuou com a entidade dirigente do futebol brasileiro e jamais jantou com empresários a fim de lhes pedir propina;

jamais conspirou com quem quer que seja para destituir seu antecessor, Dunga, do comando da seleção;

jamais foi delatado como ladravaz de dinheiros públicos a fim de fazer carreira no futebol, tanto que é campeão mundial interclubes sem qualquer ajuda da Odebrecht;

sua popularidade, que chega quase à unanimidade da torcida jamais pode ser comparada com 90% de rejeição a quem trilhou caminhso opostos ao trilhado por ele, Tite;

Desde que assumiu a seleção até hoje, nem o mais fanático sampaulino, palmeirense, santista ou torcedor de qualquer outro clube que não o Corinthians veio a público gritar 'Fora, Tite!'

Desde que assumiu o comando, Tite livrou a seleção brasileira de uma recessão futebolística que ameaçava nos deixar fora da Copa de 2018, pois estávamos em sétimo lugar nas eliminatórias, agora somos líderes absolutos e já classificados, lembrando que se classificam quatro diretamente e um quinto vai disputar uma repescagem;

esses bons resultados são pessoais, intransferíveis e irrefutáveis, ao contrário de qualquer degeneração que queira apropriar-se disso como forma de enganar a população, daí o treinador estar preparado para refutar tamanho descalabro.

Tortura e confissão

Torturado e condenado, o septuagenário Léo Pinheiro concorda com seus torturadores e diz o que querem ouvir, mesmo que isto esteja distante da verdade, mesmo que isto seja o oposto do que disse antes.
Será que a justiça condenará Lula baseada nessa "verdade" metamorfoseada?
Leia na íntegra o material do Instituto Lula(transcrito do site Brasil 247):
Fabricando uma delação: contradições e pressão por uma delação envolvendo Lula
Nesta quinta-feira (20), o sócio e ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso em Curitiba, prestou um depoimento no qual muda completamente o que vinha dizendo desde sua prisão, em novembro de 2014. Segundo a imprensa, as novas alegações fazem parte de um acordo de delação que ele e a empresa OAS estariam fechando com o Ministério Público. Uma pré-condição para esse acordo seriam afirmações que incriminassem Lula no processo que envolve a apuração da propriedade de um apartamento no Guarujá. Léo Pinheiro não apresentou provas, mas cumpriu com uma parte do script.
Léo Pinheiro é um depoente condenado a 26 anos de prisão em outro julgamento. Sua negociação com os procuradores para reduzir sua sentença é pública e documentada.
Acompanhe a cronologia da pressão sobre Léo Pinheiro:
Novembro de 2014 - prisão
A primeira prisão de Léo Pinheiro data de novembro de 2014. No entanto, cinco meses depois, em abril de 2015, o Supremo Tribunal Federal decidiu que ele fosse colocado em prisão domiciliar. 
Junho de 2016 - delação recusada: faltou Lula
Condenado a 16 anos de prisão, o empresário aceitou fazer uma delação premiada. Porém, num episódio que lembra um famoso vídeo do canal humorístico Porta dos Fundos, sua delação foi recusada em junho porque, segundo matéria publicada na Folha de São Paulo, não incriminava o ex-presidente. 
Agosto de 2016 - procuradoria encerra negociações
No final de agosto, a Procuradoria-Geral suspendeu as negociações com Léo Pinheiro e a OAS. Os advogados de Lula pedem que sejam apuradas as informações de que a delação foi recusada por inocentar o ex-presidente.
Pedido de investigação dos advogados de Lula sobre pressão sobre Léo Pinheiro na PGR não dá em nada
http://www.averdadedelula.com.br/pt/2016/08/27/advogados-de-lula-pediram-a-janot-apuracao-sobre-conduta-de-procuradores/
Setembro de 2016 - segunda prisão e intensificação das pressões
Duas semanas depois de recusada a primeira delação de Léo Pinheiro, o empresário foi preso novamente. Segundo o despacho do juiz de primeira instância Sergio Moro, para "garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e segurança da aplicação da lei penal". Começava aí a uma nova fase de pressões na fabricação da delação.
Moro prende de novo Léo Pinheiro em setembro após a delação da OAS ser suspensa
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/253453/Moro-prende-L%C3%A9o-Pinheiro-que-faria-a-dela%C3%A7%C3%A3o-da-OAS.htm
Em  outubro de 2016, um blog que atua como assessoria de imprensa clandestina dos promotores da Lava Jato publica uma nota revelando qual era o verdadeiro objetivo da prisão de Léo Pinheiro: obter qualquer afirmação que corroborasse a insustentável tese de que Lula seria dono de um apartamento no Guarujá.
Novembro de 2016 - sem Lula, pena é aumentada em 10 anos
A pressão se intensifica sobre o empresário em novembro, quando sua pena é aumentada em 10 anos. A matéria do Estadão que noticia o caso faz referência à dificuldade em se conseguir uma delação de Léo Pinheiro: 
Abril de 2017 - o condenado Léo Pinheiro se dobra e mente
Finalmente, em abril de 2017, Léo Pinheiro se dobra, troca de advogados e faz o depoimento que os procuradores queriam incriminando Lula. O empresário diz ter sido o único responsável dentro da OAS pela questão do triplex e deixa claro que não tem provas do suposto acerto. 
A prova de que a delação fabricada já estava até nas mãos da imprensa é que jornal Valor Econômico anuncia o depoimento horas antes dele acontecer, assim como o blog de assessoria clandestina de imprensa dos procuradores da Lava Jato em todos os vazamentos ilegais que saem da equipe.
Léo Pinheiro vai dizer hoje que triplex era de Lula, afirma Valor
http://jornalggn.com.br/noticia/leo-pinheiro-vai-dizer-hoje-que-triplex-era-de-lula-afirma-valor
Na condição de réu, Léo Pinheiro tem o direito constitucional de mentir para se proteger. Como testemunha, no entanto, ele está proibido de mentir. O juiz de Curitiba foi questionado para esclarecer a situação, mas não viu contradição entre a negociação com o Ministério Público por benefícios penais e a busca da verdade no processo.
O depoimento de Léo Pinheiro contradiz depoimentos anteriores de funcionários da OAS, feitos com o compromisso de dizer a verdade, que disseram que Lula não seria o dono do apartamento, mas um potencial cliente. Além disso, uma série de documentos comprovam que até hoje a OAS é a detentoda da propriedade do imóvel. 
Um Power-Point prova que o triplex não é de Lula
http://www.lula.com.br/um-power-point-com-prova-que-o-triplex-nao-e-de-lula
A narrativa negociada com o réu Leo Pinheiro muda substancialmente a denúncia apresentada pelo MPF naquele famoso power-point. Os procuradores acusaram Léo Pinheiro de ter transferido a propriedade para a família Lula da Silva em outubro de 2009, quando a OAS assumiu formalmente o empreendimento. Era uma acusação contrária aos fatos, testemunhos e documentos. Uma acusação absolutamente insustentável.
Também era (e é) insustentável a tese de que, desde 2009, o imóvel seria dado em troca de três contratos da OAS com a Petrobrás. Isso foi desmentido pelas auditorias externas e pelos depoimentos dos réus colaboradores Pedro Barusco e Alberto Youssef. Na farsa negociada com os procuradores da Lava Jato, Léo Pinheiro mudou sua versão e passou a dizer que:
a) João Vaccari exigiu que o triplex fosse "reservado" para Lula;
e
b) que o custo do imóvel e das reformas teria sido "deduzido" de supostos valores comprometidos pela OAS com o PT.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

ILUSÃO SELETIVA


A malandragem do larápio


Um ano após ter chegado ao Palácio do Planalto, Michel Temer, não cumpriu a promessa de reduzir cargos no governo federal. Continua aparelhando o governo para agradar a seus aliados que votaram pelo golpe e garantir apoio em votações no Congresso. Todos se lembram – ou deveriam lembrar – que Michel Temer prometeu extinguir mais de 4 mil cargos comissionados

O discurso solene e agressivo da necessidade de redução de cargos públicos, e ministérios foi muito utilizado inclusive para atacar a gestão da presidenta Dilma, no que se referia a um suposto exagero na quantidade de ministérios. Descobre-se agora que, em vez de reduzir a quantidade de cargos, Temer oficializa aliados indicados e remaneja outros, sem exigir experiência na área ou competência comprovada em pastas que vão ocupar.

Na imprensa o governo Temer costuma alardear que foram extintos 14,2 mil cargos comissionados. Só que Temer não conta que substituiu os comissionados por cargos de "Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE)". Na prática, não reduziu nada. Ao contrário, o número total de cargos de confiança e funções gratificadas aumentaram

Essa é a exata finalidade do Decreto nº 9000, de 8 de março de 2017, criado por Michel Temer, que aprovou a estrutura regimental e o quadro demonstrativo dos cargos em comissão e das funções de confiança do Ministério de Transportes, Portos e Aviação Civil.

Via decreto, Temer ignorou determinações legais vigentes, para transferir cargos de Agências Reguladoras para Ministérios, a fim de distribuir DAS (Cargos Comissionados) com liberdade para agir do jeito que quiser com os aliados, indicados por políticos e apadrinhados.

As agências reguladoras possuem legalmente (ou deveriam possuir) independência administrativa e autonomia funcional (arts. 11 e 31 da Lei nº 9986, de 18/07/2000; §1º do art. 21 da Lei nº 10.233, 05/06/2001; e, art. 4º da Lei nº 11.182, de 27/09/2005) e quantidade de cargos em comissão definidos nos anexos das leis aqui mencionadas.

Ocorre que no Decreto nº 9000, as leis estão sendo ignoradas apenas para que a máquina administrativa seja azeitada por mais indicações políticas por meio de cargos de confiança. E ocorre, porém que, na lógica da administração gerencial do Estado – modalidade que passou a imperar nas agências reguladoras – tais cargos deveriam ser ocupados segundo critérios técnicos, ou seja, por pessoas capacitadas, visando buscar maior eficiência na prestação de serviços públicos.

Uma breve pesquisa no Diário Oficial, nota-se que os cargos não estão sendo extintos. Estão sendo remanejados para a Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento. De lá, poderão ser transferidos a órgãos do Executivo Federal onde políticos ligados à cúpula de Temer possam alojar seus indicados para assegurar a priorização ou o travamento de processos, conforme a conveniência, ou para que se tornem moeda de troca em negociatas escusas

Sem oposição para fiscalizar, por meio de decreto e a pedido do Ministro dos Transportes, Temer contraria pelo menos três leis – Lei nº 9986, de 18/07/2000, Lei nº 10.233, 05/06/2001 e Lei nº 11.182, de 27/09/2005 –, que estabelecem com precisão a quantidade de cargos comissionados que o governo pode distribuir

E pior de tudo: o uso de decretos para alterar a estrutura de cargos de agências reguladoras cria um precedente perigoso, uma vez que o mesmo procedimento poderá ser utilizado como instrumento de coação e ameaça às agências reguladoras. Bastará alguma conduta ou ato legal das agências ou seus agentes que contraponha aos interesses do ministério dos Transportes, de seus secretários ou de empresas protegidas pelo governo golpista.

Por incrível que pareça, essa transição de cargos (muitos dos quais estavam destinados a servidores já aprovados em concurso) ocorre apenas nas agências do setor de transporte (ANTT, ANTAQ e ANAC) que, por decisão do atual governo Temer, encontram-se vinculadas ao Ministério dos Transportes, historicamente um dos mais denunciados e investigados por corrupção, e que hoje concentra com menos autonomia e com menos qualidade técnica a antiga Secretaria dos Portos e a antiga Secretaria da Aviação Civil.
(Blog da Helena)

A falta de limites da ordenha escrotal

Guilherme Augusto, aquele vassalo do barbalhismo que atingiu os píncaros do puxassaquismo quando perguntou, ao vivo e a cores, se Jader ficava de pau duro governando, continua a praticar seu torpe ofício de ordenhador escrotal amiúde.

Hoje, alheio aos fatos, volta a fazer pilhéria com o nome de Lula, utilizando a fala do executivo da OAS sob chantagem do verdugo curitibano.

Ao ignorar que o chantageado negou todas as afirmações que fez ontem, o metido a gaiato Guilherme sabe que faz coro com a orquestração global de incriminar Lula. No entanto, insiste nisso apenas para agradar o bando de catitus que lhe paga o salário.

Triste o jornalixo feito por figuras decorativas e mambembes como o dito cujo. Acham que suas piadinhas inconsequentes não mancham suas reputações, ou, são tão subservientes que nem se importam com isso.

Seguem firmes no ofício de ordenha escrotal, alheios aos malfeitos do patrão e sempre prontos a vociferar contra os outros, na crença de que assim desviam a atenção dos seus senhores. Credo!

Jatene devia ver mais filmes de Martin Scorsese


No admirável(pra variar) 'Gangues de Nova York', do mestre Martin Scorsese, em determinado momento da vida daquele estado o poder público transfere parte de suas prerrogativas a corporações prestadora de serviços públicos, como o abastecimento de carne bovina à população.

Isto faz do personagem de Daniel Day Lewis alguém com a sensação de um empoderamento capaz de desobedecer normas vigentes, submetendo-as à sua vontade. Caso específico de uma eleição distrital cujo resultado não é do agrado daquele 'chefe de gang', que mata o vencedor e coloca no lugar um vassalo.

Não se quer que o poder público, no caso específico do Pará, tome as medidas brutalmente repressoras à prefeitura de N York, que mandou matar todos aqueles que se achavam acima da lei. Todavia, além de assistir como é dever do poder público todos os prejudicados pela sensação de vale tudo ora vigente, consiga minimamente garantir que o conjunto da população tenha respeitado ao menos os seus mais básicos direitos, consignados na Lei Maior do país.

Assim, por fim à manobra vil da prefeitura de Belém que privilegiou negociatas com o lixo, colocando em segundo plano os interesses da população, notadamente a de Marituba, maior vítima do brutal crime ambiental zenaldista; desbaratar essas gangues de extermínio que aterrorizam a periferia da RM de Belém; garantir serviços básicos de infraestrutura que constituem os direitos da população, evitando com isso a recorrente e antipática ação de fechar vias públicas são deveres óbvios de um governante decente.

Se Simão não está preparado para garantir ao menos isso, então, que aproveite a decisão do TRE e vá cantar em outra freguesia, afinal, tudo que não almejamos é continuar vivendo esse inferno social, tal e qual o experimentado por Nova York, no início do século passado algo, desconfio, que nem o mais resignado vira lata de direita almeja.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

CUT/Vox Populi: simpatia pelo PT cresce e chega a 20%


Mesmo sofrendo ataques diários na mídia e nas redes sociais, o PT é o partido que mais conquistou a simpatia popular nos últimos meses, revelam dados da pesquisa CUT/Vox Populi divulgada na terça-feira (18), e publicados agora com exclusividade no site do PT.

Se em outubro o Partido dos Trabalhadores contava com simpatia de 13% da população, em dezembro viu esse número subir para 15% e, em abril, atingir a marca de 20 pontos.

Já o PMDB, que em outubro era o indicado por 3% dos entrevistados, apresentou leve crescimento em dezembro, chegando a 5 pontos percentuais, e caiu para 1% neste mês. O PSDB, por sua vez, oscilou de 3% para 2% entre outubro e dezembro, até chegar a 4%, em abril.

Outros partidos mantiveram-se estáveis na marca de 4 pontos percentuais ao longo do período. O número de eleitores que declaram não ter preferência por nenhum partido em especial era de 75% em outubro e em dezembro, e caiu para 71% em abril.

“A vitalidade demonstrada nessa pesquisa é a expressão da força do legado desses 37 anos de lutas do PT. Nenhuma força política no Brasil sobreviveu sob intenso bombardeio midiático por tanto tempo e se manteve forte”, afirma o Secretário Nacional de Comunicação, Alberto Cantalice.

O povo brasileiro sabe qual é o partido que sabe fazer, que já o provou, e que pode fazer de novo. Prova disso é que os números da pesquisa também revelam que, caso as eleições presidenciais acontecessem no dia de hoje, Lula seria eleito em primeiro turno em todos os cenários pesquisados.

“A força do Partido dos Trabalhadores é a sua gente. O povo brasileiro”, pontua Cantalice.
(Agência PT de Notícias)

Advogado pede que sejam investigadas as relações perigosas entre Odebrecht, Globo e FHC


Repudio as ilações feitas sobre minha atuação como advogado na defesa dos direitos e interesses do Sr. Fernando Bittar em relação a um sítio na cidade de Atibaia (SP) e destaco, em especial, a reportagem publicada por O Globo sob o título “Advogado de Lula fez contrato falso para ocultar sítio, diz delator”.
Essa afirmação não corresponde sequer às versões unilaterais e sem valor probatório dos delatores Alexandrino Alencar e Emyr Costa. Não há nos depoimentos por eles prestados qualquer declaração de que eu tenha feito um contrato falso.
Minha atuação como advogado de Fernando Bittar seguiu exatamente os mesmos padrões éticos e legais que observo há 47 anos no exercício ininterrupto da profissão.
Ao mesmo tempo em que mente para os seus leitores sobre a minha pessoa, O Globo esconde a afirmação do delator Emílio Odebrecht de que o grupo empresarial — do qual o jornal faz parte — teve uma sociedade privada com o Grupo Odebrecht para facilitar decisões de governo no período do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.
Diz o delator (minuto 12 do vídeo que trata do anexo sobre FHC):
“(…) nós ajudamos a quebra do monopólio. Inclusive sobre a parte de telecomunicações, nós chegamos a montar uma sociedade privada, se não me engano três ou quatro empresas, uma delas era até a Globo (…) para buscar todas as informações e embasamento do que ocorria no mundo para que isso facilitasse aquilo que era decisão de governo (FHC) de quebra do monopólio de telecomunicações, de petróleo e outras coisas. (…) assuntos que nós acreditávamos e que eram prioridade para o governo (…)”
A afirmação de Emílio Odebrecht pode, em tese, configurar a prática de um crime, e por isso deve ser esclarecida e investigada.
(Roberto Teixeira- advogado/ Viomundo)

O choque de realidade

Segundo o Vox Populi Lula se elege no 1º turno,

a não ser que que haja um 3º turno, ou um coturno. 

(Do blog do Amoral Nato)

Sem provas, Moro põe o pé no pescoço da OAS, por acusação a Lula



Nesta quinta-feira, Sérgio Moro toma o depoimento de José Aldemário (Léo) Pinheiro, ex-sócio da OAS.

Na tentativa anterior de negociar uma delação premiada, Pinheiro teve o acordo recusado porque não incriminou Lula.

Amanhã, tem a chance de “regenerar-se” diante de seu algoz.

Tal como aconteceu com Marcelo Odebrecht, é provável que diga o que lhe pedem para dizer.

As delações são, como se percebe, não premiadas, mas teleguiadas.

Hoje, a defesa de Lula apresentou, à maneira de Deltan Dallagnol, mas desta vez presa a fatos e documentos, o seu powerpoint (veja ao final do post) recheado de provas e documentos que provam que Lula não era proprietário do triplex no Guarujá.

De que adianta?

Se o empresário quiser, basta que diga que, sim, “era para Lula”, embora não tenha sido, e não há um documento a comprovar.

Só quem não vê que estamos diante de ritos judiciais fascistas, onde a um acusado só resta o caminho da acusação a outros como forma de tentar inocentar-se ou livrar-se do cárcere?

Hoje, Sérgio Moro desceu apressadamente do lugar que lhe foi reservado na cerimônia da entrega da Medalha do Mérito Militar, ao lado de Luciano Huck – imagino que o cerimonial pensou numa ala de celebridades – e foi cumprimentar, sorridente, Michel Temer, que será seu réu assim que lhe cessar a imunidade de que goza por ser presidente.

Não foi um cumprimento austero, apenas aquele que recomendaria a boa educação, foi um esparramo, quase tão grande quanto o dos cochichos com Aécio Neves, o polidenunciado.

Daqui a duas semanas teremos a oportunidade de ver outro Moro, o arrogante, autoritário e de modos agressivos, desdenhando do que lhe for dito.

Quando Lula for depor, num caso que já caiu no ridículo pela absolvição de todos os que não tiveram a caprichada desventuras de serem atirados ao Coliseu de Curitiba, Moro será um frio e duro inquiridor.

Hoje, foi só um bajulador.
(Fernando Brito/ Tijolaço)

Simão prepara venda da Cosanpa pela metade do preço


Ao contratar, via BNDES golpista, uma empresa pra avaliar a Cosanpa o governo do estado prepara-se para fazer com a moribunda estatal do abastecimento de água o mesmo que fez com a distribuidora de energia elétrica: colocá-la à venda em um momento de grave crise econômica e com um valor de mercado bem abaixo do que realmente vale.

Com efeito, naquele momento a Celpa foi vendida pela metade do seu preço de mercado porque foi passado aos possíveis compradores um quadro aterrador da empresa, com tudo levando a acreditar em orquestração maldosa da privataria tucana, aliás, como ocorreu nos quatro cantos do país.

A Cosanpa está sucateada, abandonada e presta um serviço haitiano à população, embora cobre desta preços nórdicos.

Ora, tudo isso deve pesar já na hora da avaliação, conforme relata hoje matéria do Diário do Pará, dando a pista de que o deságio poderá chegar aos vergonhosos 50%, isto é, a Cosanpa deverá ser vendida pela metade do seu real valor.

Resta saber se o comprador será da mesma laia dos aventureiros que adquiriram a Celpa na mesma bacia das almas. Também devemos ficar atentos para o papel de vendedor do governo do estado, ou seja, se atuará com a mesma generosidade nefasta como da vez anterior.

Nunca é demais ressaltar que a compradora da Celpa afundou-se em trapalhadas administrativas e teve a cara de pau de recorrer a um empréstimo pra tentar sobreviver. Não sobreviveu, mas obteve o tal empréstimo. Com o aval do governo do estado, que deve estar pagando até hoje o papagaio deixado pelo sócio indesejado.

Enfim, a venda da Cosanpa, começando errada como está, tem tudo para dar errado, inclusive com o risco de legar ao contribuinte paraense mais uma dívida por conta da irresponsabilidade e incúria de um governante incapaz.


Atitude de Moro contra Lula justifica aprovação urgente da criminalização do abuso de autoridade


Procuradores da tal Farsa Jato publicaram nas redes sociais vídeo em que pedem que suas imagens viralizem na internet desancando o projeto ora tramitando no Senado Federal que tipifica e pune o crime de abuso de autoridade.

Pelo visto, a pregação messiânica caiu no vazio, na medida em que não obteve o efeito desejado por esses destrambelhados e autoritários 'intocáveis' curitibanos muito, diga-se, por absoluta falta de credibilidade dos protagonistas do tal vídeo.

E vem exatamente de lá, Curitiba, a justificativa para ignorar o apelo daqueles que se acham acima da lei, ao mesmo tempo em que dá motivos pra apoiar o projeto. A determinação morista pra que Lula compareça as audiências em forem depor as 87 testemunhas em sua defesa no processo é "Um ato estritamente pessoal. De raiva, de prepotência. É uma atitude miúda, rasteira. Incompatível com a missão de juiz. De um "julgador", como Moro se define", como classificou o jornalista Janio de Freitas, em sua coluna na FSP.

Portanto, quando agentes públicos arvoram-se a decretar la lois cest moi, é óbvio que isso constitui abuso de prerrogativas inerentes aos catgos que eventualmente ocupam, devendo essa iniquidade ser punida na forma da lei.

O caso da perseguição a Lula por essa trupe de mauricinhos e patricinhas togados, formada por gente de classe média, traduz bem o ódio de classe que vitima muita gente no dia-a-dia. No entanto, Lula é um líder político, daí a repercussão negativa do preconceito contra um retirante que chegou nesse patamar: o maior líder político do Brasil.

Agora imagine-se os milhões de lulas que vivem a enfrentar os rigores, e até a discricionariedade na aplicação da lei contra si, apenas porque são suspeitos do cometimento de algum delito.

Além disso, a punição ao abuso da autoridade tem toda a pinta de poder contrapor-se ao tal desacato à autoridade, bastante usado por meganhas quando demonstram seu mais violento ânimo repressor, não por coincidência, um cacoete que ganhou força pós golpe de 1964 e perdura até hoje para enlevo do autoritarismo de gente como Sérgio Moro.

Enfim, que o apelo autoritário referido tenha o mesmo destino do apelo colorido feito outrora por um outro dono do mundo, que em boa hora foi apeado do poder. Em ambos os casos só há um destino a dar à tentativa redentorista: a lata de lixo da história. Um já está lá. O outro...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Desmascarando convicções fajutas





























Quando apresentou uma coletiva com um famoso Power Point, acusando Lula de ter recebido da OAS um apartamento no Guarujá por 3 contratos na Petrobras, o procurador Roberson Pozzobon disse que não se poderia esperar "provas cabais" de que Lula seria o dono do imóvel.

Pois bem, hoje os advogados de Lula apresentaram a imprensa um Power Point com provas cabais de que o apartamento não é de Lula.

Documentos da recuperação judicial que mostram que o apartamento 164-A, o famoso tríplex, constam na recuperação judicial da OAS como propriedade da empresa, e também em uma ação na justiça de São Paulo onde a OAS reconhece a propriedade do imóvel.

Documentos da presidência da República provam que Lula nunca pernoitou após 2011, quando o prédio não estava pronto, no Guarujá, ou seja, jamais dormiu no tal apartamento. Há provas de que a família de Lula nunca teve a chave do apartamento. E agora também de que ele continua sendo, até hoje, propriedade da OAS.

São provas, não convicções.
(Lula.com.br)

Propina, mensalão, corrupção. PSDB paulista teria recebido R$ 28 milhões da Odebrecht


Foto: Reprodução

Patrícia Faermann/Jornal GGN
- A Odebrecht pagou entre R$ 1,240 milhão a R$ 1,272 milhão de propina todos os meses, de janeiro de 2009 a novembro de 2010, ao PSDB. A delação de que o partido foi beneficiado durante a gestão do ex-governador de São Paulo, José Serra (2007-2010), é do ex-superintendente da Odebrecht no estado, Carlos Armando Paschoal. Os cálculos são do GGN, com base no processo judicial obtido pelo jornal.

Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), Paschoal relatou que uma empresa do grupo, denominada CBPO Engenharia, estava prestes a vencer mais uma ação, após duas vitórias na Justiça de primeira instância, contra a estatal rodoviária do governo paulista, Dersa, já em outras investigações acusada de ser uma das principais intermediárias de repasses de propinas a governos tucanos em São Paulo.

A ação da empresa do grupo Odebrecht cobrava uma multa de R$ 220 milhões da Dersa, por faltas de pagamentos relacionados às obras da Rodovia Carvalho Pinto, ainda no fim da década de 1990. O ex-executivo narrou que foi acertado um "acordo judicial", em que a Dersa pagaria R$ 191,6 milhões à Odebrecht, em troca de uma propina mensal em 15% de cada uma das 23 parcelas ao partido político no período em que o então governador, José Serra, se preparava para disputar a Presidência da República, em 2010.

Carlos Armando Paschoal estimou R$ 24,6 milhões os repasses ilícitos ao PSDB. Documentos disponíveis no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Diário de Justiça do Estado e aqui apresentados pelo GGN revelam, contudo, que o acordo não era de apenas R$ 191,6 milhões. Como todo financiamento, as parcelas contavam com juros, que ficaram estabelecidos em 0,5% a cada mês durante os 23 pagamentos, além da correção monetária, com base no IGP-M, calculados mês a mês

terça-feira, 18 de abril de 2017

MENOS A GLOBO


Lista de Fachin: Em 4h de cobertura, JN ataca Lula em 33 min


Há anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo alvo de uma perseguição jurídica e midiática. Na última semana, esta prática foi intensificada após o ministro e relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, retirou o sigilo de inquéritos relacionados às investigações ligadas à Odebrecht.

Levantamento realizado pelo site de notícias “Poder 360”, dirigido pela jornalista Fernando Rodrigues, e divulgado nesta terça-feira (18), comprova, mais uma vez, esta perseguição.

Segundo dados feitos com informações até a edição do Jornal Nacional, da Rede Globo, de segunda-feira (17), Lula foi mencionado por 33 minutos e 32 segundos. Para se ter uma ideia, o Jornal Nacional dedicou 4 horas, 24 minutos e 51 segundos de cobertura à Lava Jato desde que o Supremo Tribunal Federal divulgou as delações, no dia 11 de abril. Em seguida, o nome mais mencionado pelo Jornal Nacional foi o da presidenta eleita Dilma Rousseff, que teve o “espaço” em 18 minutos e 7 segundos de cobertura.

O ex-ministro Jaques Wagner e o ex-presidente do Banco do Brasil, ambos do Partido dos Trabalhadores, também sofreram alta exposição por parte da Globo. Foram 7 minutos e 57 segundos para Jaques Wagner e 7 minutos e 07 segundos para Bendine.

O desequilíbrio é tamanho que Lula foi muito mais citado que o atual presidente golpista Michel Temer, também citado nas delações. Temer foi mencionado no Jornal Nacional apenas 5 minutos e 28 segundos na última semana. Este dado contradiz a “justificativa” apresentada por Willian Bonner sobre a exposição dos citados.

Segundo o apresentador do JN, o critério utilizado pelo jornal foi o detalhar as denúncias dos “políticos com maior destaque na vida nacional pelos cargos que ocupam ou que ocuparam”. Ou seja, com base na justificativa do JN, Lula teria, então, maior destaque que o presidente (golpista) do Brasil, em exercício, Michel Temer. (leia a avaliação do Blog da Cidadania)

Além disso, o Poder 360 informou que “o PT foi o que mais teve nomes de filiados expostos de forma negativa no JN: 1 hora, 24 minutos e 45 segundos”. Enquanto isso, o PSDB teve 35 minutos e 28 segundos e o PMDB, 35 minutos e 17 segundos.
(Agência PT de Notícias)

Papa recusa convite do golpista MT pra visitar o Brasil


Em uma carta na qual recusa um convite para visitar o Brasil, o papa Francisco cobrou de Michel Temer para evitar medidas que agravem a situação da população carente no País.

A correspondência foi uma resposta a outra enviada pelo mandatário no fim de 2016, na qual o líder da Igreja Católica era convidado formalmente para as celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, comemorados em 2017.

"Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo", escreveu o Pontífice, segundo trecho publicado pelo jornalista Gerson Camarotti, da Globo News .

"Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira", acrescentou.

Sobre o convite, o Papa disse que, devido a sua intensa agenda, não poderia visitar o Brasil neste ano. Ainda de acordo com Camarotti, Jorge Bergoglio afirmou rezar pelo País e que acompanha "com atenção" os acontecimentos na maior nação da América Latina.

Citando sua exortação apostólica "A Alegria do Evangelho", Francisco também lembrou que não se pode "confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado", em um momento em que o governo Temer tenta aprovar reformas econômicas para garantir a confiança dos investidores.

Em setembro passado, na inauguração de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no Vaticano, o Pontífice já havia dito que o Brasil passava por um "momento triste". Um mês antes, Francisco enviara uma carta não oficial em apoio a Dilma Rousseff, que na época ainda não tinha sofrido o impeachment.

Contudo, Bergoglio sempre evitou se posicionar publicamente sobre a crise política enfrentada pelo País e que culminou na derrubada da presidente petista.
(Os Amigos do Presidente Lula)

A teoria do cavalo paraguaio ronda a sucessão estadual no Pará


Helder Barbalho vive a ambiguidade dos oportunistas. Se fez aliado dos governos petistas, mas, logo, logo virou golpista de primeira hora em evidente pragmatismo de quem é dependente químico fisiológico do aparelho estatal pra realizar seus desejos.

Depois de ir ao sertão nordestino inaugurar a transposição do rio S. Francisco, como se esta fosse obra realizada em meses pelo governo golpista a que serve, agora adona-se das chaves de imóveis do programa 'Minha Casa, Minha Vida', criado pelo governo Dilma e servido como objeto politiqueiro pelo trêfego ministro temerário, ontem, em Benevides, quando 531 casas construídas ainda pela presidenta Dilma foram entregues pelo ministro oportunista.

Chama, ainda, atenção o fato do ministro e sua genitora descerem o malho no governador do estado, reprovando a insensibilidade social do dito cujo, por sinal, coisa que vem de tempos mais remotos, embora isto não tenha impedido que ambos, Elcione e Helder, pra ficar só nos que se manifestaram ontem, apoiassem Simão em 2002, repetindo o gesto em 2010, sem que essa insensibilidade tivesse sido levada em conta.

Helder só pensa naquilo: aniquilar adversários, cooptar outros e garantir através de favores públicos com resultados privados sua eleição para governador do estado. Luta contra o tempo, pois sabe que faz parte de um governo notabilizado pela ladroagem, logo, sujeito a um golpe que supere o golpe do qual foi beneficiário, daí estar em campanha permanente e escandalosa a fim de garantir um esquema sólido que resista a surpresas eventuais.

Vejamos até onde vai a resistência desse tour, empreendido bem antes da eleição podendo perder fôlego no momento mais importante da disputa. A história política está repleta de exemplos semelhantes a esse aguardemos, pois, o desfecho deste episódio.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

E a compra de votos?


A compra de votos será substancialmente reduzida no Brasil, se as 500 maiores empresas – e não apenas uma ou duas grandes – pararem de financiar campanhas eleitorais via “caixa dois”. Isso porque a corrupção no processo eleitoral acontece via compra massiva de votos, que exige somas elevadas de dinheiro, necessariamente “não-contabilizado” porque financia crime eleitoral. A quase totalidade do que entra via “caixa dois” em campanhas milionárias de representantes do empresariado é para a compra de votos, e ela consome 50% a 60% dos recursos totais.

De 1985 até agora ocorreram 18 eleições, metade municipais, nas quais é dominante a compra de votos – para 60 mil vereadores(as) e 5,6 mil prefeitos(as), eleitos em disputas com quase um milhão de candidatos e candidatas e mais de 100 milhões de votantes. Talvez o total comprado nesse período, de 1985 a 2016, seja superior a 500 milhões de votos, o que define o processo eleitoral e a democracia do Brasil como farsas de grandes proporções, maiores até que a das prestações de contas oficiais.

Detalhe importante: essa engrenagem sempre funcionou com a participação ativa e passiva do Judiciário, Ministério Público e polícias no acobertamento histórico da compra de votos. O caso mais emblemático da compra de votos – no caso, de deputados federais – foi o de Fernando Henrique Cardoso, há 20 anos, para conseguir aprovar a reeleição presidencial. O valor pago a cada deputado equivaleria hoje a mais de R$1 milhão.

Apesar da “compra” ter sido denunciada com provas, e de envolver mais de 100 deputados, o beneficiário e os seus operadores financeiros não sofreram nenhuma punição.

Objetivamente, empresários não vão parar de financiar campanhas/compra de votos (portanto, corrupção) para seus representantes, porque ela é essencial para terem maioria nos legislativos e governos e garantirem assim que o sistema político atenda os seus interesses. Prova de que a compra de votos é intrínseca ao sistema político capitalista é o fato de que ela não é citada por delatores, promotores ou em sentenças dos juízes – e muito menos no noticiário espalhafatoso das delações. É como se a compra de votos não existisse no Brasil, e os bilhões de reais repassados para disputas eleitorais via “caixa dois” fossem apenas para pagar despesas normais de campanhas.

Ainda não se sabe até aonde os integrantes do Judiciário, que estão à frente da devassa empresarial e política em andamento, têm condições efetivas de ir no enfrentamento do Executivo e do Legislativo, tal o desmonte daeconomia nacional que estão causando, mais a exposição do funcionamento do sistema político capitalista em vigor no Brasil, movido a compra de votos e muito dinheiro. Talvez eles ainda não tenham se dado conta do tamanho da contradição em que se meteram, porque se forem até o fim no combate à corrupção, terão que prender milhares de empresários que financiam candidatos que compram votos. E junto com eles, além dos políticos representantes de empresários, também os integrantes do Judiciário que sempre fizeram vista grossa ao funcionamento do sistema. Será uma revolução inédita na história mundial…

Os representantes dos empresários no Congresso e no Executivo preservarão a compra de votos e o dinheiro necessário ao funcionamento do sistema político capitalista anistiando o “caixa dois” e crimes a ele relacionados, como a lavagem de dinheiro, e legalizando o repasse de dinheiro de empresas para campanhas, como existe nos Estados Unidos. E a maior parte dos casos delatados não deverá resultar em condenações em última instância, a exemplo dos casos do PSDB, prescritos antes das sentenças serem proferidas.

Resumindo, continuará como dantes os bilhões de reais do meio empresarial para a compra massiva de votos, das maneiras que sabem e de outras que criem. Se foram capazes de financiar a derrubada de uma presidenta eleita com 50 milhões de votos, para promover o festival de retrocessos que estamos assistindo, certamente farão muito mais para manter as coisas funcionando a seu favor.
(Milton Pomar/ Agência PT de Notícias)

Por que voltam a atacar Lula e sua biografia?


Perguntas e Respostas


O ex-presidente Lula está mais uma vez no centro de intenso bombardeio midiático. Na liderança do ataque, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou 40 minutos de noticiário negativo em apenas 4 edições. Como vem ocorrendo há mais de dois anos, Lula é alvo de acusações frívolas e ilações que, apesar da virulência dos acusadores, não apontam qualquer conduta ilegal ou amparada em provas. Desta vez, no entanto, além de tentar incriminar Lula à força, há um esforço deliberado de reescrever a biografia do maior líder popular da história do Brasil.

Os depoimentos negociados pelos donos e executivos da Odebrecht – em troca da redução de penas pelos crimes que confessaram – estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula. Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais.

São políticas públicas transparentes que beneficiaram o Brasil como um todo – não apenas esta ou aquela empresa – como a adoção de conteúdo nacional nas compras da Petrobras, a construção de usinas e integração do sistema elétrico, o financiamento da agricultura, o apoio às regiões Norte e Nordeste, a ampliação do crédito a valorização do salário e as transferências de renda que promoveram o consumo e dinamizaram a economia, multiplicando por quatro o PIB do país.

Estas políticas não foram adotadas em troca de supostos benefícios pessoais, como querem os falsificadores da história. Elas resultaram do compromisso do ex-presidente Lula de proporcionar uma vida mais digna a milhões de brasileiros.

Por isso Lula deixou o governo com 87% de aprovação e é apontado pela grade maioria como o melhor presidente de todos os tempos. É contra esse reconhecimento popular que tentam criar um falso Lula, apelando para o preconceito e até para supostas opiniões de quem chefiou a ditadura, de quem mandou prender Lula por lutar pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores.

No verdadeiro frenesi provocado pela edição dos depoimentos da Odebrecht, é preciso lembrar que estes e outros delatores da Lava Jato foram pressionados a apresentar versões que comprometessem Lula. Mas tudo o que apresentaram, antes e agora, são ilações sem provas.

E é preciso lembrar também que essa teia de mentiras está sendo lançada contra Lula às vésperas do julgamento de uma ação na Vara da Lava Jato que pretende condená-lo não apenas sem provas, mas contra todas as provas testemunhais e documentais de sua inocência.

E lembrar ainda que o novo bombardeio de mídia foi deflagrado no momento em que, mesmo não sendo candidato, Lula é apontado crescentemente nas pesquisas como o favorito para as eleições presidenciais.

Por tudo isso, é necessário analisar cada uma das ilações apresentadas, para desfazer cada fio dessa a teia de mentiras.

Há algum ato ilegal de Lula relatado na delação da Odebrecht?


Não há. Delações não são provas, mas informações prestadas por réus confessos que apenas podem dar origem a uma investigação. A legislação brasileira proíbe expressamente condenações baseadas somente em delações, negociadas em troca da obtenção de benefícios penais por réus confessos. As delações devem ser investigadas e os depoimentos de delatores expostos ao questionamento dos advogados de defesa. Por enquanto, o que existe, são depoimentos feitos aos procuradores, a acusação, divulgados de forma espetacular antes dos advogados terem acesso a eles.

No passado, depoimentos divulgados de forma semelhante - como os de Paulo Roberto da Costa, Nestor Cerveró e Delcídio do Amaral - quando confrontados com depoimentos em juízo dos mesmos colaboradores não revelaram qualquer crime ou prova contra o ex-presidente Lula.

É parte da estratégia de lawfare e uso da opinião pública da Lava Jato, teorizada por Sérgio Moro em artigo de 2004, "deslegitimar o sistema político" usando a mídia, e destruir a imagem pública dos seus alvos para substituir o devido processo legal pela difamação midiática.

Sítio em Atibaia

Há mais de um ano a Lava Jato investiga um sítio no interior de São Paulo. Os proprietários do sítio, que não é do ex-presidente Lula, já provaram a propriedade e a origem dos recursos para a compra do sítio. Mesmo o relato de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar indicam que eles desconhecem de quem é a propriedade, além do que ouviram em boatos, e de que a reforma de tal sítio seria uma surpresa para o ex-presidente, dentro de uma ação que não o envolveu em uma propriedade que não é sua. É estranho nesse contexto que Emílio Odebrecht diga que na véspera do fim do mandato tenha "avisado" Lula da obra. E é inadmissível que o silêncio de Lula, diante do suposto aviso, seja interpretado como evidência. O sítio não é do ex-presidente, não há nenhum ato dele em relação ao sítio, nem vantagem indevida, patrimônio oculto ou contrapartida.

"Terreno" e doações ao Instituto Lula


Como já foi repetido várias vezes e comprovado nos depoimentos e documentos, o Instituto Lula jamais recebeu qualquer terreno da Odebrecht. Ele funciona em um sobrado adquirido em 1991. O tal terreno foi recusado. E foi recusado porque sequer havia sido solicitado pelo Instituto ou por Lula. É prova do lawfare e perseguição a Lula que um terreno recusado seja objeto de uma ação penal.

O Instituto recebeu doações de dezenas de empresas e indivíduos diferentes. Todas registradas. As doações da Odebrecht não representam nem 15% do valor total arrecadado pelo Instituto antes do início de uma perseguição judicial. Todas as doações foram encaminhadas por meio de diretores com o devido registro fiscal. Jamais houve envolvimento de Antonio Palocci ou de qualquer intermediário nos pedidos de doação ao Instituto. Os depoimentos de delatores Alexandrino Alencar e Marcelo Odebrecht inclusive se contradizem sobre esse assunto.

“Conta amigo”, os milhões virtuais que Lula nunca recebeu


Esta é a mais absurda de todas as ilações no depoimento de Marcelo Odebrecht. Ele disse que Lula teria uma "conta corrente" na empresa. Ora diz que essa conta seria de 35 milhões, ora seria de 40 milhões, mas ressalva que jamais conversou com Lula sobre essa conta. Narra uma confusa movimentação de saída e entrada de recursos, citando a compra de um terreno (depois devolvido), uma doação ao Instituto Lula e supostas entregas em dinheiro vivo a Branislav Kontic, totalizando R$ 13 milhões. Diz ainda que parte da reserva continuou na tal conta.

Se for verdadeiro o depoimento, Marcelo Odebrecht teria feito, na verdade, um aprovisionamento em sua contabilidade para eventuais e futuros transferências ou pagamentos. Isso é muito diferente de dizer que havia uma “conta Lula” na Odebrecht, como reproduzem as manchetes levianas. A ser verdadeira, trata-se, como está claro, de uma decisão interna da empresa. Uma “conta” meramente virtual, que nunca foi transferida, nem no todo nem em parte, que nunca se materializou em benefícios diretos ou indiretos para Lula.

O fato é que Lula nunca pediu, autorizou ou sequer teve conhecimento do suposto aprovisionamento.

As três supostas evidências apresentadas sobre a conta virtual desmoronam diante da realidade, a saber: a) o terreno comprado supostamente para o Instituto Lula nunca foi entregue, porque nunca foi pedido por quem de direito; b) as doações da Odebrecht para o Instituto Lula foram feitas às claras, em valores contabilizados na origem e no destino, e informadas à Receita Federal, em transação transparente; c) a defesa de Branislav Kontic negou, em nota ao Jornal Nacional, que seu cliente tenha praticado as ações citadas pelos delatores.

Todos os sigilos de Lula e sua família - bancários, fiscal, telefônico - foram quebrados. O Ministério Público sabe a origem de todos os recursos recebidos por Lula, o destino de cada centavo ganho pelo ex-presidente com palestras e que Lula vive em um apartamento em São Bernardo do Campo desde a década de 1990. Onde estão os R$ 40 milhões?

Palestras

Após deixar a presidência da República, com aprovação de 87% e reconhecimento mundial, Lula fez 72 palestras para mais de 40 empresas. Entre elas Pirelli, Itaú e Infoglobo. Em todas as palestras foram cobrados os mesmos valores. Todas foram realizadas, e a comprovação de tudo relacionado as palestras já está na mão do Ministério Público do Distrito Federal e do Paraná. A imprensa deu a entender que a Odebrecht teria "inventado" essas palestras. Isso não foi dito de forma alguma mesmo nos depoimentos, que indicaram que as palestras eram lícitas e legítimas. E a Odebercht não foi a primeira empresa, nem a segunda, nem a terceira a contratar palestras de Lula. Microsoft, LG e Ambev, por exemplo, contrataram palestras pelos mesmos valores ANTES da Odebrecht. Segue a relação completa de paletsras entre 2011 e 2015: http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf

A legislação brasileira não impede que ex-presidentes deem palestras. Não impediria que eles fossem diretores de empresa, o que Lula nunca foi.

Ajuda ao filho

Após deixar a presidência Lula não é mais funcionário público. Mesmo considerando real o relato de delatores que precisam de provas, Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar relatam que a ajuda para o filho de Lula iniciar um campeonato de futebol americano foi voluntária e após diversas conversas e análises do projeto. A expressão inserida em depoimento de "contrapartida" de melhorar as relações entre Dilma e Marcelo Odebrecht é genérica e de novo, mesmo que fosse real, não incide em nenhuma infração penal. Em 2011, anos dos relatos, Lula não ocupava nenhuma função pública.

A liga de futebol americano existiu e não teve a participação ou sequer o acompanhamento de Lula. Os filhos do ex-presidente são vítimas há anos de boatos na internet de que seriam bilionários. Tiveram suas contas quebradas e atividades analisadas. E não são nem bilionários, nem donos de fazendas ou da Friboi.

Frei Chico


De novo, mesmo considerando o relato dos delatores, que necessitam de provas, eventual relação entre a Odebrecht e o irmão de Lula eram relações privadas. Lula não tem tutela sobre seu irmão mais velho e não solicitou ajuda a ele, nem cuidava de sua vida. Não há relato de infração, nem de contrapartida, nem de que tenha sido o ex-presidente que tenha solicitado qualquer ajuda ao irmão.

Carta Capital


A breve menção a revista indica que Lula falou para Emílio Odebrecht ver o que poderia fazer e se poderia fazer algo para ajudar a revista, novamente após ter deixado a presidência da República. A relação entre dois outros entes privados (Carta Capital e Odebrecht) não tem qualquer contato com Lula a partir disso e o pedido de verificação se poderiam anunciar na revista não implica em nenhum ilícito. Os executivos da Odebrecht mencionaram que o grupo prestou ajuda a diversos outros veículos de imprensa, podendo ser citado como exemplo o jornal O Estado de S.Paulo.

Angola

O depoimento de Emílio Odebrecht indica que os serviços contratados da empresa Exergia, para prestar serviços em Angola, foram efetivamente prestados. A Exergia tem como um dos seus sócios Taiguara dos Santos, filho do irmão da primeira esposa de Lula. Se posteriormente a queda de serviços em Angola houve um adiantamento de recursos entre as duas partes privadas, ele não teve qualquer envolvimento do já ex-presidente, nem isso é mencionado nos depoimentos. Lula jamais recebeu qualquer recurso da empresa Exergia ou de Taiguara, e isso já foi objeto de investigação da Polícia Federal, que não achou nenhum recurso dessa empresa nas contas de Lula.

Esse caso já é analisado em uma ação penal na Justiça Federal de Brasília. Comprovando-se a verdade dos depoimentos dos delatores, a tese da ação penal se mostra improcedente, a acusação de que não houve prestação de serviços e que eles seriam algum tipo de propina ou lavagem cai por terra. Ou seja, nesse caso os depoimentos não só não indicam qualquer crime como inocentam Lula nessa ação penal.

Doações eleitorais


O depoimento de Emílio Odebrecht é explícito ao dizer que nunca discutiu valores ou forma de doações eleitorais com o ex-presidente Lula. Lula não cuidava das finanças de campanha ou partidárias.

O PT e o ex-presidente sempre defenderam o fim de qualquer financiamento privado de campanhas eleitorais. Mas o Supremo Tribunal Federal só determinou o fim de contribuição de pessoas jurídicas em 2015.

O ex-presidente nunca autorizou ninguém a pedir doações de qualquer tipo em contrapartida de atos governamentais de qualquer tipo.

Estádio do Corinthians


Mesmo tomando como verdade os relatos de delatores, não há nenhum ato ilegal relatado do ex-presidente em relação ao Estádio Privado do Sport Club Corinthians. Em 2011 havia o risco de São Paulo ficar fora da Copa do Mundo. O ex-presidente sempre defendeu o uso do Estádio do Morumbi, como registrou publicamente o falecido presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, mas em 2011 esse estádio foi vetado pela FIFA.O estádio do Corinthians de fato era um projeto menor. Com a possibilidade de sediar a abertura da Copa, o Corinthians construiu um estádio maior. O estádio, e isso é óbvio, não é do Lula, mas do Corinthians. Não só tem público lotado constantemente como a Rede Globo, empresa privada com fins lucrativos, já até usou o estádio vazio como estúdio dos seus programas de TV.

Lula e a presidência


Lula é considerado em todas as pesquisas o melhor presidente brasileiro de todos os tempos, mesmo com a intensa campanha midiática contra ele. Lula também é o único presidente da história da República de origem na classe trabalhadora, nascido na miséria do sertão nordestino, migrante criado pela mãe. O único que superou todas essas condições adversas para ser o presidente que mais elevou o nome do Brasil no mundo.

Lula sempre agiu dentro da lei e a favor do Brasil antes, durante e depois da presidência, quando voltou para o mesmo apartamento que residia em São Bernardo do Campo antes de ir para Brasília.

Não foi só a Odebrecht que cresceu durante o governo Lula. A grande maioria das empresas brasileiras, pequenas, médias e grandes, cresceram no período. Milhões de empregos foram gerados e a pobreza e fome reduzidas de forma inédita no país. Foi todo o Brasil que cresceu no período de maior prosperidade econômica da democracia brasileira.

É hora de perguntar a quem interessa destruir Lula, quando o ex-presidente se posiciona contra o fim dos direitos trabalhistas e previdenciários. A quem interessa destruir Lula, quando o patrimônio brasileiro - reservas minerais na Amazônia, o pré-sal, estatais - são colocados a venda a preço de banana? A quem interessa reescrever a biografia do maior líder popular do país?
(Lula.com.br)