Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

EM CARTA, DEPUTADOS AMERICANOS DENUNCIAM “PERSEGUIÇÃO” A LULA

Endereçada ao embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, a carta assinada por um grupo de 12 deputados do Partido Democrata acusa o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, de perseguir o ex-presidente Lula com decisões "arbitrárias"; "Estamos especialmente preocupados com a perseguição ao ex-presidente Lula da Silva, que viola as normas de tratados internacionais que garantem o direito da defesa para todos os indivíduos", escrevem os parlamentares; "Exortamos as autoridades federais do Brasil a fazer todo o possível para proteger os direitos dos manifestantes, líderes de movimentos sociais e líderes da oposição, como o ex-presidente Lula", continuam, fazendo a inda críticas ao governo Temer

247 – O ex-presidente Lula recebeu mais uma demonstração de apoio internacional contra a situação que vive no Brasil. Réu em cinco processos em três operações diferentes, o petista afirma ser alvo de perseguição política para que não possa concorrer à presidência da República na eleição de 2018.

Um grupo de 12 deputados do Partido Democrata dos Estados Unidos concorda com essa tese. Em uma carta endereçada ao embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, os parlamentares acusam o juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, de perseguir Lula com decisões "arbitrárias".

"Estamos especialmente preocupados com a perseguição ao ex-presidente Lula da Silva, que viola as normas de tratados internacionais que garantem o direito da defesa para todos os indivíduos", escrevem os congressistas, de acordo com a Folha de S.Paulo, que teve acesso ao documento.

"Nos últimos meses, ele tem sido alvo de uma campanha de calúnias e acusações não comprovadas de corrupção pelos grandes veículos privados de mídia alinhados com as elites do país", denunciam, lembrando que "Lula se mantém como uma das figuras políticas mais populares no Brasil de hoje e é visto como uma série ameaça nas urnas por seus oponentes políticos".

"Lula tem sido alvo de um juiz, Sergio Moro, cujas ações parciais e arbitrárias tem ameaçado seu direito de defesa. Por exemplo, o juiz ordenou a prisão arbitrária [a condução coercitiva, em março de 2016] do ex-presidente só para servir de intimação, embora não houvesse nenhuma indicação de que o ex-presidente não quisesse depor na Justiça", continua o texto.

"Exortamos as autoridades federais do Brasil a fazer todo o possível para proteger os direitos dos manifestantes, líderes de movimentos sociais e líderes da oposição, como o ex-presidente Lula", prosseguem os deputados.

Para eles, Temer tem agido "para proteger figuras políticas corruptas, para impor uma série de políticas que nunca seriam apoiadas em uma eleição nacional e pressionar adversários nos movimentos sociais e nos partidos de oposição". Os deputados também fazem críticas à PEC do teto dos gastos e ao impeachment de Dilma Rousseff.

Mentiras sobre Lula tiveram início há mais de 30 anos; veja as principais

A sede da Esalq/USP; boatos dão conta de que filho de Lula é o verdadeiro dono da sede da instituição

De propriedades inventadas a tráfico de influência que nunca aconteceu, as calúnias que já foram ditas contra o ex-presidente

Não é de hoje que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família são vítimas de mentiras e boatos infundados. Não raramente, tais mentiras são repetidas e fomentadas por setores da imprensa, partidos políticos e até funcionários públicos, como promotores e delegados.

Sempre buscando atingir a imagem do ex-presidente, as mentiras costumavam ganhar mais força em períodos eleitorais, sempre com o objetivo de prejudicar o desempenho de Lula nas urnas. Via de regra, a estratégia resulta em fracasso, mas já houve casos em que o golpe baixo atingiu seus objetivos.

De envolvimento com sequestros a propriedade inventada de grandes imóveis, no Brasil ou no exterior. De tráfico de influência a estratagemas para obter favorecimentos jurídicos. Leia, abaixo, a lista de mentiras já inventadas contra Lula, todas devidamente desmentidas com provas ao longo dos tempos.





- "Lula é dono de mansão no Morumbi"

Remonta ao início dos anos 1980 a primeira boataria de grandes proporções de que foi vítima o ex-presidente Lula. À época, ele recém fundara o PT, então um partido de proporções bem mais modestas do que hoje, com poucos mandatos eletivos conquistados.

Era o tempo em que pessoal que panfletava nas portas de fábricas em favor do PT ouvia rumores de que Lula tinha uma enorme mansão no Morumbi, e eram todos do partido uns tolos por acreditar no ex-sindicalista e no partido que fundara.

A boataria só teve fim anos depois, quando a realidade se impôs. Lula jamais deixou de morar em São Bernardo do Campo, desde que para lá se mudou, há cerca de 30 anos. Órgãos de fiscalização e controle, como Receita Federal e Ministério Público, jamais sequer aventaram a hipótese de Lula ser dono de uma mansão no Morumbi.






- A falsa ligação entre Lula e o PT com sequestradores de Abílio Diniz

O empresário Abilio Diniz, ex-proprietário do Grupo Pão de Açúcar - foi sequestrado na capital paulista, em 11 de dezembro de 1989, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições presidenciais de 1989, que estavam sendo disputadas em sua reta final por Lula e Fernando Collor de Mello.

Diniz foi libertado após ficar seis dias em cativeiro. O grupo de sequestradores era formado por quatro chilenos, três argentinos, dois canadenses e um brasileiro, ligados ao Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR), que exigia resgate de US$ 30 milhões para libertar o empresário.

Após o estouro do cativeiro, a polícia paulista apresentou camisetas do PT e material de campanha de Lula, que teoricamente teriam sido encontrados em imóveis alugados pelo grupo de criminosos. O material acabou relacionando o Partido dos Trabalhadores à ação do MIR. Fernando Collor, então, fez farto uso do material em sua campanha.

A libertação do empresário aconteceu na véspera do segundo turno da eleição, quando Lula perdeu para Collor. A vinculação dos sequestradores ao PT foi avaliada como uma das causas da derrota do petista. A polícia só encerrou as investigações e colocou fim aos boatos meses depois das eleições, quando Collor já ocupava a Presidência da República.

O jornalista e escritor Mário Sérgio Conti esclareceu os fatos em seu livro "Notícias do Planalto", publicado anos depois das eleições de 1989. "As investigações posteriores provaram que nenhum militante do PT estivera envolvido no sequestro de Abílio Diniz. Os sequestradores disseram em juízo que policiais civis os torturaram e, antes de os apresentarem à imprensa, os forçaram a vestir camisetas do PT."

A Polícia Civil estava sob o comando do secretário da Segurança, Luiz Antônio Fleury Filho. A vítima, Abílio Diniz, protestou contra a tortura de seus algozes. Quase um ano depois, em outubro de 1990, o governador de São Paulo, Orestes Quércia, superior imediato de Fleury, disse numa entrevista ao Estado de S. Paulo que durante o sequestro 'houve pressões no sentido de que se conduzissem as investigações para envolver o PT'". Já o jornal "O Globo", após as eleições, deu a manchete: "Sequestro de Abílio não foi político".




- As mentiras da campanha de Collor sobre a filha Lurian

Poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais de 1989, Miriam Cordeiro, ex-namorada do então candidato do PT à Presidência, Lula, apareceu no programa eleitoral de seu adversário, Fernando Collor, para acusar o pai de sua filha Lurian de supostos defeitos morais. Ela o acusara de ser “racista”, “abortista” e de desprezar a filha que tinham tido.

Lula obteve direito de resposta concedido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, a pedido da própria filha, levou-a para frente das câmeras, onde desmentiu tudo que foi dito. Mas o estrago já havia sido e esta mentira foi mais um episódio a contribuir para derrota de Lula nas urnas em 1989.

Foi só anos mais tarde que a verdade veio à tona. A própria Miriam Cordeiro revelou que fora paga por Collor para caluniar o pai de sua filha naquele programa eleitoral. Sob o título "A vida confortável de Miriam Cordeiro", reportagem publicada no Jornal do Brasil não deixava margem para dúvidas, tampouco as revelações de Miriam, que afirmou, referindo-se a contas da vida particular: "Eles (equipe de campanha de Collor) pagavam tudo".




- Filho de Lula é dono da Friboi e da sede de uma faculdade pública

Um boato que se espalhou pela internet e redes sociais é o de que "o filho de Lula é dono da Friboi". A Friboi é uma das maiores - se não a maior - indústria de proteína animal do mundo. Todas as mudanças em seu quadro acionário são acompanhadas de perto pelo mercado financeiro e pela imprensa econômica. Fosse algum filho de Lula um dos donos da Friboi, não haveria como tal fato não ser de conhecimento nacional, nem deixar de ganhar as páginas dos principais jornais do país.

Mas os fatos não são suficientes para barrar os boatos, que pululam nas redes sociais, sobre a propriedade do filho do Lula sobre a Friboi e muitos outros patrimônios, incluindo aviões, fazendas e até o campus de uma universidade pública.

A própria Friboi já teve que vir a público se manifestar contra a mentira. Já a família de Lula fez até B.O. na polícia na tentativa de conter os mentirosos. Chegaram a ser identificadas pelo menos seis pessoas dentre as que espalham mentiras sobre o patrimônio do filho do Lula.

Eles foram chamados a depor, e cinco compareceram. Intimados, justificaram suas atitudes dizendo acreditar que os comentários sobre a compra de fazendas e aviões fossem verdadeiros. Desculparam-se alegando que não teriam “pensado na hora de fazer as postagens”. Apenas um dos intimados, Daniel Graziano, filho do dirigente do PSDB Xico Graziano, ex-chefe de gabinete e ex-secretário particular de Fernando Henrique Cardoso. não compareceu. À época, ele era gerente administrativo e financeiro do Instituto FHC.

Ainda sobre "o filho do Lula", um dos últimos boatos apresentou como casa central de uma “fazenda do filho do Lula," em Araçatuba (SP), a majestosa sede da Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós (Esalq - USP), que pode ser vista na imagem acima.



- "Lula recebeu por palestras que jamais proferiu"

Após deixar a Presidência da República, em 2010, Lula era reconhecido mundialmente como um estadista que acabara de realizar a maior transformação social que o país já vivera. Passou a cobrar para dar palestras o mesmo valor que cobrava o ex-presidente Bill Clinton, e empresas como a InfoGlobo, que edita os jornais O Globo e Extra, não hesitaram em pagar, conforme já publicou a própria empresa, em reportagem nO Globo: "Além de divulgar o evento em seus jornais, a Infoglobo arcou com os custos dos palestrantes, inclusive do ex- presidente Lula".

Procuradores do Ministério Público Federal no Distrito Federal, no entanto, afirmaram em mais de uma oportunidade que tinham desconfiança de que Lula não havia proferido as palestras que proferiu a empresas ao redor do mundo. Especificamente, afirmavam que Lula não havia proferido duas palestras na Angola, nos anos de 2011 e 2014.

Foi preciso que o Instituto Lula divulgasse a lista completa de palestras, bem como vídeos de algumas delas, proferidas em países tão díspares quanto Inglaterra e Angola, para acabar com a boataria que teve origem no núcleo duro do Ministério Público Federal no Distrito Federal. Clique aqui para assistir à palestra proferida por Lula na Angola em 2011, e aqui para acompanhar a palestra de 2014 do ex-presidente no país africano.




- "Lula é dono de uma mansão no Uruguai"

No ano passado, a revista Isto É, que recentemente viu multiplicar as verbas de publicidade advindas da Presidência da República , publicou reportagem em que afirmava ser Lula proprietário de uma mansão no Uruguai, na praia de Punta del Este.

Sem apresentar qualquer documento que comprovasse a exótica tese, o semanário se baseava em boatos ouvidos de guias turísticos. Em que pese a falta de provas, a negativa do ex-presidente e o fato de Lula jamais ter pisado em Pubta desde que deixou a Presidência, em 2010, a revista não deixou de publicar matéria de capa sobre o assunto. O jornalista da TV Globo Alexandre Garcia, então, deixou-se enganar pelo boato, e passou também a espalha-lo.

Semanas depois, visivelmente constrangido, Garcia publicou um desmentido de si mesmo. O áudio gravado pelo jornalista pode ser ouvido aqui. Já a revista Isto É ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.




- "Lula pediu favores a Gilmar Mendes"; o próprio ministro desmente anos depois

Em junho de 2012, a revista Veja acusou Lula de ter pressionado o ministro do STF Gilmar Mendes para adiar o julgamento do mensalão. Nelson Jobim, ex-deputado, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça e da Defesa, que acompanhou o encontro, e Lula sempre negaram essa versão. Gilmar Mendes deixou a imprensa fazer barulho sobre o assunto, mas quando o Ministério Público quis ouvi-lo sobre o caso, não foi depor.

Anos depois, ao explicar o motivo de ter pego uma carona com o presidente em exercício, Michel Temer, até Portugal, onde o jurista queria passar férias, Mendes acabou provando o que Lula e Nelson Jobim diziam.

Em entrevista ao jornal O Globo, tratando do assunto, ele deixou claro que Lula nunca lhe pediu nada. "Jantei inúmeras vezes com Lula no Palácio da Alvorada, e as nossas mulheres sempre mantiveram um relacionamento de amizade. Mas nunca acenei com facilidades, e Lula nunca me pediu nada"

- As mentiras da vez: tríplex do Guarujá e sitio de Atibaia


Atualmente, a mentira que se conta é a de que Lula seria dono de um apartamento no Guarujá e de um sítio em Atibaia, no litoral e no interior de São Paulo, respectivamente. Líder nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2018, o ex-presidente sabe que o boato não será desmentido de livre e espontânea vontade tão cedo.

Os advogados de Lula não se cansam de provar na Justiça que essas não passam de mais mentiras a serem somadas à extensa lista de que Lula é vítima. Em Atibaia, Lula frequentava o sítio de amigos de décadas da família, mas o sítio não é dele, mas sim de donos reconhecidos que comprovaram a origem dos recursos para compra. E Lula ou sua família jamais foram donos, tiveram a chave ou usaram o apartamento do Guarujá. Lula esteve lá uma única vez, e sua esposa duas vezes, para avaliar se comprariam ou não o apartamento. Mais uma vez, como em todas as outras, o tempo se encarregará de trazer a verdade à tona.
{LULA.COM.BR}

Estudo revela que Lula e Dilma triplicaram investimento social


Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, as transferências sociais diretas da União passaram de R$ 112,2 bilhões para R$ 343,3 bilhões


A redução expressiva da pobreza da população brasileira depois do aumento dos investimentos sociais promovidos pelos governos dos presidentes Lula e Dilma (2003-2016) ficou mais uma vez evidenciada, de acordo com o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), por um estudo oficial feito por um órgão público.

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou, nos últimos dias, ampla pesquisa sobre gasto social, aquele destinado a atender às pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e que proporcionam oportunidades de promoção social.

O estudo mostra que as transferências sociais diretas da União triplicaram entre 2002 e 2014, passando de R$ 112,2 bilhões para R$ 343,3 bilhões, ao passo que a proporção da população classificada como pobre reduziu cerca de 10 pontos percentuais.

A evolução dos investimentos públicos federais nos últimos anos, segundo Humberto, teve consequência direta na mudança de vida dos cidadãos de todas as regiões do país. O parlamentar ressalta que o Coeficiente de Gini, que mede a concentração de renda familiar per capita, também diminuiu significativamente no período de gestão petista: de 0,5942 em 2002 para 0,5227 em 2014.

“O estudo concluiu que os gastos com transferências sociais diretas foram responsáveis por uma parcela de 47% da redução da desigualdade de renda e 32% da melhoria da proporção da pobreza, resultando na saída de 6,8 milhões de pessoas da pobreza. Era algo inimaginável no Brasil, sempre tão desigual”, afirmou.

A Secretaria do Tesouro Nacional analisou o gasto social brasileiro a partir de 2002 em sete categorias: assistência social; educação e cultura; organização agrária; previdência social; saneamento básico e habitação; saúde; e trabalho e emprego. A construção dessa série de tempo criou uma impressionante base bruta de dados com quase 430 mil registros contábeis.

Diante da análise, o senador destaca que, em linhas gerais, observa-se crescimento expressivo do gasto social direto ao longo do tempo, com aumento próximo a 3 pontos percentuais do PIB quando se comparam os patamares de 2002 e de 2015. Os investimentos em educação e cultura e em assistência social, além da ampliação de dispêndios com previdência social, chamaram a atenção da STN.

“A pesquisa apenas reforça o que sempre afirmamos: programas como o Pronatec, o Fies e o Bolsa Família tornaram melhor a vida dos brasileiros, principalmente os mais desfavorecidos economicamente. É isso que sempre buscamos e, agora, cobramos desse governo elitista e golpista de Temer", disparou.
{LULA.COM.BR}

6º Congresso Nacional do PT é lançado em SP


Nesta quinta-feira (19) acontecerá o lançamento do6º Congresso Nacional do PT, que será no primeiro semestre de 2017. O evento vai ocorrer no Hotel Jaraguá, no centro de São Paulo (SP), às 19h, e está aberto ao público até a lotação máxima do ambiente.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará do encontro. Também estão convidadas as lideranças que compõem a Frente Brasil Popular, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre várias outras.

No mesmo dia haverá a reunião da Executiva Nacional do PT, na sede nacional do partido. Na sexta (20), oDiretório Nacional do PT se reunirá também no Hotel Jaraguá.

O lançamento do 6º Congresso Nacional do PT será transmitido ao vivo pelo site e Facebook do partido. O Hotel Jaraguá fica na rua Martins Fontes, 71, no centro da capital paulista.
{Agência PT de Notícias}

Dilma vai dar palestras denunciando o golpe na Espanha, Itália e França


A presidente Dilma viajará a Sevilha (Espanha), Lecce (Itália) e Paris (França) entre os dias 21 de janeiro e 5 de fevereiro. No Diário Oficial (DOU) desta quarta-feira, dia 18, foi autorizado o afastamento de assessores e seguranças para acompanhar a presidente na Europa.

Em Sevilha, está prevista a presença de Dilma no seminário "Capitalismo Neoliberal, Democracia Sobrante", organizado por universidades da Espanha e Portugal. De acordo com a programação do evento, Dilma fará a palestra inaugural com o tema "O ataque à democracia no Brasil e na América Latina".
{Os Amigos do Presidente Lula}

Cuspindo no prato que comem


Diante da desimportância do Brasil no Forum Econômico Mundial de Davos, a mídia comparsa do golpismo escolheu um modo gaiato de desqualificar o forum pra preservar a imagem, pelo menos internamente, lembrou que Marcelo Odebrecht foi indicado foi indicado como um dos 'Jovens Líderes Globais' da edição desse evento no ano passado.

Aproveitam-se de Marcelo estar atualmente preso, por determinação do juiz Sérgio Moro, pra desqualificar um evento considerado um dos mais importantes do mundo dos negócios em todo o planeta pra encobrir o desprestígio dos assaltantes do poder constituinte no Brasil.

É a 'não-notícia' sobrepondo-se a fatos, conforme o procedimento recorrente do jornalixo tupiniquim a fim de confundir a opinião pública, bem como blindar seus comparsas, ainda que esses estejam conduzindo o país de forma espúria, tal e qual a sua investidura.

Canalhice pura com tendências a virar tiro no pé. Afinal, essa lembrança só aumenta a relevância de tudo aquilo que Marcelo revelar em sua delação premiada diante da justiça. Gostem ou não os operadores das gangues midiáticas, a empresa Odebrecht foi uma das mais importantes empresas do ramo no mundo, daí ter sido achacada por esses rapaces que agora querem desqualificá-lo.

Enfim, essa lembrança não reduz um milímetro a importância daquilo que vier à tona, mas, ao contrário, aumentará seu impacto na medida em que teremos a oportunidade de constatar a que níveis chegava a frenética busca da direita brasileira pelo socorro à influência do poder econômico nos processos de escolha de nossos detentores de mandatos eletivos. Simples assim.

Após sorvetes e Nutella, pães de Temer aparecem superfaturados em edital


Mesmo vazia, Vice-Presidência terá gasto de R$ 1,9 milhão em três meses

Menos de um mês depois do polêmico episódio em que o governo de Michel Temer anunciou licitação com gasto previsto de R$ 1,75 milhão para compra de alimentos com preço acima do valor de mercado para o avião presidencial, o Diário Oficial publica, agora, orçamento para a compra de pães, para os próximos 12 meses, com preços bem acima dos praticados.

A previsão do Palácio do Planalto é gastar R$ 104 mil da presidência em pães variados, sendo R$ 51,6 mil em pães de forma. Cada pacote de 500 gramas de pão de forma custa, em média, nos supermercados R$ 7. Para o governo Temer, um pacote de pão similar poderá custar R$ 12,90. O edital prevê, ainda, gasto de R$ 24 mil em baguetes com gergelim com "textura crocante", R$ 1.350,00 em brioches "de aparência brilhante" e R$ 7.400,00 em pães de cenoura "com pedaços de cenoura entre o miolo".

Também chama atenção os gastos com a Vice-Presidência da República, que está vazia desde que Temer substituiu Dilma Rousseff na Presidência da República, após o impeachment. Em apenas três meses (janeiro, fevereiro e março deste ano), a Vice terá um gasto de R$ 1,9 milhão (R$ 389 em janeiro, R$ 654 em fevereiro e R$ 919 mil em março).
{Jornal do Brasil}

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A imagem de um país dominado por máfias


A imprensa internacional, à diferença da brasileira, assinalou com realismo os passos da conspiração da oligarquia brasileira que redundou no golpe de Estado jurídico-midiático-parlamentar perpetrado através do impeachment fraudulento da Presidente Dilma.

Um analista português especializado em Brasil resumiu com notável precisão o contexto da aprovação do impeachment inconstitucional pelos deputados em 17 de abril de 2016: “uma assembléia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha”!

A carnificina nos presídios do país – 142 presos mortos em 15 dias – colocou o Brasil em evidência no mapa da estupidez humana. A mídia internacional repercute enormemente esses eventos medievais, e alude que a guerra de máfias nas prisões acontece em meio à depressão econômica, e em meio à profunda degradação ética, moral e tremenda impopularidade do Temer. Avalia-se que essa conjunção explosiva é fator potencial de instabilidade política e social.

A barbárie nos presídios desnuda a falência absoluta do sistema de execução penal, assim como do arcaico código de processo penal, que castiga com privação de liberdade inclusive crimes famélicos e consumo de drogas.

Esta barbárie evidencia, ainda, o retumbante fracasso de um Poder Judiciário remunerado a peso de ouro, muito acima do teto constitucional, e que goza mais de 60 dias de férias por ano, enquanto metade da população carcerária brasileira, em prisão provisória, apodrece em masmorras medievais sem julgamento e, menos ainda, condenação judicial.

O episódio é um alerta da vulnerabilidade da sociedade às máfias criminosas que comandam e organizam o crime organizado tanto de dentro, como de fora dos presídios, dispondo de recursos bélicos e de comunicação mais sofisticados que as Polícias.

O governo federal tem responsabilidade por este desfecho. Ignorou os pedidos de socorro dos governadores no ano passado e agora, no momento crítico dos acontecimentos, faz propostas equivocadas, aumentando o risco de esparrame do caos para todo sistema penitenciário.

A matança nos presídios acontece no momento em que o governo é avariado por mais um grave escândalo de corrupção: a revelação da máfia criminosa de Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima, outro comandante do quartel-general do Temer na conspiração.

Desde o início do governo golpista em 12 de maio de 2016, quase uma dezena de autoridades foi demitida por desvios éticos ou corrupção – um recorde de praticamente duas demissões a cada mês. A outra parcela do governo que ainda não foi defenestrada, a começar pelo próprio Temer e demais sócios – o “primo” Eliseu Padilha e o “angorá” Moreira Franco – é denunciada na Lava Jato e em outros crimes, e poderá ser processada.

Essa confluência de eventos transmite ao mundo a péssima ideia de que o Brasil está dominado por máfias, foi entregue à bandidagem – na política, na economia e nos presídios.

Já não adianta a promessa de redução de juros, de retomada do crédito e dos estímulos econômicos; tampouco ajuda a projeção de crescimento de 3,4% do PIB mundial no ano e a oração fervorosa, porque a economia destruída pelo PMDB, PSDB e aliados não sairá da depressão profunda enquanto o governo ilegítimo estiver ocupando o Palácio do Planalto.

Somente um governo legitimado pelo sufrágio popular terá confiança e condições de retirar o país desta catástrofe econômica, social e humanitária. O Brasil precisa urgentemente de eleições diretas.

Os golpistas não estão destruindo somente a economia, os direitos sociais, a Petrobrás, a engenharia nacional, os empregos e a soberania do Brasil, mas estão legando ao mundo a imagem de um país dominado por máfias. É preciso virar urgentemente esta página tenebrosa da história do Brasil; é urgente eleição direta já!
(Jeferson Miola/ via Blog do Miro)

Em baixa, Brasil desperdiça 'vitrine' de Davos, dizem especialistas

O ano era 2012 e o vilarejo alpino de Davos estava tomado por faixas promocionais anunciando o Brasil como um poderoso emergente, onde oportunidades para investidores se materializariam em grandes retornos. "Andando pelas ruas havia anúncios por todas as partes e os países mais propagandeados eram Brasil e Índia", recorda o professor e diretor do Instituto Brasileiro do Kings College de Londres, Anthony Pereira, que participou do evento naquele ano.

Passada meia década, a euforia se desfez. Resultados econômicos pífios se somaram à frustração das obras inacabadas da Copa do Mundo e das Olimpíadas, em um país sacudido pela corrupção da Petrobras e da Odebrecht.

Um processo de impeachment polêmico desbancou a presidente e levou a sociedade à divisão e ao antagonismo, desfazendo por completo o conto de fadas vivido no passado próximo.

Agora, em meio a uma crise econômica em pleno curso, o Brasil chega a Davos carente de prestígio e com uma delegação sem o presidente Michel Temer, fazendo uma participação modesta, que na percepção dos especialistas é uma oportunidade perdida.

A China, por exemplo, terá uma grande comitiva e o presidente Xi Jinping fará a abertura do evento. A África do Sul, outro dos Brics, também mandará seu presidente Jacob Zuma. A vizinha Colômbia será representada pelo presidente e prêmio Nobel Juan Manuel Santos.


O Fórum Mundial é a principal vitrine de promoção dos países para investidores internacionais. O encontro proporciona aos governos a chance de expor aos diretores das maiores empresas mundiais oportunidades de negógio nos países, para atrair assim investimento estrangeiro direto.

Com uma agenda de reformas simpática aos olhos do mercado, o Brasil tenta vender a promessa de que está novamente nos trilhos, mas mais uma vez decepciona por não enviar seu líder maior.

Apesar da delegação contar com ministros competentes e autoridades renomadas, a ausência do presidente não passa desapercebida. A última vez que o representante máximo brasileiro participou do evento foi em 2014, com Dilma Rousseff.

Ao longo dos seus seis anos de liderança, ela só esteve uma vez em Davos. Seu antecessor, Lula foi a Davos em 2003, 2005 e 2007. Ele chegou a ser convidado a participar da edição de 2010, onde receberia o prêmio de Estadista Global, mas cancelou a participação por problemas de saúde.
(BBC- Brasil)

NO BRASIL, SEIS PESSOAS TÊM FORTUNA IGUAL A 100 MILHÕES DE BRASILEIROS POBRES

Relatório da ONG Oxfam aponta que os seis homens mais ricos do Brasil possuem uma fortuna equivalente ao registrado pela metade da população mais pobre do país, cerca de 100 milhões de pessoas; na lista dos mais ricos estão o sócio da Ambev, Jorge Paulo Lemann, o dono do banco Safra, Joseph Safra, outros dois sócios da Ambev Marcel Hemann Telles e Carlos Alberto Sicupira, o cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, além do herdeiro das Organizações Globo João Roberto Marinho; fortuna acumulada por estes empresários chega a US$ 79,8 bilhões; em níve mundial, oito pessoas acumulam a mesma riqueza que a metade mais pobre da população, cerca de 3,6 bilhões de pessoas

247 - Relatório da ONG Oxfam aponta que os seis homens mais ricos do Brasil possuem uma fortuna equivalente ao registrado pela metade da população mais pobre do país, cerca de 100 milhões de pessoas.

Na lista dos mais ricos estão o sócio da Ambev, Jorge Paulo Lemann, o dono do banco Safra, Joseph Safra, outros dois sócio da Ambev Marcel Hemann Telles e Carlos Alberto Sicupira, o cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, além do herdeiro do grupo de comunicações Globo, João Roberto Marinho.

Segundo a Oxfam, que utilizou dados da revista Forbes e um relatório do banco Credit Suisse para elaborar o levantamento, a fortuna acumulada por estes empresários chega a US$ 79,8 bilhões.

O levantamento da Oxfam aponta, ainda, que a sexta posição é divida por João Roberto Marinho e os irmãos José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho, cada um com um patrimônio avaliado em cerca de R$ 13,92 bilhões. Caso os este patrimônio seja somado, a desigualdade com o restante da população seria ainda maior.

Ainda segundo a Oxfam, entre os anos de 2001 e 2012 a distância entre os mais pobres e mais ricos caiu um pouco, apesar de ainda ser bastante elevada. Conforme a ONG, os salários pagos aos 10% mais pobres neste período subiram mais que os salários pagos aos 10% mais abastados.

O documento aponta que a desigualdade segue um padrão semelhante no restante do mundo. Em todo o globo, apenas oito pessoas acumulam a mesma riqueza que a metade mais pobres da população mundial, cerca de 3,6 bilhões de pessoas.

Canalhices da Cosanpa.


Circula nas rede sociais um fac-símile de comunicado, atribuído à Cosanpa, dando conta que a Região Metropolitana de Belém ficará sem abastecimento de água do dia 20 ao dia 22 próximos, fruto do desligamento da Estação de Tratamento do Lago Bolonha.

Caso haja veracidade na dita nota, será mais um dos trocentos escárnios assacados por esse governicho irresponsável contra o povo belenense. Se não for que desmintam esse terrorismo.

Lamentavelmente, diante do histórico patético de administração daquela companhia, a tendência é acreditar e, mais uma vez, xingar esse secretário de cultura e canalhices, Paulo 'Lenço Branco', certamente porque essa vilania deve obedecer alguma intervenção naquela obra interminável do aquário que o abominável secretário constrói por ali. Safadeza pura.

O 'Futuro' de Helder


Durante seus oito anos de mandatário como prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho não fez uma obra que fizesse a população daquele município lembrar dele positivamente. Pelo contrário. Em seu último ano de alcaide praticamente deixou a administração na mão do vice e foi saiu por aí, usando uma dessas associações de prefeitos, fazendo campanha pra governador.


Resultado: sua derrota pra Simão Jatene contou muito com a votação ananin contra, um troco dado contra aquele que teve grandes oportunidades oportunidades na área de saneamento, mobilidade urbana, saúde etc e o máximo que conseguiu foi construir uma réplica fajuta do Ver-O-Peso e em local inadequado.

Ressabiado, Helder parece disposto a purgar esse erro e dá uma cartada interessante, aproveitando sua condição de ministro da Integração Nacional.

O projeto que apresentou na quarta-feira passada, 'Belém Porto Futuro', independente de méritos ou deméritos que possam ser detectados daqui por diante, inscreve-se como uma intervenção na capital paraense capaz de chamar a atenção daquela grande massa de eleitores que pensam ser uma boa administração marcada pela construção de cartões postais, como se a cidade fosse uma folhinha/calendário.

Mirante, lago, pátio de conteiners, praça, museu do Círio, tudo a um custo estimado inicialmente em 150 milhões de reais, terá tudo pra ocupar a mídia barbálhica na cobertura dessa portentosa obra, prevista para iniciar já no próximo semestre.

Será o argumento/cartão usado por Helder contra as trucagens privatas, que até lá continuarão mostrando via mídia tucano/liberal o prolongamento da 1º de Dezembro, a duplicação da avenida Perimetral e agora um tal de BRT Metropolitano, que Simão jura pela fé da mucura iniciar no mesmo período que Helder dará a partida do seu porto futuro.

Incautos, otimistas, oportunistas, asseclas certamente dirão que agora Belém avança. Resta saber pra onde, afinal, muitas dessas obras já vem se arrastando há quase meia década sem data pra conclusão, logo, o destino da população, sem emprego ou atividade econômica relevante que dê ocupação e condições de sobrevivência, será ficar cada vez mais contemplativo. Com um olhar em uma ou outra obra de fachada; e outro na miséria que circunda nossa periferia desassistida.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A discrepância de tratamento entre ricos e pobres na Justiça gerou o descalabro de hoje.


Todos já sabíamos que Eduardo Cunha possuía milhões de dólares depositados no exterior, oriundos de suas ilicitudes. Ainda assim seu processo de cassação foi o mais longo da história da Câmara dos Deputados. Onze meses. E depois mais outros tantos até colocá-lo atrás das grades.
Já a audiência de um pedreiro de 21 anos, acusado de portar 20 pinos de cocaína, um baseado e míseros R$ 37, durou 15 minutos. Foi condenado a um ano e 8 meses em regime fechado. A juíza demorou mais tempo escrevendo a sentença do que toda a audiência. O pedreiro Felipe teve 3 minutos para se defender. Não havia testemunhas de defesa, nem parentes, nem amigos. Prevaleceu a versão dos policiais.
É assim que se desenvolve uma das maiores populações encarceradas do planeta. A 4ª, mais precisamente. Estados Unidos, China e Rússia vêm na frente.
Mais de 600 mil pessoas estão presas no Brasil; mais de 50% delas não têm sequer o ensino fundamental; 55% têm entre 18 e 29 anos; 62% são pretos/pardos. Precisa dizer que a imensa maioria também é pobre? É realmente necessário apontar a porcentagem dos moradores de perifieria? Precisa dizer em que fatia do gráfico se enquadra o referido acusado deste texto?
Talvez nenhum outro termômetro represente tão bem a desigualdade e injustiça no país. Menos de 1% dos presos que estão no sistema carcerário lá se encontram por crimes relacionados à corrupção (dados do próprio Ministério da Justiça). A corrupção, que desvia bilhões de reais dos cofres públicos, de recursos destinados para fins sociais e coletivos.
Os corruptos que embolsam quantias suficientes para presentear a esposa com uma jóia de 800 mil reais, comprar lanchas e helicópteros, habitar mansões incompatíveis com seus salários. Os estelionatários que são os responsáveis por manter a pobreza do povo no patamar aviltante que conhecemos, estes ficam livres ao se utilizarem de manobras jurídicas, livres por delatar o parceiro, livres por terem poder e dinheiro.
Por outro lado, a maioria dos detentos (aproximadamente 250 mil pessoas) está presa em caráter provisório, não foram condenadas nem mesmo em primeira instância e ainda aguardam julgamento. Muitos deles morreram nos últimos três grandes massacres ocorridos nas prisões país afora.
Ali, onde ‘autoridade’ disse que ninguém era santo. Não eram mesmo. Eram pretos e pobres. Em Curitiba também não há nenhum santo preso. Mas são brancos e ricos. Além de serem uns poucos gatos pingados.
Quando em 1982 Darcy Ribeiro sentenciou: “Se não construirmos escolas agora, daqui 20 anos faltará dinheiro para construir presídios” errou apenas por dez anos. A educação permanece longe de ser uma prioridade e o sistema prisional é uma bomba relógio. Construir mais presídios será ventilado como solução (o que é muito bom para empreiteiras amigas) ao passo que países sérios estão extinguindo-os.
A discrepância de tratamento entre ricos e pobres perante a justiça gestou a situação que temos hoje diante dos olhos. E ela, acredite, vem a calhar.
O filósofo Noam Chomsky descreveu algumas técnicas de manipulação popular. Uma delas, batizou de ‘problema-reação-solução’. Consiste em criar problemas (ou permitir que se desenvolvam) para depois oferecer soluções maliciosamente previstas.
Aguarda-se a reação do povo em face ao problema com a finalidade de que este se sinta o mandante das medidas – alguém aí lembra do impeachment? Com o caos instalado nos presídios, a pena de morte vai voltar com força total ao debate, beneficiando monstruosidades como Jair Bolsonaro e todos aqueles adoradores do cerceamento de liberdade.
Não se iluda. Alexandre de Moraes sabe o que está fazendo.
{Mauro Donato/ DCM}

MST está em campanha em defesa de Lula e por Diretas Já


O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ( MST), João Paulo Rodrigues, defende, em entrevista à Agência PT, que há três grandes temas norteadores das lutas do movimento em 2017: o enfrentamento às retiradas de direitos promovidas por Michel Temer, a luta pela reforma agrária e a defesa de antecipação de eleições diretas e democráticas para a Presidência da República.

De acordo com João Paulo, as antecipação eleitoral seria uma forma de evitar que haja uma eleição indireta, ou “um golpe dentro do golpe”, conforme já definiu a presidenta eleita Dilma Rousseff.

“Não podemos aceitar que o Congresso dê um outro golpe e faça uma eleição indireta. Se quer mudanças, que se convoque eleições diretas tanto para presidente quanto para deputado, senador, governador…”, afirma João Paulo.

Para o coordenador do MST, a perseguição política, midiática e judicial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma forma de tentar inviabilizá-lo de se tornar, democraticamente, o próximo presidente do Brasil.

“Já está comprovado que há uma perseguição política, que usa métodos políticos, tanto para desmoralizar a figura do Lula na opinião pública quanto para criar um clima de que Lula é criminoso. Frente a isso, o MST está em uma campanha de solidariedade a Lula, em defesa do Lula, para garantir que ele tenha direito de disputar a campanha eleitoral em 2017 ou 2018”, diz.

“O Lula é a principal liderança que os trabalhadores construíram nos últimos 30 anos. É importante que façamos a sua defesa mas, acima de tudo, que possamos discutir isso junto com os trabalhadores”, complementa o coordenador do MST.

Nenhum direito a menos

Entre as medidas impopulares de Temer, João Paulo explica que a PEC de congelamento de gastos por 20 anos, areforma da Previdência e a falta de programas para a reforma agrária são os temas que mais preocupam e inspiram a reação do movimento contra o governo golpista.

Para ele, o mote ‘nenhum direito a menos’ é, mais do que nunca, “atual e verdadeiro”. Em especial, o líder do MST vê com preocupação as consequências que a reforma da Previdência pode trazer aos trabalhadores do campo.

“Cerca de 40% da população rural vive de aposentadoria. Na medida que retiram a possibilidade dessa renda, se cria um problema no campo. Parte da população já não consegue trabalhar por ter começado a trabalhar muito cedo na roça”.

“Se quer fazer uma reforma, o governo que aumente os impostos sobre as grandes fortunas. Isso, sim, ajudaria a resolver o problema econômico do País, não tirar a aposentadoria dos mais pobres do meio rural”.

João Paulo destacou, ainda, que o governo ilegítimo não tem orçamento previsto para a promoção de reforma agrária e que não assentou uma família sequer.

“Estamos muito preocupados de essa pauta continuar sendo esquecida por esse governo golpista, e temos mais de 130 mil famílias acampadas pelo Brasil todo e que precisam de terra para trabalhar”.

Por fim, João Paulo garantiu que 2017 vai ser um ano de muita luta popular contra os retrocessos de Temer.

“Só é possível fazer mudança neste próximo período com o povo na rua. O MST vai convocar toda a militância para que possamos construir uma agenda unitária no campo popular. Iremos às ruas para que 2017 seja um ano diferente”.
{Agência PT de Notícias}

Governo determina reajuste de 6,58% para aposentadorias acima do mínimo

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham acima de um salário mínimo terão seus benefícios reajustados em 6,58% este ano. O índice foi oficializado em portaria do Ministério da Fazenda publicada hoje (16) no Diário Oficial da União.

O reajuste usa como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na última quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em função do INPC, a correção desses benefícios ficará acima do reajuste do salário mínimo. Desde 1° de janeiro de 2017, o mínimo é R$ 937, 6,48% maior que o anterior, de R$ 880.

No ano passado, o reajuste dos benefícios do INSS ficou em 11,28%, enquanto o reajuste do salário mínimo foi 11,68%, de R$ 788 para R$ 880. A portaria também traz o novo teto previdenciário, que passou de R$ 5.189,82, em 2016, para R$ 5.531,31, este ano.

Pente-fino em benefícios

Também nesta segunda-feira, a Fazenda publicou portaria regulamentando a revisão dos benefícios por incapacidade do INSS mantidos há mais de dois anos. A convocação não inclui os aposentados por invalidez a partir de 60 anos de idade que não tenham retornado à atividade.

Os peritos médicos poderão aderir prévia e formalmente à realização das perícias. Quem participar, terá direito a bônus especial de desempenho institucional por perícia efetivamente realizada. A portaria oficializa o que já estava previsto na Medida Provisória (MP) 767, publicada no início da semana passada.

A MP 767 substitui a MP 739, que também determinava revisão dos benefícios mas perdeu a validade no ano passado, antes de ser votada no Congresso Nacional. A MP anterior, no entanto, não previa a exclusão dos aposentados com 60 anos ou mais das perícias.
{Agência Brasil}

PIOR QUE O RUIM


Ano da esperança e dos sonhos, ou da vergonha e dos retrocessos



Este é um ano decisivo porque de transição, entre o golpe de 2016 e o que deve ser o ano das novas eleições presidenciais, em 2018. Pode ser o ano da consolidação do governo golpista, caso ele consiga blindar o processo eleitoral, eliminando Lula da disputa, ou pode ser a preparação do cenário de recuperação, por parte do povo, do direito de eleger por via direta, de novo, o presidente do país.

O Brasil saiu da ditadura, mas nunca chegou à democracia. O caráter predominantemente liberal da transição à democracia fez com que esta fosse um processo limitado às estruturas políticas – descentralizando o poder em torno do Estado, restabelecendo a autonomia dos três poderes da República, promovendo os processos eleitorais, a diversidade partidária, entre outras medidas.

Mas as estruturas profundas do poder na sociedade não foram afetadas, não foram democratizadas e, ao contrário, consolidaram os poderes monopolistas. Assim aconteceu com os latifúndios sobre a terra, com a concentração do sistema bancário em torno de alguns poucos bancos privados, assim como com os meios de comunicação que, por meio do mandato de cinco anos de Antonio Carlos Magalhães no Ministério das Comunicações (de 1985 a 1990), consolidou o poder dominante da Globo.

Os anos 1990, a década neoliberal, sasó fortaleceu a esses poderes, em especial projetando o sistema financeiro como o eixo central da economia do país. Com isso, as desigualdades só aumentaram e a sociedade brasileira nunca foi tão anti-democrática, porque nunca foi tão injusta.

Foi preciso esperar vários anos até que o país passasse pelo mais profundo processo de democratização da sua história, com a inclusão social, pelo reconhecimento dos seus direitos básicos, da grande maioria da sua população, a partir de 2003. Porém, foi um processo que não conseguiu quebrar a hegemonia que o capital especulativo havia assumido na economia. Assim como não conseguiu reformar o sistema político e democratizar os meios de comunicação.

Foi a conjunção desses elementos da herança recebida pelos governos do PT que terminou levando a direita a dar o golpe de 2016. Depois de 12 anos de avanços sociais e de estabilidade política, vieram anos de instabilidade institucional e de crise social, acompanhada da maior depressão econômica que o país já conheceu. O ano de 2014 foi da dura disputa eleitoral, 2015 foi o ano da preparação do golpe e 2016, o da sua realização.

Como se anuncia 2017? Um olhar sobre os primeiros acontecimentos pode fazer crer que ele seja um ano de continuidade de 2016, com a aprovação do cruel pacote de medidas do governo, apoiado sobre sua maioria parlamentar, a blindagem que lhe propicia a mídia e o silêncio cúmplice do Judiciário.

Também é o ano em que a direita pretende inviabilizar a candidatura de Lula, a grande iniciativa que, apoiada no sucesso dos governos do PT e da enorme popularidade do ex-presidente, coloca obstáculos aos retrocessos protagonizados pelo governo golpista.

Mas o ano também pode ser de um aprofundamento ainda maior da crise social e da consolidação como alternativa política da oposição. Porque o governo pode não conseguir aprovar todas as suas iniciativas, diante do enfraquecimento do seu apoio parlamentar, como aponta a derrota na negociação das dívidas dos estados.

Assim como o acúmulo de denúncias sobre Temer e membros do seu governo pode contribuir para debilitar sua capacidade de ação. A depressão econômica, por sua vez, tende a disseminar o descontentamento, não apenas entre os que se opuseram ao golpe, mas também entre os que se vão dando conta do fracasso e da incompetência de um governo corrupto.

Quanto às ações contra a pré-candidatura de Lula, a direita conta com a condenação em primeira e segunda instâncias, comandadas arbitrariamente pelos gestores da operação Lava Jato, como forma de inviabilizar que participe da disputa o amplo favorito nas pesquisas presidenciais, além de consagrado como, de longe, o melhor presidente que o Brasil já teve.

Mas pode-se fazer de tudo com medidas arbitrárias, menos contrapor-se ao amplo respaldo popular com que Lula conta. Há dois movimentos que tendem a chocar-se: o da operação Lava Jato e o do fortalecimento do ex-presidente. Haverá um impacto frontal entre eles? Algum dos dois campos piscará?

Há sintomas de que o campo da direita já não conta com a unidade que tinha. A mídia tem cada vez mais dificuldade para seguir apoiando amplamente o governo Temer. A Folha de S.Paulo e até o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se pronunciaram por eleições diretas, aderindo à tese da ilegitimidade do governo Temer para seguir adiante, bem como a de um Congresso com centenas de parlamentares envolvidos em acusações de corrupção, para eleger um novo presidente.

O ano será de disputa aberta entre ser de continuidade da vergonha, ou de renascimento da esperança e do sonho.
{Emir Sader- Rede Brasil Atual/ 247}

sábado, 14 de janeiro de 2017

Delegados aecistas, jornalixo e lawfare


Os advogados que representam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiram nota neste sábado (14) a respeito de entrevista concedida pelo delegado da Polícia Federal Mauricio Moscardi Grillo à revista Veja.

Nela, o servidor deixa claro que é movido por razões políticas - e não pelo estrito cumprimento do dever legal - nas ações investigativas e processuais que promove contra Lula. Grillo admite, com todas as letras, que trabaha com "timing", ou sentido de oportunidade, para decidir os atos processuais que executa contra o ex-presidente, o que contraria a legislação em vigor no país e os principais mais básicos do Estado de Direito.

Leia, abaixo, a íntegra da nota dos defensores de Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do assunto.


"Sobre a entrevista concedida pelo Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo, coordenador da Lava Jato na Polícia Federal, à revista Veja (“Da prisão do Lula”, 14/01/2017), fazemos os seguintes registros, na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva:

1- A divulgação pela imprensa de fatos ocorridos na repartição configura transgressão disciplinar segundo a lei que disciplina o regime jurídico dos policiais da União (Lei no. 4.878/65, art. 43, II) e, afora isso, a forma como o Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo se dirige ao ex-Presidente Lula é incompatível com o Código de Ética aprovado pela Polícia Federal (Resolução no. 004-SCP/DPF, de 26/03/2015, art. 6o, II) e com a proteção à honra, à imagem e à reputação dos cidadãos em geral assegurada pela Constituição Federal e pela legislação infra-constitucional e, por isso, será objeto das providências jurídicas adequadas.

2- Por outro lado, a entrevista é luminosa ao reconhecer que a Lava Jato trabalha com “timing” ou sentido de oportunidade em relação a Lula, evidenciando a natureza eminentemente política da operação no que diz respeito ao ex-Presidente.

É o “lawfare”, como uso da lei e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política, exposto reiteradamente pela defesa de Lula, agora afirmado, de modo indireto, pelo próprio coordenador da Lava Jato na Policia Federal.

3 – Se Lula tivesse praticado um crime, a Polícia Federal, depois de submetê-lo a uma devassa sem precedentes, teria provas concretas e robustas para demonstrar o ilícito e para sustentar as consequências jurídicas decorrentes.

Os mesmos áudios e elementos que a Lava Jato dispunha em março de 2016 estão disponíveis na data de hoje e não revelam nenhum crime. Mas a Lava Jato, segundo o próprio Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo trabalha com “timing” ou sentido de oportunidade em relação a Lula.

4- A interceptação da conversa entre os ex-Presidentes Lula e Dilma no dia 16/03/2016 pela Operação Lava Jato foi julgada inconstitucional e ilegal pelo Supremo Tribunal Federal. O Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo e a Lava Jato afrontam a Suprema Corte e revelam desprezo pelo Estado Democrático de Direito ao fazer afirmações sobre esse material sem esse registro. Ademais, é preciso, isto sim, que o Delegado Federal coordenador da Lava Jato esclareça o motivo da realização da gravação dessa conversa telefônica após haver determinação judicial para a paralização das interceptações e, ainda, a tecnologia utilizada que permitiu a divulgação do conteúdo desse material menos de duas horas após a captação, tendo em vista notícias de colaboração informal – e, portanto, ilegal - de agentes de outros países no Brasil. A divulgação dessa conversa telefônica em menos de duas horas após a sua captação, além de afrontar a lei (Lei n. 9.296/96, art. 8o. c.c. art. 10), está fora dos padrões técnicos brasileiros verificados em situações similares.

5- A condução coercitiva de Lula para prestar depoimento no Aeroporto de Congonhas foi ato de abuso de autoridade (Lei no. 4.898/65, art. 3o., “a”) porque promoveu um atentado contra a liberdade de locomoção do ex-Presidente de sua liberdade fora das hipóteses autorizadas em lei. Por isso mesmo, fizemos uma representação à Procuradoria Geral da República para as providencias cabíveis e, diante da inercia, documentada em ata notarial, promovemos queixa-crime subsidiária, que está em trâmite perante o Tribunal Regional Federal da 4a. Região. O tema também é objeto do Comunicado que fizemos em julho ao Comitê de Direitos Humanos da ONU. Portanto, o Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo deveria repensar não só o local da condução coercitiva de Lula, mas, sobretudo, a inconstitucionalidade e a ilegalidade do ato. Merece registro, adicionalmente, que o local do Aeroporto de Congonhas para onde Lula foi levado tem paredes de vidro e segurança precária, tendo colocado em risco a integridade física do ex-Presidente, de seus colaboradores, advogados e até mesmo dos agentes públicos que participaram do ato, sendo injustificável sob qualquer perspectiva.

6- Ao classificar as ações e providencias da defesa de Lula como atos para “tumultuar a Lava Jato” o Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo e a Lava Jato mostram, de um lado, desprezo pelo direito de defesa e, de outro lado, colocam-se acima da lei, como se estivessem insusceptíveis de responder pelos abusos e ilegalidades que estão sendo praticadas no curso da operação em relação ao ex-Presidente. Deve ser objeto de apuração, ademais, se pessoas que praticaram atos estranhos às suas funções públicas ou com abuso de autoridade estão sendo assistidas por “advogados da União” – pagos pela sociedade - como revela o Mauricio Moscardi Grillo em sua entrevista.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira"

Sim, Sergio Moro é réu na ONU!



O Cafezinho foi parar na capa da Veja.

Felizmente, não é para falar bem do blog. Se assim o fosse, seríamos suspeitos, aí sim, de sermos farsantes.

Como é para falar mal, então estamos bem. Continuamos sendo um blog “sujo” e honesto.

A matéria da Veja é um post encomendado pelo consórcio de golpistas e corruptos que tomaram o poder para blindar Sergio Moro, o heroi dos coxinhas e eleitores de Bolsonaro.

O autor tenta rebater post do Cafezinho que informa o óbvio: Sergio Moro está sendo investigado pela Organização das Nações Unidas. É réu, portanto.

No dicionário Priberam, a palavra réu tem as seguintes conotações:



Então pare de frescura: Moro é réu.

A Veja diz que a aceitação da denúncia foi “mera formalidade”. Ora, pode-se dizer o mesmo acerca da aceitação de qualquer denúncia em qualquer instância.

Ser réu é isso mesmo: uma formalidade jurídica.

Réus não são culpados. O consórcio golpista é que incendiou o vocabulário jurídico, com vistas a dar peso às suas calúnias: daí denunciado, réu, investigado se tornaram sinônimos de bandidos. Não são. Às vezes são inocentes.

Não é o caso de Sergio Moro, um dos mais perigosos delinquentes políticos da história brasileira.

Sergio Moro é réu na ONU, sim, e também é réu num tribunal muito mais severo, o da história.

Lula melhorou a vida do Brasil. Sergio Moro foi um dos marionetes principais de um golpe que catapultou o Brasil de volta à miséria política e econômica dos anos 80, quando éramos um país sem futuro, sem esperança, sem auto-estima.

O resultado da irresponsabilidade de Sergio Moro e de seus cúmplices da Lava Jato está aí, para todos verem: uma economia arrasada, sendo assaltada por um punhado de ladrões que a própria Lava Jato levou ao poder, ao derrubar uma presidenta honesta, eleita por 54 milhões de brasileiros.

A Veja anuncia agora uma nova “mega-delação”. Palhaçada!

É isso o que se transformou o Brasil. Uma república de banana, em que as vidas de 206 milhões de indivíduos ficam à mercê de delações forjadas, obtidas à base de tortura, chantagem ou ameaças, cujos conteúdos são manipulados de mil maneiras.

A maior parte da opinião pública, inclusive a esquerda, continua subjugada à agenda dessas delações, que integram um processo investigativo inteiramente ilegal, e que, sobretudo, faz parte do maior ataque político já sofrido pelo Brasil em séculos.

Em menos de dois anos, os esforços conjugados de Lava Jato e Globo pulverizaram a soberania brasileira.

A Petrobrás está vendendo seus ativos a preço de banana, a uma velocidade frenética. Todo o setor mais avançado da indústria de petróleo e gás está sendo ou desmantelado ou entregue a estrangeiros.

O governo federal agora está chantageando o estado do Rio, quebrado pela Lava Jato, a privatizar a Cedae, o que seria um “modelo” para todos os estados. Os golpistas querem privatizar os setores mais essenciais à vida humana, setores que, no mundo desenvolvido, permanecem invariavelmente sob controle do Estado.

A opinião pública fica rendida diante das sucessivas “revelações” da Lava Jato, cuja maior parte são historinhas montadas, verdadeiras, falsas ou exageradas, em que se vaza o conteúdo de um telefone aqui, um email aqui, formando uma narrativa, que, todos sabemos, é costurada pela Globo.

E não faz sentido cobrar da Lava Jato que “pegue tucanos”, ou que chegue até o “governo” e o derrube, como se isso significasse alguma coisa.

A prisão de um tucano ou a derrubada de Temer por acaso vai interromper o processo de entrega do patrimônio público? Vai reestabelecer as contas nacionais destruídas pela própria Lava Jato?

Não vai.

Não deveria, jamais, nos interessar que os arbítrios da Lava Jato fossem legitimados com a prisão de nossos adversários políticos, porque os métodos são errados e, sobretudo, toda a estratégia política da Lava Jato é incrivelmente golpista, incrivelmente irresponsável socialmente, e incrivelmente antinacional.

A economia é um ecossistema delicado. Não se pode matar empresas estratégicas impunemente, não sem um plano que evitasse um efeito sistêmico. Não houve plano nenhum. A Lava Jato, com a cumplicidade covarde ou oportunista das autoridades que poderiam evitar o desastre (inclusive do ministro da Justiça de Dilma, José Eduardo Cardoso), entrou na loja de cristais como um elefante enfurecido.

Para fazer isso, a Lava Jato não respeitou a lei. Sergio Moro é réu na ONU por conta dessas violações, mas os crimes dele e da força tarefa contra a ordem econômica brasileira são ainda maiores do que as violações de direitos praticadas contra Lula e contra um monte de gente.

O consórcio golpista surfa na onda da ignorância, do populismo penal, do sentimento baixo de linchamento que, infelizmente, é muito forte numa população traumatizada por séculos de opressão e corrupção.

Esse sentimento, porém, não vai durar para sempre. Em algum momento, a crise econômica vai obrigar o brasileiro a botar ordem na casa, a enquadrar esses juízes e procuradores enlouquecidos, e a criar regras para proteger a economia nacional.

A Lava Jato pode ser o último golpe que a elite escravocrata, sem compromisso com a indústria nacional, aliada a uma mídia que nunca passou de reles representante dos interesses mais baixos do imperialismo, aplica no Brasil.

Quando os ânimos esfriarem, serão criadas regras para, nunca mais, o Brasil ficar à mercê de juízes e procuradores metidos a justiceiros. A economia é importante demais para ficar na mão de sociopatas como esses especialistas em power point da Lava Jato.

Se houver necessidade de se prender empresários, que se os prendam. Se houver necessidade de se fechar uma grande empresa, que se as feche. Se houver necessidade de proibir uma empresa de fechar novos contratos com o governo, que se o faça. Tudo isso, porém, precisa ser antes planejado com um mínimo de bom senso, para que o prejudicado não seja a população, a infra-estrutura nacional, e várias gerações de brasileiros, como está acontecendo agora.

Investigações contra a corrupção, já está provado, tem de ser conduzidas com discrição e responsabilidade política, sem mídia, lideradas por um consórcio independente, como é o modelo de Hong Kong, elogiado no mundo inteiro. A Lava Jato foi uma cópia tosca das Mãos Limpas, que destruiu o sistema político italiano, levou ao recrudescimento da corrupção naquele país, e ajudou a fazer de Berslusconi, o político italiano mais corrupto de todos, a dominar o cenário político italiano por mais de 20 anos. Os procuradores e juízes das Mãos Limpas eram idiotas midiáticos que viviam nos jornais.

A luta contra a corrupção precisa ter um objetivo: defender o país, defender a economia nacional e o erário, e não destruí-los, como fez a Lava Jato. Milhares de empresas honestas, que estavam vinculadas às grandes empreiteiras, foram devastadas porque a Lava Jato conduziu o processo de maneira completamente irresponsável.

Então, sim, senhora Veja: Sergio Moro é réu na ONU e muito mais. É um agente do golpe, do entreguismo, além de principal garoto propaganda da extrema-direita violenta, bolsômica e hipócrita que se alastra pelo país.
{Miguel do Rosário, O Cafezinho, via Blog do Miro}

Conversa fiada


Tanto na Câmara Federal quanto no Senado, o PDT votou maciçamente no golpe que destituiu Dilma Rousseff da presidência da República, cargo para o qual teve o respaldo da maioria do povo brasileiro. Pior, a legenda outrora trabalhista hoje infestada de fanáticos religiosos, tende a participar fisiologicamente do espúrio processo sucessório da Câmara Federal.

Diante disso, tem pouquíssima serventia o post de João Vicente Goulart, publicado no excelente blog Tijolaço, e transcrito por Paulo Henrique Amorim no referencial Conversa Afiada, cobrando que apenas o PT mostre a cara nesse processo escuso.

Com efeito, ficar citando frases do saudoso Leonel Brizola em nada redimirá a posição arqui canalha da maioria dos parlamentares pedetistas e sua postura silente, resignada e cúmplice do golpismo. Isto vale também para os acessos de valentia de Ciro Gomes, cuja metralhadora giratória parece muito eficiente quando disparada externamente, no entanto, diante de correligionários tão bandalhos mostra-se inofensivo traque.

Portanto, que esses temas inter partidários sejam tratados com mais responsabilidade e maturidade, de preferência com ações conjuntas concretas, em vez desse tipo de retórica eivada de hipocrisia. Como militante do PT, abomino essa posição petista de ansiar por migalhas caídas da mesa golpista da Câmara Federal, mas procuro tratar do assunto da forma mais politizada possível na medida em que o inimigo comum precisa ser desconstruído, jamais fortalecido.

Brasil, urgente. Lula presidente


Ao que tudo indica, o PT pretende lançar a candidatura de Lula à presidência da República na próxima sexta-feira. A princípio, a empreitada de conquistar um terceiro mandato prevê 2018 como o marco eleitoral, todavia, caso o golpe dentro do golpe vingue, é provável que essa campanha seja antecipada para este ano a fim de evitar mais essa patranha golpista.

Mais uma vez, Lula dá show nos segmentos conservadores apresentando-se no tempo certo como adversário de tudo que está aí, proveniente do assalto contra a democracia iniciado em 17 de abril do ano passado.

Prometendo mandar à lata do lixo toda a canalhice temerária, que entrou de sola em conquistas sociais, direitos trabalhistas e amparo à terceira idade, Lula já viaja por todo o Brasil, vai aos eventos produzidos por organizações sociais e sindicais fazendo valer sua liderança política inconteste e única nesse deserto de ideias.

Espera-se doravante que o mastim togado do imperialismo e seus asseclas intensifiquem a perseguição ao ex-presidente, tão logo encerrem suas férias. Afinal, a bandidagem midiática já se mostrou incapaz de impedir essa escalada oposicionista ao golpismo, conforme atestam as próprias pesquisas de opinião feitas por essas gangues.

Diante de um desgoverno aventureiro que mal consegue a aprovação na casa de um dígito, correspondente ao que pensa essa elite boçal, Lula é o único com autoridade suficiente pra assumir o papel de líder d a derrubada dessa farsa.

Com efeito, qualquer tucano que se apresente será identificado com o golpismo, o mesmo valendo às opções mais à direita. Só quem poderia fazer uma figuração distante dessa identificação seria Marina Silva. Ocorre que essa assumiu uma postura mística, cujo absenteísmo parece indicar que ela não governaria pelas vias normais, mas recorrendo a uma varinha mágica, coisa que evidentemente ninguém levaria fé.

Que venha, pois, a candidatura daquele que é considerado o maior presidente da história do país. Na perspectiva de reagrupar a sociedade organizada motivando-a a enfrentar essa tragédia que ora nos atormenta, trata-se do único nome disponível a tirar o país desse atoleiro.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Fora asnos. PSTU ataca Lula e é enxotado de congresso de professores














A Veja não escondeu sua alegria e, como de costume, falsificou em sua manchete “Sindicalistas viram as costas a Lula durante encontro em Brasília”. O grupo Uol/Folha destacou que “Lula foi hostilizado”. Não faltou espaço no Estadão, Isto É e outros órgãos da imprensa golpista não economizaram palavras para destacar e aumentar, e muito, a atitude golpista e ultra minoritária adotada por meia dúzia de militantes do PSTU-Conlutas que viraram as costas para o ex-presidente Lula, quando este era saudado por quase 3.000 trabalhadores, delegados e convidados presentes ao 33° Congresso Nacional da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação), aberto ontem em Brasília.

A direita chegou a se contradizer em sua ânsia por elogiar a ousadia dos seus aliados infiltrados entre os trabalhadores: a maioria dos jornais golpistas multiplicou por 10 o número de “coxinhas com ketchup” que falavam pra si mesmos que “Lula não os representa”, enquanto a esmagadora maioria do Congresso se solidarizada com a maior liderança popular do País que a direita quer colocar atrás das grades para avançar no regime ditatorial que busca impor contra os trabalhadores e todo o povo brasileiro: para a maioria dos jornais direitistas eles “eram 50”, para o jornal das organizações golpistas dos Marinho “era um grupo de 15 integrantes… que deixou o auditório em protesto contra o ex-presidente” (site do Jornal extra.globo.com. 12/01/16).

Com várias citações dos poucos ativistas e dirigentes desse grupo – em estado de falência – presentes ao Congresso, a imprensa golpista procurou ocultar o fato de que no maior congresso sindical do País, nos primeiros dias do ano de 2017, milhares de sindicalistas e trabalhadores se manifestavam contra o golpe e expressavam (ainda que com diferenças sobre o caminho a seguir) uma disposição de não se curvar ao golpe e abrir caminho, na luta, pela sua derrota. Bem ao contrário dos “trotskistas” de araque do PSTU que viram na derrubada de Dilma uma vitória, que defendem a prisão de Lula e que vem, há tempos, defendendo a “unidade” com elementos destacados da direita golpista, como o deputado Paulinho da Força Sindical (SDS-SP) e até com o imperialismo norte-americano, como no caso da “organização internacional” do PSTU, a LIT, que chegou a pedir armas a Obama para ajudar a defender a “revolução” apoiada pelos Estados Unidos na Síria.

A direita começou e vai continuar escondendo que 99% do Congresso não quer a prisão de Lula e está disposta a lutar contra ela, que o encontro discute a greve nacional da Educação e a greve geral dos trabalhadores contra a ofensiva do governo Temer e contra o regime golpista, não vai – por certo – divulgar – que no Congresso há centenas de apoiadores da anulação do impeachment e da volta da presidenta eleita pela maioria do povo.

Por isso, não divulgou que os coxinhas do PSTU tiveram que sair do encontro porque sua atitude golpista e reacionário gerou enorme revolta e fez com que centenas de ativistas se dirigissem para ele aos gritos de “golpistas”, mostrando a porta da rua, que um congresso de trabalhadores não é lugar para quem defende o golpe, apoia a prisão das lideranças populares e da esquerda e, por isso, recebe os aplausos da Veja, Folha, Globo, Estadão etc. Também não destacaram que Lula ironizou a micro-manifestação, que só foi percebida pela revolta que gerou na maioria dos militantes. “Eles não sabem de nada”, afirmou.
{ Causa Operaria/ Os Amigos do Presidente Lula}

De como o assaltante Temer surrupiou 560 milhões de reais do salário mínimo



Nota Técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) discute os benefícios da política de valorização do Salário Mínimo, fruto de campanha das centrais sindicais a partir de 2004.

O documento aponta que a valorização do Salário Mínimo induz a ampliação do mercado consumidor interno e fortalece a economia brasileira.

E também é uma ferramenta para o combate à desigualdade.

Defende-se a continuidade deste mecanismo para ampliar o mercado consumidor e viabilizar melhorias nas condições de vida das famílias, como a possibilidade de prolongar a formação educacional dos jovens.

A tabela, retirada da publicação, consolida os reajustes do Salário Mínimo obtidos desde 2003.

Mas é importante apontar que a tabela acima utilizava o valor estimado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 2016.

Com a divulgação do valor efetivo do índice nesta semana, o quadro mudou: houve uma diminuição real no valor do Salário Mínimo de 2016 para 2017.

Com o anúncio de que o INPC em 2016 foi de 6,58% (e não 6,48% como na tabela), interrompeu-se o ciclo de aumentos reais do Salário Mínimo praticados nos últimos treze anos, pois o mesmo foi reajustado para 2017 em somente 6,48%, chegando a R$ 937.

O hiato entre o valor do INPC e o reajuste do Salário Mínimo faz com que R$ 560 milhões a menos circulem na economia no ano de 2017.
{Fundação Perseu Abramo/ Viomundo}

Disputar a Mesa Diretora da Câmara golpista é roubada


Descobriram a pólvora: que Geddel roubava mancomundado com Cunha a CEF; que prepostos de Jucá, Renan e Temer roubavam a Petrobras; maios remotamente roubavam Furnas, aí em parceria co Aécio Neves, roubavam os portos, aeroportos e onde tivesse dinheiro capaz de faze-los mais poderosos politicamente.

Enquanto isso, arranjaram um juiz muito suspeito, somado a uns procuradores idem que respaldados por delegados da PF ligados ao larápio Aécio Neves, depois que o PT bovinamente deportou um delegado sério pra Lisboa, deixando o campo livre pra rapinagem.

A roda girou e depois da quarta derrota eleitoral pra presidência da república as duas siglas juntaram-se pra dar um golpe e interromper a trajetória petista. Para isso, contaram com a mídia comparsa e inescrupulosa no trabalho de desconstruir a imagem do PT.

Este, pouco fez para resgatar sua imagem, muito menos teve discernimento pra vislumbrar o perigo. Achava que tudo fazia parte do jogo democrático em que a oposição cumpria apenas seu papel. Confiou cegamente em figuras como o mega gatuno Moreira Franco e, principalmente, em Eliseu Quadrilha que ganhou de presente o organograma governamental e loteou entre desafetos da presidenta da República grande quantidade de cargos públicos que levaram a maioria bandida do Congresso a coonestar o golpe.

Hoje aparecem malfeitos variados de tucanos e pemedebistas em notícias discretas dos jornais delinquentes. Certamente amanhã já não estarão mais, dada exatamente essa discrição com cara de ocultamento. Temer. recorde-se fez crescer em mais 500% as verbas para essas quadrilhas midiáticas, tudo em apenas oito meses.

Certamente, essas descobertas de ladroagens diversas cometidas por pemedebistas e pessedebistas continuarão a aparecer timidamente na mídia, sem que surja uma investigação decente do Poder Judiciário. Há togados envolvidos até o pescoço nessa bandalheira, conforme ficou patente nessa debochada viagem a Lisboa para os funerais de Mario Soares, em que réu e juiz estavam lado a lado.

Enquanto isso, uma parte dos deputados do PT continua debatendo a participação na eleição pra presidente da Câmara Federal com forte tendência a buscar argumentos legitimadores dessa participação.

Nesse momento, não. É preciso denunciar publicamente que trata-se de um acordo entre gangues do golpismo a fim de achar a melhor solução para fazer uma tranquila transição do golpe que será dado no golpe. Qualquer participação nessa patranha significará mais desgaste e  distância daquilo que Lula planeja: limpar a imagem do partido neste ano.

O carnaval não morreu. É jogada ensaiada entre Zenada e o cordão dos puxa sacos

Afinal, Zenaldo Lorota Jr matou o desfile das escolas e blocos carnavalescos, ou apenas o submeteu a um efeito cataléptico?

Muitos apostam na primeira hipótese, ou seja, que não terá volta a decisão em forma de presente grego ofertado ontem; enquanto outros, sabedores das traquiborniosas relações entre muitos dos dirigentes dessas agremiações e o chefe do executivo municipal, percebem que no momento oportuno, provavelmente próximo à eleição do sucessor do Zenada, tudo voltará a fim de que esses cabos eleitorais tenham o que mostrar aos seus currais.

Quando o PT governava Belém todos lembram que em determinado ano algumas escolas e blocos rebelaram-se contra a subvenção municipal e foram servir de troça em Ananindeua, onde Pioneiro da lorota acolheu a farsa, mas patrocinou um vexame sem precedentes, diante da indiferença popular.

Agora, silentes diante da sentença privata a respeito do cancelamento do repasse dos caraminguás municipais, nada indica que virá rebeldia e sim o silêncio até a oportunidade da ressurreição do desfile.

Quanto ao carnaval de verdade, aquele feito pela população sem as amarras do poder público e essa marmota em forma de cópia mal feita do que ocorre no Rio de Janeiro, esse certamente bombará, conforme foi possível sentir no dia 25 último quando o Império Romano arrastou multidões às ruas de Belém, comprovando que tanto a praça quanto a folia são patrimônios culturais da população e prescindem da boa intenção da Fumbel em organizar a bagunça.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A C.I.A., OS GOLPISTAS E O ENTREGUISMO VIRALATA


PRESIDENTE DA SBPC: ‘TENHO VONTADE DE DIZER AOS JOVENS: SAIAM DESTE PAÍS’


Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, manifestou sua frustração com o corte de quase 90% dos recursos para pesquisas, cerca de R$ 1,7 bilhão, nas áreas de Ciência, Tecnologia e Tecnologia da Informação; "Eu estou muito chateada, sabe? Estou com idade suficiente para pendurar as chuteiras. Não sei porque que eu continuo ainda lutando nesse País. Oferta de emprego no exterior, eu sempre tive. Muitas. Agora eu estou ficando cansada e estou com vontade de recomendar aos jovens: saiam deste País", desabafou

247 - Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, manifestou sua frustração com o corte de quase 90% dos recursos para pesquisas, cerca de R$1,7 bilhão, nas áreas de Ciência, Tecnologia e Tecnologia da Informação. A Lei Orçamentária Anual de 2017 (LOA 2017) com os cortes nas verbas de pesquisas foi sancionada nesta terça-feira (10) pelo presidente em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"Eu estou muito chateada, sabe? Estou com idade suficiente para pendurar as chuteiras. Não sei porque que eu continuo ainda lutando nesse País. Oferta de emprego no exterior, eu sempre tive. Muitas. Agora eu estou ficando cansada e estou com vontade de recomendar aos jovens: saiam deste País", desabafou Helena.

Segundo a presidente da SBPC, os recursos para o setor veem caindo gradualmente nos últimos anos, mas que agora situação chegou ao "pior patamar dos últimos anos". "Junto com essa sumida de recursos da fonte 100, nós temos uma PEC que colocou o Ministério da Ciência e Tecnologia, nos fotografou [tomou como base os gastos do orçamento], no pior patamar dos últimos anos", afirmou.

Nesta quarta-feira (11), a SBCP divulgou uma nota em seu site oficial onde convoca professores, alunos e pesquisadores das 134 unidades filiadas a participarem de abaixo-assinado para que o governo federal volte a assegurar recursos para as áreas de Ciência e Tecnologia.

De acordo com a Consultoria de Orçamento da Câmara, o orçamento para as áreas de Ciência e Tecnologia ficou em R$ 15,647 bilhões; R$ 123 milhões a mais que o previsto no projeto original. Apesar disso, R$ 1,7 bilhão está condicionado à aprovação do projeto de lei que reabre o prazo para a repatriação de recursos de brasileiros depositados ilegalmente no exterior.

Lula: I'll be back...



O presidente Lula defendeu nesta quarta-feira (11) em Salvador a antecipação das eleições para outubro deste ano e afirmou que o partido "não deve ter vergonha" de dizer que quer um novo pleito presidencial.

Lula foi a Salvador para participar do 29º Encontro Estadual do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), no Parque de Exposições da Bahia.

Em discurso, Lula afirmou que se necessário, voltaria a disputar a presidência da República. E disse que está pedindo a Deus que apareçam outras pessoas para serem candidatas ao cargo.

Deus queira que apareçam outros companheiros, nós temos um ano inteiro pela frente. Agora, esse ano eu vou andar o país. Primeiro, para recuperar a imagem do meu partido. Segundo, para recuperar a minha imagem, diz.

A plateia formada por agricultores e dirigentes do MST, usavam bonés com a frase "eu estou com Lula" e interromperam o discurso de ex-presidente com gritos de "Fora Temer".

"Eu nunca mais dizer 'eu vou voltar', eu vou dizer mais: nós voltaremos a governar este país", disse Lula, vestindo camisa vermelha e um boné do MST.

O presidente do PT Rui Falcão afirmou que o partido "ainda não tomou decisão" sobre quem será candidato. Mas disse que "é uma aspiração nacional que Lula retome por eleições diretas à Presidência do país".

O coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, afirmou que não havia necessidade de lançamento da candidatura "porque Lula é o candidato permanente não só do MST, mas de todo povo brasileiro.

MORO CANDIDATO


Ao defender a antecipação das eleições presidenciais, Lula conclamou potenciais adversários, incluindo o juiz Sergio Moro e os delegados da Lava Jato, a disputar as eleições.

"Se o José Serra quer disputar, se o Aécio quer, se o Moro quer ser presidente, se os delegados querem, ótimo. Se 'grampinho' ACM Neto quer ser presidente, ótimo. Entre num partido e vá para a rua pedir voto. O que não pode é querer ser presidente dando golpe na base da canetada", afirmou.

Lula, também criticou os meios de comunicação e disse que o ódio contra ele prejudica o país: "Eu só quero que, na hora em que eles chegarem à conclusão de que não tem nada contra mim, eles peçam desculpas".

No ato, o ex-presidente ainda criticou medidas econômicas tomadas pelo presidente Michel Temer (PMDB) e defendeu que o país aumente a sua dívida para retomar os investimentos.

Citou como exemplo países como Estados Unidos, Alemanha e França, que aumentar o endividamento após a crise econômica de 2008.

"Quem tem que ter coragem é o governo. Ou ele tem coragem de aumentar imposto ou ele tem coragem de aumentar sua dívida", afirmou.

Disse ainda que, para tirar o país da crise, o presidente tem que ter credibilidade e confiança, "o que só se conquista na urna".
{Os Amigos do Presidente Lula}