Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Saída de Maria Silvia do BNDES é desembarque ou novo escândalo?


A presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), Maria Silvia Bastos, pediu demissão do cargo na tarde desta sexta-feira (26), em reunião com Michel Temer, no Palácio do Planalto. Em sua carta a Temer, ela alegou "razões pessoais" para deixar o cargo que ocupou durante quase um ano no comando do banco.

A saída de Maria Silvia Bastos é mais uma das baixas no governo, depois das delações de Joesley Batista, dono da JBS, incriminando Temer. Em pouco mais de uma semana, o governo perdeu os ministros das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), da Cultura, Roberto Freire (PPS), e quatro assessores da Presidência da República, entre eles Sandro Mabel (PMDB), Rodrigo Rocha Loures (PMDB) e Tadeu Filippelli (PMDB).

Loures está diretamente envolvido no caso da mala de R$ 500 mil entregue por um executivo da JBS e foi afastado do mandato parlamentar. Já Filippelli foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (23), acusado de participar de um esquema de superfaturamento nas obras do estádio Mané Garrincha, em Brasília.
(Os Amigos do Presidente Lula)

E SALVE-SE QUEM PUDER!


Dona Marisa, Cláudia Cruz e a justiça de classe de Sérgio Moro


Sérgio Moro foi um caçador implacável da Dona Marisa. O juiz-acusador perseguiu a ex-primeira dama com uma tal e eficiente obsessão que conseguiu, finalmente, condená-la à morte com um AVC.

À continuação, um odioso Moro, um ser possuído por sentimentos que são estranhos a pessoas justas e de bem, quis decretar a condenação eterna da Dona Marisa.

Ele descumpriu o Código de Processo Penal e relutou, por mais de 30 dias depois do óbito, a declarar a inocência da Dona Marisa.

O grande crime cometido por Marisa Letícia, na convicção do Moro e dos seus colegas justiceiros de Curitiba, foi ter sido a companheira de vida e de sonhos do ex-presidente Lula; a parceira do sonho de um Brasil digno, justo e democrático.

Neste 25 de maio de 2017, Moro trocou a toga daquele juiz-acusador que persegue obsessivamente Lula, pelo traje de advogado de defesa dos integrantes da sua classe – no caso, a família Cunha/Temer/Aécio.

Moro inocentou Cláudia Cruz, a “senhora” do presidiário Eduardo Cunha [como a burguesia patriarcal se referes às esposas dos “chefes de família”], o integrante da camarilha e sócio de Michel Temer na conspiração que golpeou a Presidente Dilma.

A gentileza do Moro com Cláudia Cruz tem antecedentes. Sem a mínima plausibilidade, em 2016 ele decidiu devolver o passaporte dela, sendo ela ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas – ou seja, dinheiro depositado no estrangeiro.

Titular de contas milionárias na Suíça, a única maneira da Cláudia Cruz sair do país para, eventualmente, gerenciar as contas [os alegados trusts] da família, seria com o passaporte que Moro fez a deferência de mandar devolver-lhe [à Cláudia Cruz].

Na sentença, Moro entendeu, inacreditavelmente, que “não há provas” de que Cláudia Cruz conhecia e de que ela tenha se beneficiado da propina de contratos da Odebrecht com a Petrobrás, recebida por Eduardo Cunha no contrato de exploração do campo de petróleo em Benin [sic].

O pagamento, através do cartão de crédito dela, das aulas de tênis do filho nos EUA a um custo de mais de 100 mil dólares [uma bagatela, a considerar o critério do Moro], e os gastos extravagantes com artigos de luxo em lojas de grife na Europa e EUA, estranhamente não foram levados em consideração por Moro e pelo MP.

Para dissimular a desfaçatez jurídica, no despacho Moro anotou uma “reprimenda” a Cláudia Cruz e registrou, simplesmente, que ela foi “negligente” [sic]. “Zeloso” no cumprimento da Lei [como não é na condenação do Lula], Moro destacou, porém, que “negligência” não é suficiente para condenar alguém [sic].

Cada qual que tire as próprias conclusões.

Se, contudo, alguém ainda acreditar que a justiça é cega, que faça o teste.

Sugiro, todavia, que só testem “a imparcialidade e a isenção” da justiça aqueles seres humanos que não sejam negros, pobres, trabalhadores, subalternos e, principalmente, petistas, anti-capitalistas e anti-imperialistas.
(Jeferson Miola/ Brasil 247)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

As imagens que desmentem mil palavras canalhas


Órgãos de mídia deram destaque sem qualquer checagem a informação falsa da equipe do procurador Deltan Dallagnol sobre reuniões de que participou Lula quando era presidente da República


No dia em que Lava Jato e imprensa dizem que Lula estava em reunião privada com executivos da Petrobras, o então presidente e comitiva eram recebidos em Riad, na Arábia Saudita (Foto: Ricardo Stuckert)


Em conluio com procuradores da Lava Jato em Curitiba, a Rede Globo, a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo produziram semana passada mais uma farsa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agendas de ex-diretores da Petrobras, anexadas pelos procuradores à ação sobre o tríplex do Guarujá, foram manipuladas pela imprensa de forma a apontar uma falsa contradição no depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro.

A juntada de “documentos” sobre supostas “reuniões” de Lula com a diretoria da Petrobras não foi fruto da descoberta de algum segredo em um trabalho de investigação sério, mas uma tentativa tosca de reescrever a história e criminalizar atos como viagens oficiais ao exterior, reuniões interministeriais e cerimônias da Presidência acompanhadas pela imprensa.

Uma irresponsabilidade que atenta contra o papel institucional do Ministério Público em uma democracia. Parece que para a equipe de Deltan Dallagnol, o crime de Lula foi ter sido presidente da República. E a mesma imprensa que acompanhou e divulgou essas agendas durante os dois mandatos de Lula, agora dá manchetes sem checar nem mesmo seus próprios arquivos.

A fraude começou a ser montada em 15 de maio, cinco dias depois do depoimento de Lula. Naquela data, os procuradores anexaram 78 documentos aos autos, sem explicitar o propósito. Destes, 27 são cópias de agendas de ex-diretores, registrando “reuniões”, “almoços” e “jantares” com Lula. As cópias das agendas foram entregues pela Petrobrás aos acusadores de Lula, mas não à sua defesa.

Na manchete de 17 de maio, a Folha afirmou: “Lava Jato contraria com documentos fala de Lula a Moro”. Segundo o jornal, as agendas mostrariam que Lula não teve apenas duas reuniões com a diretoria da Petrobrás em seu governo, como ele havia declarado a Moro, mas, pelo menos, 23. O Estadão destacou “reuniões de Lula” com três ex-diretores condenados na Lava Jato. O Jornal Nacional juntou as duas coisas, elevou para 28 as supostas “reuniões” e citou o Ministério Público como fonte de suas ilações, numa reportagem de três minutos.

farsa desmorona quando se compara o que está escrito nas agendas da Petrobras e o que Lula realmente fez nas datas indicadas. Por exemplo: das 27 agendas, três se referem a recepções oferecidas por chefes de Estado a Lula e sua comitiva, em viagens internacionais: uma pelo presidente da China Hu Jintao, outra pelo rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdul Aziz, e outra pela presidenta do Chile, Michelle Bachelet.

Pelo menos 14 agendas referem-se à participação de ex-diretores em cerimônias públicas nas quais Lula estava presente, em inaugurações, visitas a instalações da Petrobras ou em reuniões interministeriais, como as do Conselho Nacional de Política Energética. Não se tratam, portanto, de reuniões com a diretoria da Petrobras, muito menos de agendas com diretores específicos. E tudo realizado com cobertura da mídia.

Para verificar a veracidade das agendas (o que no jornalismo se chama checagem), basta conferir as datas mencionadas com a agenda de viagens nacionais e internacionais do ex-presidente Lula, que está disponível no site da Presidência da República.

As agendas da Petrobras mencionam duas supostas reuniões do delator Paulo Roberto Costa em Brasília, que não podem ser confirmadas porque o atual governo retirou do site da Presidência as agendas diárias de Lula. Mas o próprio delator afirmou, em dois depoimentos ao juiz Sergio Moro, um deles feito ontem (24), que nunca teve reuniões individuais com o ex-presidente Lula. Paulo Roberto da Costa fez essa declaração como testemunha, ou seja, com a obrigação de falar a verdade. Ele já havia dito o mesmo em depoimento anterior, mas a imprensa ignorou este fato para sustentar a farsa das agendas.

Não há dúvida de que as agendas foram plantadas no processo para desqualificar o depoimento de Lula em 10 de maio, o que nem mesmo seus maiores adversários conseguiram fazer. Uma imprensa imparcial ao menos teria checado os fatos antes de publicá-los sob o viés dos detratores de Lula. E não precisaria se esforçar tanto, pois muitos desses eventos foram noticiados pelos próprios jornais, como está registrado neste documento.

Lula foi o presidente brasileiro que mais visitou as diversas instalações da Petrobras em todo o País, em eventos públicos relacionados à empresa, que viveu forte valorização durante o seu mandato. Mais de 60 dessas visitas foram registradas pela imprensa. Quanto às reuniões com a diretoria, conforme declarou no depoimento, foram mesmo raríssimas. E Lula citou duas: uma para discutir o plano estratégico da empresa e outra para decidir o cancelamento de leilões para exploração de petróleo em áreas do pré-sal, quando ele foi descoberto, em 2008.
(Jornal GGN/ via Blog do Gerson)

O vexame mundial a que foi submetido o Brasil depois do golpe

Jornais do mundo todo, como o americano "The New York Times" e o britânico "The Guardian", repercutiram os acontecimentos desta quarta-feira (24) em Brasília.


Nesta quinta-feira (25) o povo foi ás ruas pedir a saída de Michel Temer em diversas cidades do Brasil. O envio do exército às ruas de Brasília para conter as manifestações contra o governo Michel Temer e os violentos confrontos com a polícia ganharam destaque nos principais sites e jornais europeus.



O jornal francês Le Figaro destacou em sua manchete "Brasil: as ruas querem a saída do presidente". A reportagem fala que os protestos pedindo a renúncia do presidente ganharam força há uma semana, depois da revelação de uma conversa gravada entre Temer e um dos donos da empresa JBS, Joesley Batista. Nos áudios que estão sendo analisados pela Justiça, o presidente parece concordar com o pagamento de propina para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso por corrupção.







Para o diário, os brasileiros não suportam mais os escândalos de corrupção, principalmente os que envolvem a gigante Petrobras.




O jornal argentino Clarín destacou que o protesto acabou em confusão após um grupo atacar os prédios dos ministérios. Para o espanhol El País, o principal destaque foi que os protestos pararam o governo brasileiro nesta tarde.

El País aponta que os protestos contra Temer paralisaram até os debates dentro da Câmara dos Deputados e acrescenta que com a revolta, o executivo foi obrigado a convocar o exército para controlar os manifestantes, uma decisão que suscitou fortes críticas da oposição e do próprio governo. Para o vespertino espanhol a tensão devido à crise política no Brasil balançou o coração político do país, convertido em campo de batalha.

El País descreve um cenário de guerra em Brasília, com colunas de fumaça preta, violentos confrontos entre manifestantes e polícia, armada com fuzis. O texto avalia como “assustadoras” as imagens postadas nas redes sociais onde policiais atiram contra os militantes anti-Temer.

The Guardian diz que Temer se agarra ao poder. Apesar de todo o caos, diz o diário britânico, o presidente brasileiro se agarra ao poder e descarta a possibilidade de renúncia, alegando que vai lutar contra as acusações. O diário lembra que antes do vazamento das gravações de Joesley, a popularidade de Temer estava em baixa, em parte devido às reformas que fez passar à força no Congresso.


Guardian aponta que se Temer renunciar, a Constituição diz que o Congresso deve eleger o próximo presidente, que deveria governar até o final de 2018. Mas muitos brasileiros, revoltados com a classe política, querem a realização de eleições antecipadas.




A britânica BBC e o americano Time apontaram a crise no governo de Michel Temer e a repercussão da Lava Jato.


Em editorial, a agência Bloomberg afirmou que o presidente deveria renunciar ao cargo. Segundo o texto, a permanência de Temer na Presidência, lutando para não cair até o final do mandato, pode colocar a economia do país em risco, "prolongando a agonia de um governo que críticos têm comparado a uma versão tropical da série 'The Walking Dead'"
(Os Amigos do Presidente Lula)

O secretário que impuseste era vidro e se quebrou


Depois de recorrentes transtornos impostos à população, com seguidos cortes no abastecimento de água, eis que Paulo 'Lenço Branco' informa: por falta de recursos, o grande aquário que seria construído no Parque do Utinga foi retirado do projeto.

A pergunta que não quer calar é: vai ficar por isso? Um péssimo administrador da coisa pública investe-se de colérico Aguirre, agride a Lei de Responsabilidade Fiscal ao iniciar uma obra que não tinha recursos garantidos para a sua conclusão e isto é como se fosse nada?

Será que Ministério Púbico, Assembleia Legislativa e até o Tribunal de Contas não estão interessados em saber o que foi feito com o dinheiro dessa obra inacabada?

Além dos desastres ambiental e administrativo, provocados por essa aventura iníqua, é preciso que esse bandalho da Secult seja chamado à responsabilidade por seus atos marcados pelo desrespeito ao interesse público.

Na verdade, o mínimo que a Alepa devia fazer era abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Parque Ambiental a fim de saber dos gastos, desgastes e demais desatinos cometidos em nome de um embelezamento que não passa de maquiagem barata a fim de esconder a face horrível de uma gestão perdulária, de compadrio e nefasta e na contramão de seu papel institucional.

Parceria que vira cumplicidade


O panfleto tucano/liberal não é apenas um papelucho sectário a serviço da privataria que lhe sustenta a peso do ouro extraído das burras do erário público.

É, também, o recanto prazeroso onde dorme em berço esplêndido a jumentalidade do mais imbecil jornalixo praticado por essas bandas.

Hoje, por exemplo, a pretexto de engendrar um enredo novelesco de péssimo gosto, escalou como mocinho o comparsa Arnaldo Jordy, assim como tratou de vilanizar petistas e pemedebistas nessa trama mal urdida e pessimamente descrita.

Acontece que, na tal CPI do BNDES(2015) citada no dramalhão, Jordy convocaria alguém apenas para mostrar serviço, já que o tal Joesley, a quem Jordy queria convocar, nada tinha a dizer, a não ser o que disse mais recentemente, que o banco foi carrasco com a JBS.

Como se sabe, tudo o que foi relatado a respeito das relações promíscuas de Temer com a referida empresa, ocorreu de março deste ano pra datas mais recentes, ou seja, é roubalheira já da fase do golpismo assaltante que Jordy contribuiu com seu voto para instalar e o infame panfleto fez campanha a favor.

Portanto, esse enredo tosco e imbecilizado engendrado por escrevinhadores tucano/liberais tem tanto a ver com a realidade dos fatos quanto a crença que D. Sebastião um dia voltará, ou seja, é coisa de pascácios.


Triste fim de um bandido


Temer pôs o Exército na rua pra exibir uma força que não possui. Desmoralizado pelas declarações, seguidas da retirada das tropas comandante pelo comandante, voltou a ficar desnudo e pequenino diante da situação que caminha para a convulsão.

Corre o risco de sair do Palácio Jaburu direto para o Livro dos Recordes ao atingir impopularidade na faixa dos 95% de rejeição, inéditos 99% no Nordeste, segundo pesquisa divulgada hoje pelo site Brasil/247.

Agarra-se ao cargo como se este fosse um habeas corpus que impede que desça do cargo direto para presídio da Papuda. Enquanto isso, avolumam-se denúncias de roubalheiras recorrentes em que era ator principal das falcatruas.

Hoje mesmo, está previsto que o PGR Rodrigo Janot abra mais uma investigação contra MT, flagrado em conversa com o comparsa Ricardo Loures desfiando os esquemas de ladroagem no Porto de santos. E isto bem recentemente, no dia 4 do mês corrente.

Resumo dessa ópera-bufa: enquanto alguns dos setores conservadores ativos na derrubada de Dilma trabalham para que o golpe seja preservado, como é o caso da Rede Globo, que tenta garantir que as eleições para a sucessão de temer seja indireta e aquela vil organização midiática mantenha sua influência na disputa; outro tentam achar um meio pelo qual Temer caia mas vista um pijama, em vez do fardamento listrado com número na frente.

Ingenuamente o amado de Marcela julga que isso é demonstração da força que pensa ter, ilusão de tolo que mal se dá conta de sua desimportância e lugar reservado na lata de lixo da história.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Costa desmente agenda reservada de Lula com diretores da Petrobras


O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa prestou depoimento nesta quarta-feira na 13ª Vara Federal de Curitiba, frente ao juiz Sérgio Moro, em processo que apura a acusação do Ministério Público Federal de que uma empreiteira teria comprado um imóvel para doar ao Instituto Lula, o que, segundo a própria denúncia, jamais veio a ocorrer.

De qualquer forma, nos últimos dias, a imprensa divulgou notícias, advindas dos procuradores federais, de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria tido dezenas de reuniões com Paulo Roberto Costa.

É apenas mentira. Nesta quarta, Costa corrigiu as informações da mídia, desta vez frente a frente com o juiz Sérgio Moro, apontando que jamais teve qualquer reunião sozinho com o ex-presidente Lula, nem tinha intimidade com ele. Leia, abaixo, nota da Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do tema.

"Nota" 
Depois de confirmar, a pedido da Defesa, que jamais teve qualquer proximidade com Lula, o delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, corrigiu, espontaneamente, informações sobre as agendas dos diretores da Petrobras com referência à participação do ex-Presidente, que foram divulgadas pela imprensa, a partir de manifestação do Ministério Público.

Houve, segundo Costa, uma compreensão errada da questão. Ele afirmou não ter tido nenhum encontro reservado com Lula, até porque, reconheceu, não tinha "intimidade" com o ex-Presidente. Todos os encontros, reforçou, diziam respeito a atividades institucionais da companhia, eventos e cerimônias no Brasil e no exterior nos quais era natural a participação do Presidente da República.

Os documentos apresentados pelos procuradores - e divulgados pela mídia - não contradizem, portanto, o depoimento de Lula, ocorrido em 10/5 quando afirmou que "não tem reunião específica com diretor da Petrobras", além das duas situações que mencionou.

Já Pedro José Barusco, ex-gerente executivo de Serviços da Petrobras, revelou que a planilha que figura como base de sua delação e que na audiência de hoje serviu de guia para as perguntas do MPF é um documento que montou durante a negociação de sua delação.

Reconheceu que não se recorda de todos os atos descritos na planilha e não pode garantir que todos tenham ocorrido, identificando a fragilidade da narrativa do MPF. Barusco disse também não saber precisar se houve pagamento de vantagens indevidas em todos os contratos firmados com a Petrobras e que não havia uma regra de pagamento.

Ele admitiu que, embora tenha recebido vantagens indevidas antes de 2003, a Lava Jato delimitou sua delação somente a partir daquele ano.

Lamenta-se que o Juízo da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba mais uma vez tenha impedido, de forma autoritária, até mesmo a formulação e o registro de perguntas sobre as negociações e colaborações que estão ocorrendo no exterior com a participação da Petrobras e do Ministério Público.
(Cristiano Zanin Martins/ Lula.com.br)

Povo mobiliza-se pra derrotar golpistas


Não há mais dúvida que o povo brasileiro está atingindo os níveis de mobilização verificados em 1985, a quando da luta pela retomada das eleições diretas.

Diante disso, é pouco provável que Temer se segure no cargo que roubou da democracia brasileira, mesmo recorrendo ao jagunço e larápio Jungmann a fim de convocar o Exército para reprimir o povo.

Da mesma forma, a infame Rede Globo caminha para experimentar nova derrota diante do clamor popular por eleições diretas, sepultando a conspiração que pretende deixar o povo à margem da escolha de seu governante mor.

Enfim, brincaram com fogo e caminham para depender da única solução que conhecem nesses momentos: golpe militar a fim de garantir privilégios de uma elite reacionária, ladra e parasita.

Golpistas desprezam a democracia




JBS alugou um punhado de legendas mercenárias pra votar no Aécio



Ao menos 12 partidos políticos receberam dinheiro da JBS em troco de apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República, em 2014. A holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista repassou às legendas R$ 43,170 milhões a pedido do então candidato.

A informação consta no acordo de delação premiada do diretor de Relações Institucionais do grupo J&F, Ricardo Suad.

No documento da Procuradoria Geral da República (PGR), Saud diz que “Aécio orientou que a propina fosse distribuída para a compra de partidos políticos que integrassem a coligação (de Aécio) à Presidência da República”.

Assim, atendendo ao pedido do tucano, Saud conta aos procuradores que o PTB foi o que mais recebeu: R$ 20 milhões. Do montante, segundo o delator, R$ 17,950 milhões se referem a doações oficiais aos diretórios dos estados. Os repasses foram feitos entre 23/6/2014 a 14/04/2014. Outros R$ 2,050 milhões em espécie foram entregues a um interlocutor da legenda.

Com R$ 15,270 milhões, o Solidariedade foi o segundo que mais embolsou recursos no esquema. Do total, R$ 11 milhões foram doados oficialmente ao diretório nacional, presidido pelo deputado federal Paulinho da Força.

De acordo com o executivo da JBS, “orientado por Aécio, Paulinho da Força procurou Joesley Batista no antigo escritório da J&F e ajustou os pagamentos”. Assim, Paulinho teria recebido “R$ 4 milhões por meio de liquidação de notas fiscais”. O restante do dinheiro destinado ao Solidariedade foi distribuído para representantes de empresas dos ramos de transporte, material de construção e elétrica.

Para o PMDB, partido que compunha chapa com a então candidata Dilma Rousseff (PT), rival de Aécio, foram R$ 1,5 milhão, em doação oficial em 24/10/2014.

Já o DEM foi destinatário de R$ 2 milhões. Conforme a delação de Ricardo Saud, inicialmente a quantia acordada por Aécio para a direção do partido teria sido de R$ 10 milhões. Mas o tucano mudou de ideia e “autorizou a redistribuição”, o que deixou o representante do DEM “indignado”.

Ao diretório nacional do antigo PTdoB, rebatizado de Avante mas ainda presidido pelo deputado Luis Tibé, foram repassados R$ 1 milhão, em doação oficial em 11/9/2014. Menos de uma semana mais tarde, o PMN foi agraciado com R$ 1,3 milhão, de forma oficial.

PSC, PSL e PEN receberam, respectivamente, R$ 100 mil, R$ 150 mil e R$ 500 mil, todas de forma oficial. Já para o PTC foram dois repasses: R$ 400 mil para o diretório nacional, em doação oficial em 11/9/2014, e R$ 250 mil para o comitê financeiro regional de Minas, também em doação oficial feita quatro dias depois.

O PTN também foi contemplado em dose dupla. Foram R$ 250 mil para o diretório de Minas e R$ 400 mil para o nacional, ambas registradas. Ainda segundo o delator, R$ 50 mil foram doados ao PSDC.

Danilo de Castro
Homem forte nos governos do PSDB em Minas, o ex-deputado Danilo de Castro também foi citado na delação de Ricardo Saud.

Ainda no anexo dedicado a Aécio Neves, o delator contou aos procuradores que Danilo de Castro foi indicado pelo tucano para interceder a favor dos interesses do grupo em Minas.De acordo com Saud, “Aécio prometeu a Joesley Batista” liberar créditos de ICMS de duas empresas do grupo no valor total de R$ 24 milhões.

Segundo o delator, cinco ou quatro reuniões para agilizar a liberação dos recursos foram realizadas entre o executivo e Danilo, “que telefonava para a SEFAZ-MG (Secretaria de Estado de Fazenda de Minas) e pedia a liberação dos créditos”. Apesar das tratativas, os recursos não foram liberados.
(Os Amigos do Presidente Lula)

Ladrão julgando ladrão é sempre esperança de perdão


Pintou uma proposta ainda mais indecente do que aquela feita por Demi Moore para Alec Baldwin no Congresso Nacional.

Comparsas do larápio temer querem anular investigação feita pela justiça, em troca dessa investigação ser feita por orgãos do governo federal, como Banco central, AGU, o suspeitíssimo TCU e por aí vai.

Já pensou se a moda pega. Em vez da justiça, que bandidos sejam julgados pela cúpula das organizações criminosas a que pertencem; gestores públicos larápios idem por suas bases parlamentares.

A única vantagem é que teríamos prisões com contingentes suecos, apesar do risco iminente de ruas similares as da Líbia pós Kahdaffi.

Apesar do gasto excessivo com óleo de peroba, tudo indica que a canalhice não prosperará e um mínimo de decência será preservado, surgindo disso a queda daquele breve como governante, mas longo na arte de surrupiar dinheiro público.

O lixo e o conforto nos ônibus de Belém. Qual o custo?

Parem as máquinas, como diria o histriônico apresentador esportivo Roberto Avallone!

A ser verdade notícia dada hoje pelo Diário do Pará, que ônibus elétricos vão circular em Belém, a partir de agosto, dotados de ar condicionado, wi-fi, monitoramento com uso de GPS, poltronas com carregadores de celular e tudo isso sem aumento na tarifa cobrada do usuário, então, não há a mínima necessidade de comissões embromadoras funcionarem a fim de calcular o valor da tarifa, caso seja posta em prática a obrigatoriedade da instalação de ar condicionado.

Se alguma comissão tem que funcionar, que seja uma parlamentar de inquérito a fim de verificar o custo dos insumos que fazem os habitantes da região Metropolitana de Belém pararem R$3,10 pelo péssimo serviço atualmente prestado.

Com efeito,, caso se confirme a boa nova veiculada no jornal, TODAS as empresas atualmente concessionárias do sistema estão sob suspeita de super faturarem seus custos, na busca por lucros exorbitantes.

E como não existe corruptor sem a presença do corrompido, é fato também que a SEMOB está sob suspeita até que defenda-se e prove que nem tudo é verdade, ou, não é bem assim, coisa e tal...

Que apareça alguém na Câmara de vereadores de Belém e faça uma audiência pública para colocar em pratos limpos essa situação. O usuário certamente penhorado agradecerá.

Globo entrega Temer para evitar delação de Palocci e ficar com os anúncios de presunto e dos bancos


Os escândalos recentes opõem dois dos maiores poderes institucionalizados do Brasil: o Executivo/Palácio do Planalto, e a Rede Globo.

O Planalto pode alegar ‘surpresa’, afinal irrigava farta e generosamente a mídia desde o golpe que cassou Dilma Roussef .

A eventual ‘surpresa’ do Planalto é falsa: os Executivos do PT igualmente privilegiaram a grande mídia, que sempre os perseguiu ou, no mínimo, os ignorou em seus aspectos positivos.

Os únicos governos poupados pela Globo foram os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso.

Por que a Globo deflagrou o contragolpe?

Fernando Horta levantou uma boa hipótese: “A JBS é a terceira maior anunciante da Globo. Sem o dinheiro da JBS a Globo não paga as contas do mês ”.

Pressionada pela JBS — faturamento anual de quase duas centenas de bilhões de reais — a Globo se dedicou a uma de suas especialidades: derrubar governos.

A hipótese de Horta faz sentido, e aqui lanço outra: não foi em vão que Globo vazou.

Preso há meses, especula-se que uma eventual delação do ex-ministro da Economia e da Casa Civil de Lula e Dilma, Antonio Palocci, envolverá o sistema bancário no circuito de corrupção nacional.

A Globo sofreria outra punhalada em seus cofres. Os bancos compõem um dos maiores setores do bilionário mercado publicitário brasileiro.

Por exemplo, em 2015 os bancos constaram entre os 30 maiores anunciantes da mídia nacional, com relevância na primeira metade da classificação, na seguinte ordem e montantes, na casa dos bilhões de reais:

5º Caixa, R$ 1,9 bilhão.

9º Banco do Brasil, R$ 1 bilhão.

12º Itaú, R$ 964 milhões.

14º Bradesco, R$ 866 milhões.

A minha hipótese: com o Temer na berlinda, Palocci se conterá.

Quebraria, assim, a sequência de prejuízos que o setor anunciante ligado à alimentação vem sofrendo nos últimos meses.

A JBS hoje é uma das maiores, talvez mesmo a maior, produtora de proteína animal no mundo, e recentemente teve prejuízos graves com a interdição, ainda que temporária, do mercado internacional por conta de suspeitas de que algumas de suas subsidiárias vendiam carne podre.

A Globo, a mídia em geral, deixaria de lucrar tendo nas cordas do ringue dois de seus grandes setores publicitários.

Entre entregar os anéis e a Presidência, a Globo rifou esta.

Por que a opção de escalar o seu braço impresso (jornal O Globo) para deflagar o contragolpe?

Talvez para amenizar o que poderia ser um ‘balão de ensaio’.

O timing da Globo foi calculado. Optando pelo jornal, publicou na internet, e apenas no início da noite de 17 de maio, o que seriam transcrições de gravações de um empresário com o presidente golpista Michel Temer.

O braço eletrônico, a emissora de TV Globo, veio a reboque, repercutindo a denúncia no seu principal telejornal (o Jornal Nacional), e eram visíveis os constrangimentos de jornalistas habituados a compor a defesa incondicional do governo golpista e de suas medidas autoritárias, contrárias às necessidades econômicas e sociais as mais variadas da maioria da população.

Até então, a defesa de Temer pela Globo era tamanha que o presidente golpista Temer sequer dedicou tempo a uma ‘entrevista exclusiva’, ao contrário do que fez com outras emissoras: Bandeirantes, entrevista exclusiva com José Luiz Datena. SBT, entrevista exclusiva com Ratinho (não se trata aqui de trocadilho, é o nome artístico de Carlos Alberto Massa, apresentador de programa popular de televisão situado naquilo que Muniz Sodré chama, de forma apropriada, de “a comunicação do grotesco”).

Nenhum governo pós-1989 — inclusive os de Lula e Dilma — ousou ao menos propor formalmente uma reforma da legislação que rege a mídia.

Por um lado, se mantém a concentração, nas mãos de 14 famílias por todo o país, dos mais potentes meios de comunicação, sejam eletrônicos, sejam impressos.

Por outro, persiste a anuência governamental, por omissão no enfrentamento legal e por manter financeiramente essa mídia, em vez de estabelecer e fortalecer uma rede pública de comunicação.

A Globo já derrubou João Goulart, elegeu e derrubou Collor, tentou em vão derrubar Lula, derrubou Dilma e agora derruba Temer.

Caso não seja imposta uma reforma da mídia, o próximo governo se sustentará quando tiver de enfrentá-la?(Tulio Muniz/ Viomundo)

terça-feira, 23 de maio de 2017

Tucano critica Temer, expõe crise e sessão do Congresso é suspensa


Apesar de o Planalto ter considerado debandadas do PSDB e do DEM controladas, senador tucano defendeu hoje saída do governo; sessão conjunta do Congresso foi cancelada.

Mesmo com a entrada e saída constante de autoridades dos gabinetes do Palácio do Planalto para discutir as próximas estratégias de defesa do presidente Michel Temer para se manter no cargo, e das investidas feitas junto ao Congresso para garantir apoio da base, o governo sofreu nova derrota nesta terça-feira (23). Diante do ambiente de tensão, a sessão conjunta do Congresso Nacional que iria discutir e votar 17 vetos presidenciais foi cancelada.

O que se diz nos corredores do Senado é que a equipe de Temer sofreu o impacto da fala do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), durante a manhã. Ferraço declarou oficialmente que sua posição é de rompimento dos tucanos com o governo.

Na noite de ontem, ministros e assessores mais próximos de Temer consideravam controlada a relação com as bancadas do PSDB e do DEM, que teriam se comprometido a só tomar posição a respeito de deixar a base aliada depois da votação da cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E procuraram passar um tom otimista com o argumento de que, se conseguirem manter deputados e senadores dessas duas siglas, conseguirão manter os outros partidos.

Ferraço, que é relator da proposta de reforma trabalhista, adotou nesta terça-feira uma postura de “morde e assopra”: ao mesmo tempo em que trabalhou pela manutenção do curso das reformas, chegou no Senado criticando o presidente. O senador recuou em sua decisão, tomada na última semana, de suspender a tramitação da proposta e deu andamento aos trabalhos. Mas não segurou as palavras. Segundo ele, o PSDB precisa “dar continuidade à reforma e ajudar a estabilizar o país, mas isto não significa que deva ficar no governo”.

Para muitos, sua fala foi um recado, para substituir declaração mais enfática de algum líder tucano, enquanto se mantém o “pacto” feito pelo partido de aguardar a decisão do TSE. E, dessa forma, evitar maiores constrangimentos para o PSDB – já desgastado com as gravações que incriminam o senador suspenso de suas atribuições e ex-candidato presidencial Aécio Neves. “Sei que o tema ainda não é consenso dentro do meu partido, mas não vejo outra saída a não ser entregarmos todos os ministérios, diante da gravidade da crise. Até porque o compromisso da gente não pode ser com um ou outro governante de plantão, mas com a sociedade”, afirmou.

Enquanto a fala de Ricardo Ferraço esquentou provocou mal-estar no líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), as conversas de bastidores são de que a divisão entre as bancadas como um todo tomou mais corpo. O que já tinha começado a ser observado com a visita de surpresa que Temer fez, ontem, à casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante reunião com vários deputados.

Presença inoportuna

“O clima foi de constrangimento. A gente queria ponderar no encontro se quer ficar ou sair do governo, conversar com Maia sobre a situação que encontramos nos nossos estados durante o final de semana. Não era o momento de o presidente chegar, nem lugar para ele estar. Foi inoportuno, para dizer o mínimo, e demonstrou insegurança. Uma tremenda bola fora da assessoria de Temer”, contou um deputado do PRB que estava no encontro.

Como se não bastasse a declaração de Ferraço, há pouco o deputado João Gualberto (PSDB- BA), autor de um dos pedidos de impeachment, defendeu que seja dado ao presidente da República tratamento igual ao que foi dado à ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. “O crime que possivelmente Temer cometeu cabe a convocação de um processo de impeachment Está tudo muito claro, não se pode esperar”, disse.

Na última sexta-feira, o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), do partido de Temer rompeu o silêncio e afirmou que “o presidente deve explicações ao país”. Também o senador Cristóvam Buarque (PPS-DF), que apesar do desembarque do PPS vem mantendo defesa da continuidade das votações das reformas, disse no sábado, após o segundo pronunciamento do presidente, que Temer deveria “ter a humildade de reconhecer para os brasileiros que errou”.
(Rede Brasil Atual/ Portal Vermelho)

Oposição acusa Maia de fazer manobra para impedir votação da PEC das Eleições Diretas


A oposição considerou a convocação da ordem do dia da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (23), como uma manobra do Governo para impedir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 227, conhecida como PEC das Eleições Diretas. A sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que votaria a admissibilidade da proposta foi adiada para esta quarta-feira (24).

A discussão que ocorria na CCJ foi cancelada após o presidente da Casa, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), começar as votações do Plenário com 53 deputados.

De autoria de Miro Teixeira (Rede-RJ), a PEC 227 estabelece eleições diretas em caso de vacância da Presidência da República. Maia começou a ordem do dia do Plenário após os membros da CCJ rejeitarem um requerimento para impedir a votação da proposta. De acordo com o regimento da Câmara, a abertura da sessão suspende o andamento de outras comissões.

Já no início da tarde, a base do governo tentou obstruir a votação com esvaziamento da sessão, que começou uma hora após o previsto. Depois, os deputados José Carlos Aleluia (DEM-BA), Hildo Rocha (PMDB-MA) e Vitor Valim (PMDB-CE) pediram a inversão de pauta da CCJ.

O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) afirmou que “não há menor dúvida" que Maia iniciou os trabalhos para impedir que a CCJ aprovasse a tramitação da proposta. "Um governo que precisa fazer obstrução para não ser derrotado na principal comissão da Casa é um governo que já acabou”, sustentou o deputado.

Ele argumenta que a PEC 227 vai adequar a legislação federal e devolver "o direito de voto ao povo". A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também considerou como "manobra" o início da sessão ordinária da Câmara dos Deputados.

Contexto

A discussão da PEC das Eleições Diretas ganhou força e apoio popular com a divulgação do áudio gravado pelo empresário Joesley Batista, envolvendo os empresários da JBS e o presidente golpista Michel Temer (PMDB). Desde então, a Câmara dos Deputados recebeu pelo menos 13 pedidos de abertura de impeachment contra Temer, um deles assinado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A base do governo afirma que a proposta seria inconstitucional. O deputado Paulo Henrique Lustosa (PP-CE) disse que a PEC é votada em momento de "casuísmo" e deveria ser tratada em uma situação de “calmaria”.

Parlamentares da oposição pedem a renúncia do presidente golpista e que haja eleições diretas. Atualmente, o texto constitucional prevê votação indireta, caso o cargo de presidente fique vago, seja por motivo da vacância do poder, renúncia ou impeachment, nos dois últimos anos depois da eleição. Nesse caso, a escolha do novo chefe do executivo ficaria por conta dos deputados e senadores.

No entanto, o relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC), disse que o andamento da PEC ocorre desde o ano passado e, por isso, não configura oportunismo. O mesmo afirma o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ): "Quem diz que voto soberano do povo é casuísmo está inoculado com o verme do autoritarismo", disse.

O presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), agendou outra reunião para às 10h desta quarta-feira (24), mesma data em que ocorrem os atos de movimentos populares e centrais sindicais, o Ocupa Brasília — que pede a saída de Temer e convocação de novas eleições diretas para 2017.
(Rute Pina/ Brasil de Fato)

Só se ilude com a rede Globo quem é bobo
























Por Laryssa Sampaio, no site do Mídia Ninja:

Não bastassem o apoio ao golpe militar de 1964 e ao golpe político de 2016, a Rede Globo, em aliança com setores do judiciário e da burguesia, se lança novamente como suporte de um golpe, agora o `golpe dentro do golpe`. Como quem joga um jogo de tabuleiro, manipula fatos, criando e “descriando” presidentes de acordo com os interesses seus e da classe que representa.

A maior representação do monopólio das comunicações do nosso país, quiça do mundo, aproveita-se de todo esse poder para entrar em nossas casas, sem pedir licença, e dizer o que é falso e verdadeiro, o que é certo e errado, legítimo e ilegítimo. Isso não acontece só hoje. Como de praxe, a Globo no período da ditadura militar, momento em que mais construiu e fortaleceu seu império ($$$$), escondeu as lutas pela redemocratização, negando o direito a informação e mostrando que seu compromisso não é com seus telespectadores, mas sim com a classe dominante e com o sistema político em curso.

Em 1984, escondeu do povo brasileiro o histórico comício, em São Paulo, pelas Diretas Já.

As mobilizações populares vem ganhando força. Desde o carnaval o povo está mais presente nas ruas. No dia 28 de abril fizemos uma greve geral histórica. O governo Temer a cada dia perde mais a legitimidade para aprovar no Congresso as reformas que atendem aos interesses da classe dominante.


Nova fase do jogo golpista

Vendo este cenário, os setores que apoiam a Lava Jato traçaram uma nova investida: a delação do empresário da JBS, Joesley Batista, começam uma nova fase do jogo e envolve diretamente o presidente golpista.

A Rede Globo não poderia ficar de fora e iniciou novamente sua ofensiva para mudar os rumos políticos do Brasil oferecendo ao povo – oferece é um jeito carinhoso de dizer: empurra goela abaixo – em todos os seus veículos de comunicação a saída mágica para esse aprofundamento da crise política: eleições indiretas.

Sua programação de tevê, parafraseando o Lula em seu depoimento ao Moro, poderia mudar de nome para Bom Dia Indiretas, Boa tarde Indiretas, Boa noite Indiretas, Fantástico com Indiretas, Jornal das Indiretas e assim sucessivamente.

No dia 19 de abril o jornal O Globo deu o ultimato: lançou um editorial defendendo a renuncia do Temer e eleições indiretas. Assim como fez com Dilma e na época da ditadura, assume agora publicamente sua posição política e tira a falsa máscara de imparcialidade.

A Rede Globo e setores do judiciário e da burguesia precisam de alguém que consiga dar curso as reformas e para isso necessitam de uma alternativa que exclua a participação popular.

Quem seria? Rodrigo Maia? Meireles ou Gilmar Mendes, Nelson Jobim ou Carmem Lucia, Ayres Britto? Você confia neles?! Eu não!

Negando o direito à informação, a Globo, mais uma vez, ocultou de sua programação (assim como negou até o último momento a greve do dia 28 de abril) os atos que ocorreram no dia 21 de maio, em 19 estados do país, pedindo o Fora Temer e Diretas já.

Mais uma vez ela mascara que há possibilidade do povo tomar em suas mãos as rédeas da política brasileira. Mais uma vez ela utiliza da sua máquina para impor sua agenda e ser um dos principais empecilhos para a retomada da democracia.


A resposta das ruas


Apesar de todo esse poder, a família Marinho – que soma uma patrimônio de mais de R$ 51 bilhões – não conseguirá de forma tranquila travar mais um golpe na história brasileira. A luta popular só aumenta e vamos iniciar um momento de ofensiva, nas ruas e nas redes, que acumulará para retomada da democracia.

No campo institucional, em paralelo à mobilização popular, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, CCJ, realizará amanhã, 23, a votação da admissibilidade da PEC (Proposta de Emenda à Constituição), 227/2016, do deputado Miro Teixeira (REDE – RJ) que prevê eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente em até 6 meses do fim do mandato.

Não iremos nos silenciar diante de mais uma agenda do golpe. Daremos continuidade a Jornada de Lutas por Diretas Já, iniciada no dia 17 de maio.

Iremos todas e todos, no dia 24 de maio, à Brasília e às capitais onde tiver atos, para defender a democracia, nossos direitos e as Diretas Já. Além disso, vamos propor também uma alternativa à crise econômica e política. No dia 29 de maio, em São Paulo, será lançado o Plano Popular de Emergência puxado pela Frente Brasil Popular. Só unindo às lutas pela reivindicação por Diretas, esse Plano, é que conseguiremos vencer a batalha contra o golpe.
#DiretasJá! #ForaGlobo #ForaTemer
(Via Altamiro Borges)

JUSTIÇA SE FAÇA


Pinochetzinhos

Em ato administrativo de rotina, o governador Simão Jatene trocou o comandante da Polícia Militar do estado.

No entanto, fugindo à discrição exigida para eventos militares, o novo comandante fechou a rua, esculhambou o trânsito na esquina da A. Barroso/ Dr. Freitas e fez cerimônia cheia de rapapés e salamaleques.

Diante disso, perdem a moral esses comandantes para reprimir quem quer que seja que venha a fechar as ruas para protestar contra eventuais iniquidades cometidas pelo poder público.

Aliás, já está passando da hora de atualizarmos aos dias do século XXI essa pantomima que faz de qualquer posse, troca, ou preenchimento normal de cargos fechar vias públicas em prejuízo do ir e vir da população.

Que essas efemérides restrinjam-se aos espaços inerentes ao seu funcionamento, aliás como ocorre o resto do ano, quando a população deixa de ver a figura pública que tomou posse diante de seus olhos, mas em seguida esconde-se para não prestar as contas devidas.

Quanto ao governador, deveria chama a tenção de seu subordinado em público a fim de mostrar que trata-se de um servidor, jamais um usurpador de poderes que conhecemos no figurino latinoamericano, felizmente espécie em extinção

Lava Jato reconhece que Lula não é dono de sítio em Atibaia em acusação sem pé nem cabeça que prova obsessão do MPF-PR com ex-presidente


A Força Tarefa da Lava Jato levou 18 meses para admitir a verdade: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é, e nunca foi, dono de um sítio em Atibaia, ao contrário do que os procuradores, a esposa do juiz Sérgio Moro e boa parte da imprensa sempre alardearam.
E apesar dos fatos a Força Tarefa de Curitiba apresentou hoje, contra Lula, mais uma denúncia leviana, que apenas demonstra sua obsessão de perseguir o ex-presidente.

A denúncia, pela sua inépcia e incorreção, só pode ser rejeitada por qualquer juiz imparcial que a analise. A peça da equipe de Deltan Dallagnol relaciona, de forma aleatória e sem provas, contratos na Petrobras com os quais Lula não tem relação, com reformas feitas em 2010 sem o conhecimento do ex-presidente, em uma propriedade que não é de Lula, e que segundo depoimentos de delatores não foram feitas em contrapartida a nenhum contrato público, muito menos na Petrobras. A inclusão de contratos da Petrobras na denúncia se dá exclusivamente para que essa acusação fique sob controle da Força Tarefa de Curitiba e do Juiz Sérgio Moro, que, como os próprios admitem, formam um mesmo "time", em procedimento que viola completamente um princípio básico da justiça: que um juiz deve ser imparcial.

Os advogados do ex-presidente já denunciaram a parcialidade dos procuradores e juiz da Lava Jato e a prática de "lawfare" (a perseguição política usando meios jurídicos) na Comissão de Direitos Humanos da ONU. Lula não cometeu qualquer crime nem antes, nem durante, nem depois de exercer a presidência da República duas vezes, eleito pelo povo brasileiro.
(Instituto Lula)

Assalto com refém


Criminoso do colarinho branco invade dependências do governo federal em Brasilia e furta as prerrogativas da presidência da república para uso pessoal e de sua quadrilha.

A polícia chega e pega o meliante na cena do crime em flagrante delito. Em seguida, manda que se entregue e saia do local do crime com as mãos para cima.

O bandido faz a mídia de refém e exige, para se entregar, que não seja preso. O cerco aperta, a folha-corrida do delinquente é levantada e aponta o cometimento de inúmeros outros crimes dessa natureza na sua conta.

Então, são chamados ao local alguns comparsas do assaltante, com bom trânsito entre os policiais que começam a negociar a rendição do celerado, mas sob a condição de não ser preso dada sua posição na pirâmide social, embora seja um reles criminoso comum apesar desse status social.

Indulto ou asilo são, ate aqui, as alternativas encontradas para convencer o bandido a entregar-se e não ir para onde devia: a cadeia.

Esta é atualmente a humilhante situação do Brasil, diante da insistência do larápio Temer aceitar renunciar, desde que lhe deem a garantia que não será preso. Nada mais constrangedor.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sinistras ligações. Temer filiou Junior 'Friboi' ao PMDB


Investigado por obstrução de justiça, crimes de organização criminosa e corrupção passiva, Michel Temer fez seu segundo pronunciamento, no espaço de 72 horas, atacando Joesley Batista, dono da JBS, em vez de explicar por que ouviu relatos de crime e não denunciou. Alegando ilegalidades na gravação, produzida pelo empresário, que o incrimina,– depois de o jornal Folha de S.Paulo encomendar um parecer, por sua vez, já contestado – e sem citar o nome de Rodrigo Janot, Temer também atacou o procurador-geral da República ao se dizer alvo de uma "acusação pífia" de corrupção e que pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do processo.

No discurso, Temer afirmou ainda que não tinha conversas com Joesley. No entanto, o anexo do depoimento entregue à Procuradoria-Geral da República pelo empresário descreve a relação com Michel Temer desde 2010.

A negação da amizade de Temer com os Batista, é igual a de certas celebridades, como Luciano Huck, que estão apagando fotos publicadas nas redes sociais em que aparecem com o senador tucano Aécio Neves.

No entanto, a relação de Michel Temer com o grupo JBS não dá para esconder por que não é de agora. Em 2012, Temer foi convidado para o casamento de Joesley. E foi pelas mãos do então vice-presidente Temer que o empresário José Batista Junior, conhecido como Junior Friboi, filiou-se ao PMDB, em 2013.

Junior, que até 2010 era sócio da Friboi, fundou sua própria empresa, a JBJ, que atua nos ramos de agropecuária e construção civil, é o irmão mais velho de Wesley e Joesley Batista.

Batista Junior já tentou entrar na política: acreditando que uma candidatura a governador do estado de Goiás (foi filiado ao PSB e transferiu-se depois ao PMDB) estaria garantida por ter um padrinho político na Presidência da República, ele dizia que financiaria candidatos aliados seus a cargos de deputado estadual e federal, o que, imaginava, faria dele o maior cacique político de Goiás.

Nos bastidores, fala-se que a proeminência do dinheiro nos planos de Júnior foi o principal motivo do racha no PMDB e do surgimento de setores resistentes a sua candidatura. Os peemedebistas insatisfeitos com sua indicação ao governo goiano defendiam a candidatura de Iris Rezende, presidente estadual do partido, à revelia do desejo de Temer, que queria Junior.

Resultado. Na queda de braço, Junior Friboi não saiu candidato e acabou sendo foi expulso do PMDB. Um dos motivos foi por ele ter apoiado e pedido votos para o tucano Marconi Perillo ao governo de Goiás em 2014, enquanto o candidato do partido, Iris Rezende, terminou derrotado.

Apoiado por políticos de maneiras até hoje mal explicadas, acumulando processos trabalhistas e com muitos de seus grandes acionistas investigados por sonegação, o conglomerado JBS expandiu-se no mercado interno e externo. A sonegação motiva também um processo individual contra Joesley, o caçula dos três irmãos e presidente da J&F Participações, a holding por meio da qual a família diversificou os negócios para além do setor alimentício. Joesley virou réu da Justiça Federal em novembro de 2012, acusado pelo Ministério Público de ter sonegado 10 milhões de reais graças ao uso, entre janeiro de 1998 e julho de 1999, da conta bancária de uma empresa fechada.

O frigorífico JBS, da família de Júnior, foi acusado, em 2014, de sonegar R$ 1,3 bilhão em impostos no estado de Goiás. A empresa respondia, naquele ano, a 49 autos de infração aplicados pela Secretaria da Fazenda de Goiás, a maioria de não recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na exportação de carne bovina.

Junior também foi acusado de que uma de suas empresas do mercado de proteína animal tinha condutas que prejudicavam a livre concorrência. Causando dissabores aos pecuaristas do país, o empresário viu-se obrigado a desmontar o QG de sua pré-candidatura ao governo de Goiás, e ceder o pleito a Iris Rezende.

Quanto a Temer, no domingo a noite, ele se disse abalado com a crise, provocada pela publicação de áudios de conversas mantidas entre ele alguns dos "amigos" Joesley e Wesley Batista, irmãos de Friboi Junior. Neste domingo (21), enquanto diversos movimentos sociais e centrais sindicais realizam atos em todo o Brasilpedindo a renúncia de Temer e Diretas Já.

Tarde demais para negar.
(Rede Brasil Atual)

Armações contra Lula e Dilma começam a desMOROnar



Quando esta página afirma, reiteradamente, que a verdade é uma força da natureza, muitos podem pensar que aqui se diz isso com tanta ênfase e persistência só para fazer tipo, mas não é nada disso. A verdade é assustadoramente poderosa e, frequentemente, impiedosa.

A verdade castiga os que tentam sequestrá-la. Os mentirosos compulsivos e compulsórios costumam descobrir isso só quando é tarde demais.

A verdade é irmã da justiça e, quando uma aparece, a outra se faz.

Dois políticos brasileiros vêm sendo pisoteados há anos enquanto bandidos perigosos posaram de heróis durante todo esse tempo. Os ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula foram vítimas da mais insidiosa e pérfida campanha de desmoralização já vista no Brasil.

Poucos dias antes de o país descobrir o que são provas de verdade, habitantes da famigerada republiqueta de Curitiba vinham inventando pseudo “provas” contra os dois ex-presidentes para tentar nada mais, nada menos que jogá-los na cadeia.

Enquanto esses irresponsáveis encenavam papéis de super-heróis para uma elitezinha infantil, egoísta, corrupta, sonegadora, racista, preconceituosa ao extremo, o STF trabalhava com responsabilidade.

Nunca surgiu uma mísera prova de verdade contra Lula ou Dilma. E para tirar a liberdade de um ser humano, só tendo prova de verdade.

Tudo o que conseguiram contra os dois ex-presidentes foram acusações sem provas feitas por bandidos querendo se safar de seus crimes e ainda com os bolsos cheios de dinheiro.

Vão dizer que os irmãos Wesley e Joesley Batista também acusaram Lula e Dilma, mas toda a narrativa dos dois em relação aos petistas é muito diferente.

Para qualquer pessoa com um mínimo de inteligência, fica claro que a narrativa sobre Lula e Dilma não mostra intimidade sequer parecida com a que fica claro que havia entre Aécio Neves e Michel Temer e os dois bandidos donos da Friboi.

E o que é mais importante: não existe uma mísera prova. Aliás, o relato de Joesley sobre a “propina” que diz que pagou a eles é ridículo. O leitor Roberto escreveu um diálogo que revela bem o absurdo dessa acusação:

Enviado em 20/05/2017 as 10:57

– Joesley diz que fez depósito em conta para Dilma e Lula.

– Mas na conta da Dilma ou do Lula?

– Na conta do Joesley mesmo.

– Mas quem movimentava essa conta?

– O Joesley.

– Sei… Mas quanto dinheiro tem na conta?

– Nenhum. O Joesley sacou tudo em 2014.

– Tá… Mas pelo menos tem algum áudio, vídeo, algum mísero documento?

– Não, nenhum áudio, nenhum vídeo, nenhum documento.

– Ué?… Ele gravou Aécio e Temer, por que diabos não gravou conversas com Lula e Dilma??

– É que o Joesley achou que só a conta bancária em nome dele mesmo já seria prova suficiente contra Lula e Dilma.

Eu também tenho uma conta assim. Está no nome do Bill Gates. o Bill deposita, o Bill faz retiradas, e o Bill gasta o dinheiro. Mas é tudo meu.


Como podem querer que uma acusação como essa seja levada a sério? É preciso ser muito estúpido ou muito sem caráter para dar credibilidade a algo assim.

Porém, a verdade começa a aparecer. As armações contra Lula e Dilma começam a “desMOROnar”.

Senão, vejamos.

Áudios das delações dos donos da Friboi trazem conversas de Joesley Batista com Aécio Neves, em que o senador critica o Ministério Público e também a Polícia Federal. E mostram a versão de Aécio para ter entrado no TSE com o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer.

Frederico Pacheco, primo do senador Aécio Neves, do PSDB, foi monitorado pegando R$ 500 mil de Ricardo Saud, executivo da J&F. Os R$ 500 mil eram uma parcela dos R$ 2 milhões pedidos por Aécio a Joesley Batista.

Em outra conversa, Aécio diz a Joesley Batista que entrou com ação para cassar a chapa Dilma-Temer “só para encher o saco” do PT. E que Temer teria pedido que a ação fosse retirada.

Aécio Neves: Eu entrei no TSE. Era uma coisa que não achei que ia dar em ***** nenhuma. Lembra depois da eleição?

Joesley: hum, hum.

Aecio: Os filhas da **** sacanearam tanto gente que vamos entrar com um negócio só pra gente encher o saco deles também responder lá … A Dilma caiu, a ação continuou e ele quer que eu retire a ação, cara. Só que se eu retirar, eu não tô nem aí pra ele lá, o…o Janot assume a ação, o Ministério Público assume essa *****. Aí não dá mais pra ele. Eu tô tentando convencer ele.


Aécio tinha razão ao achar que uma ação questionando a lisura da campanha de Dilma não poderia dar em nada simplesmente porque todos os candidatos recorreram a doações de grandes empresas.

Era impossível condenar só Dilma por receber dinheiro declarado de uma empreiteira se essa mesma empreiteira deu dinheiro para todos os candidatos de ponta – e outros, nem tanto.

Foi vergonhoso o que fizeram no TSE com Dilma. E mais vergonhoso foi o TSE levar isso adiante e ainda cogitar a separação das contas dela e do atual presidente da República, eleitos pela mesma chapa.

Mas quem dos autores dessa vergonha no TSE poderia imaginar que viria um áudio do autor da ação que o Tribunal levou adiante reconhecer que sua medida era tão fraca que nem ele acreditava nela?

Mas não são só as calúnias contra Dilma que começam a “desMOROnar”. Recentemente, o ex-presidente petista foi alvo de uma medida injusta, falsária, arbitrária e, acima de tudo, ilegal. Um juiz federal de Brasília mandou fechar o Instituto Lula.

Ricardo Soares Leite, juiz substituto da 10ª Vara Criminal de Brasília, foi quem mandou suspender as atividades do Instituto Lula alegando atender pedido do Ministério Público – que não havia sido feito. A medida foi suspensa semana passada

A direitalha comemorou muito essa ilegalidade, assim como festejou tantas vezes bandidos como Aécio Neves. Em 2015, o Ministério Público pediu que o juiz Ricardo Leite fosse afastado de outra operação, a Zelotes, por ter “atrapalhado ou até comprometido” o avanço de investigações.

É incalculável o que este país perdeu com toda essa politicagem. A burrice dessa elite endinheirada, racista, frívola permitiu à máfia que gente como Aécio integra derrubar um governo legítimo e ético e substituí-lo por gente como Temer, Aécio, Serra etc.

Mas aqui vai um aviso a todos esses vermes que rastejam na internet enlameando a honra de gente decente: vocês vão ver muita coisa, ainda. Vão ver a justiça e a verdade prevalecerem.
(Blog da Cidadania/ Eduardo Guimarães)

Folha suspende a publicação dos artigos de Aécio Neves


A coluna 'Painel', da Folha Tucana(FSP), informa, hoje, que a partir desta data o jornal deixa de publicar a coluna semanal que era assinada pelo dublê de gangster e senador Aécio Neves.

Tudo indica que não quis apostar na possibilidade do surgimento de uma série de 'artigos do cárcere', optando por encerrar a parceria, após longo tempo de falação moralista de alguém com um comportamento pessoal tão desqualificado.

De qualquer modo, a FSP guardará em sua história esse mico ao imaginar que estava abrindo espaço em suas páginas para um homem de 51 milhões de admiradores.

Tardiamente descobriu que o número era ilusório, restando apenas o cabedal de um delinquente que carrega um Código Penal às costas e não deve ser lido nem dentro da própria legenda que comandou. Credo!

Corrida contra o tempo


Vassalo barbálhico respira aliviado em sua coluna ao que chama de baixa adesão aos protestos contra o mega larápio Michel Temer.

No fundo, no fundo, mero auto engano de quem imagina ser isso consequência do termômetro da impopularidade do usurpador traíra, que não estaria na casa dos 90% como atestam aferições de institutos de pesquisa.

Assim como o patrãozinho, parece que esses áulicos  torcem contra o tempo e esperam desesperadamente que MT resista até quando der para Helder consolidar toda a máquina eleitoreira que vem montando.

Mal sabem, ou sabem e fingem-se de iludidos, que adesismo e trairagem são atitudes que não precisam tanto do tempo quanto de argumento$$$ para ocorrerem. Basta as nuvens mudarem de configuração no céu da política e lá se vai todo o castelo de areia montado na beira da praia pelo ex-inoperante alcaide ananin. Como dizia o balzaqueano/propaganda, 'Sem grito'.

domingo, 21 de maio de 2017

NA TERRA DO GOLPE


Pega ladrão!!! Temer é reprovado no detector de mentiras


Um laudo técnico da Truster Brasil, tecnologia em análise de voz, conclui que Michel Temer não estava falando a verdade em seu pronunciamento neste sábado (20), ao negar as acusações de corrupção que estão sendo reveladas pelas delações de executivos da JBS. No documento estão classificados os níveis de comportamento do peemedebista de acordo com trechos da sua fala; quando Temer fala que o conteúdo foi "manipulado", o laudo técnico classifica este momento da discurso como "imprecisão"; peemedebista acusou Joesley Batista, dono da JBS, de cometer o "crime perfeito", expressão usada com "imprecisão", conforme o laudo técnico; ao citar "gravação fraudulenta" e "manipulada", Temer estava "estressado" e com "tensão alta, respectivamente, apontou o documento; na conclusão do laudo, afirma-se que "Michel Temer parece ter conhecimento de que não existe manipulação no áudio divulgado"


247 - Um laudo técnico do Truster Brasil, tecnologia em análise de voz, conclui que Michel Temer não estava falando a verdade em seu pronunciamento neste sábado (20), ao negar as acusações de corrupção que estão sendo reveladas pelas delações de executivos da JBS. No documento estão classificados os níveis de comportamento do peemedebista de acordo com trechos da sua fala.

Ao dizer, por exemplo, que as gravações da JBS são clandestinas, Temer estava "excitada", conforme aponta o documento. Quando Temer fala que o conteúdo foi "manipulado", o laudo técnico classifica este momento da discurso como "imprecisão".

O peemedebista afirmou que a gravação foi "adulterada", o que, segundo o documento, foi classificado como "não tem certeza". Temer disse, também, que a suposta alteração no conteúdo das gravações foram feitas com "objetivos nitidamente subterrâneos".

Mais uma vez, o laudo aponta o uso dos 'interesses subterrâneos', dentro daquele contexto, como "não tem certeza". E, no momento em que o peemedebista, fala em "objetivos", o laudo classifica Temer como "estressado".

"Conclusão: De acordo com a análise do programa, o Presidente Michel Temer muito provavelmente não está sendo verdadeiro quando afirma que a gravação foi manipulada e adulterada com objetivos subterrâneos", diz o documento.

Consequências da divulgação do áudio

O laudo também concluiu que Temer "não está certo de que o Brasil já tivesse saído da mais grave crise econômica da sua história e que agora, por conta da divulgação do áudio, vive dias de incerteza".

Quando Temer fala que o Brasil já tinha saído da mais grave crise econômica de sua história, o laudo apontou que, ao falar em "já tinha saído", Temer estava no nível de "tensão alta"; quando fala em "Brasil" e "da mais grave crise econômica", ele, segundo o documento, "não tem certeza" do que disse.

Postura sobre Joesley


"Temer muito provavelmente não está sendo verdadeiro quando afirma que o Sr. Joesley cometeu o crime perfeito e que a notícia foi seguramente vazada por gente ligada ao grupo que antes de entregar a gravação comprou um bilhão de dólares. Está sendo verdadeiro quando afirma ele especulou contra a moeda nacional", diz o documento.

Temer atacou o delator Joesley Batista, dono da JBS, e acusou de cometer o "crime perfeito", expressão usada com "imprecisão" pelo peemedebista, conforme o laudo técnico. Quando Temer fala em "gravação fraudulenta" e "manipulada", estava "estressado" e com "tensão alta, respectivamente, apontou o documento.

O laudo também diz que "Temer muito provavelmente não está sendo verdadeiro quando afirma que o Sr. Joesley obteve empréstimos bilionários nos dois últimos governos para avançar seus negócios enganando os brasileiros e que agora esteja morando nos EUA".

No pronunciamento, quando Temer diz que o empresário "enganou os brasileiros" e "agora mora nos Estados Unidos", detectou-se um momento de "imprecisão", de acordo com o laudo.

Cunha


"Temer não está sendo verdadeiro quando afirma que não deu aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha e que esta anuência não existe na gravação", diz o texto.

Ao comentar sobre o aval para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não delatar, Temer usou as expressões "de que eu dera aval" e "para comprar o silêncio", classificado como "não tem certeza" e "imprecisão" pelo documento.

Quando o peemedebista fala "da acusação (expressão do seu discurso)" de que ele teria dado aval para Cunha fica calado, o detector apontou o uso do vocábulo como "afirmação falsa".

Conclusão do laudo

"O Sr. Presidente da República Michel Temer parece ter conhecimento de que não existe manipulação no áudio divulgado.

Ele não mantém mais uma boa relação com Eduardo Cunha.

Apesar de suas insinuações e aparente desprezo pelo Sr. Joesley, sabe que as reclamações do empresário com relação a algumas instituições de seu governo não tem relação alguma com as conclusões a que se chega com relação aos possíveis crimes cometidos pelo Presidente da República. Tampouco que isso seria a prova cabal do não cometimento destes crimes. É uma relação que ele sabe que simplesmente não se sustenta.

O Sr. Presidente da República Michel Temer não acredita nas instituições brasileiras e sabe que não continuará a frente do governo."

Três correntes políticas, dois projetos


Nos últimos anos se conformaram três correntes políticas no Brasil, que fazem articulações, propaganda, agitação e tentam formar bases sociais. Mas só há dois projetos. Primeiro, existe o partido da Globo e dos maiores bancos privados com parte do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal. Segundo, o partido integrado pelos políticos fisiológicos e patrimonialistas filiados ao PMDB, PSDB, DEM e a outros penduricalhos menores. E, por último, há a corrente dos partidos políticos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais.

Embora tenhamos três correntes, temos apenas dois projetos. O partido dirigido pela Globo defende os interesses das multinacionais, dos banqueiros e dos rentistas. A frente de esquerda, sindical e de movimentos sociais defende um projeto de crescimento econômico, com geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social. Tal projeto é nítido quando está na oposição e impreciso quando é governo. O partido dos políticos fisiológicos e patrimonialistas é acéfalo, não tem projeto próprio, aderiu implacavelmente ao projeto do partido da Globo.

O PSDB fisiológico dos dias de hoje é muito diferente do PSDB pensante dos anos 1990. E o PMDB fisiológico de hoje é mais diferente ainda do que era o autêntico PMDB dos anos 1980. O partido dirigido pela Globo tem caminhado junto com os políticos fisiológicos e patrimonialistas. Sempre estarão unidos para combater a esquerda através de tentativas de cooptação, perseguição, criminalização ou prisão de seus quadros, líderes e movimentos. E sempre estarão unidos para dar golpes chamados de impeachment (em 2016) ou de revolução (em 1964).

O projeto do partido da Globo tem sido bem-sucedido nos últimos anos. Conseguiram disseminar a ideia de que sempre é preciso conter gastos públicos (o objetivo é que sobrem recursos para serem transferidos aos bancos e aos rentistas). Essa ideia parecia adormecida ao final do ano de 2010. Mas voltou com força a partir do ano seguinte. Ao longo dos anos posteriores foi ganhando mais força, até que começou a derrubar os investimentos públicos e a reduzir direitos sociais.

O partido da Globo fez grandes jogadas políticas especialmente desde 2013, passando pelo o golpe de 2016, até os dias de hoje. Ampliou ao máximo o leque de alianças e constituiu bases sociais. Todos cabiam dentro do projeto do golpe: Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Aécio Neves, os patos da Fiesp, classe média com camisa da CBF, evangélicos e muito mais. Todos unidos contra o modelo do governo Dilma que até podia entregar parte do que era requerido (e que não era pouco), mas sempre deixava a porta aberta para o projeto da esquerda, das centrais sindicais e dos movimentos sociais.

O partido da Globo apostou no golpe e venceu. Quem dirige o golpe é o partido da Globo. O seu projeto é antinacional, antissocial e antidesenvolvimentista. Cunha, Temer, Aécio, Maia, os patos da Fiesp e tantos outros são marionetes acéfalas. Manda quem comanda o judiciário, o Ministério Público, a Polícia Federal e o maior veículo de comunicação do País.

O partido da Globo apostava em Temer, mas sempre com desconfiança. Afinal, o presidente ilegítimo pertence a um agrupamento que tem interesses considerados menores e é reconhecidamente frágil pelo passado que lhe é inerente. Embora funcione como um partido, a Globo desmoralizou os partidos políticos que têm formato tradicional e achincalhou a política porque uma organização antidemocrática não pode conviver com a política que somente é exercida, em sua plenitude, na democracia.

No mundo real nem todas as variáveis estão sob pleno controle. Um movimento do partido da Globo, embora controlado, atingiu Temer. A gravação de Temer com o dono da JBS é arrasadora, fere, possivelmente, de morte o presidente ilegítimo. Cada passo desse processo foi elaborado e organizado pelo partido da Globo. Dentro do mesmo processo, o PSDB foi desmoralizado. Desnorteado, tentou deixar Temer sozinho no governo, mas percebeu que ficaria sozinho também. O partido da Globo não lhe acolheria, pelo menos agora.

Abriu-se, então, o caminho para que o projeto do partido da Globo atingisse o seu auge colocando na cadeira da presidência um tecnocrata, um dos seus. O partido da Globo não emplacaria um tecnocrata defendendo o seu projeto em eleições diretas. O voto popular rejeitaria as reformas e a limitação de gastos reais nas áreas da saúde e educação, por exemplo. O caminho do partido da Globo é o colégio eleitoral e a retomada da votação das reformas por parte das marionetes.

No momento, o partido da Globo quer alguém do seu agrupamento para sentar na cadeira da presidência da República – piloto e carro, ambos, da mesma equipe. Henrique Meirelles é o grande operador do projeto do partido da Globo dentro do governo. Atualmente, está na cadeira de ministro. Mas poderá ocupar um superministério ou, até mesmo, a presidência da República. A outra opção da Globo é Cármen Lúcia, que é do braço do judiciário do partido. Devidamente autorizado, Meirelles já anunciou ao mercado financeiro que continuará neste ou no próximo governo.

O partido da Globo já aprovou o congelamento real de gastos públicos pelos próximos 20 anos. Já aprovou a terceirização irrestrita. E avançava nas reformas da Previdência e trabalhista. Entretanto, o projeto do partido da Globo sofre fortes resistências da esquerda. Portanto, continuarão os enfrentamentos e ataques contundes à esquerda, às centrais sindicais e aos movimentos sociais.

Nas próximas semanas e meses, ficará ainda nítido que só existem, de fato, dois agrupamentos sólidos, dois projetos e um bando de marionetes desnorteadas. E os embates serão: eleições diretas versus colégio eleitoral, condenação de Lula versus defesa de Lula, reformas engavetadas versus retomada das votações. As marionetes voltarão a sobreviver tão logo sejam úteis ao partido da Globo.
(João Sicsú; Carta Capital/ via Portal Vermelho)

Crise no reino da rapinagem


Bastante curiosa essa briga entre Folha de São Paulo(subitamente, o jornal lançou um inusitado 'fica, Temer!); enquanto a poderosa rede midiática da famiglia Marinho segue impávida com o seu 'rasga!'

Unidos indelevelmente no antes, durante e imediatamente após o golpe, agora o jornal da famiglia Frias parece ter ficado contrariado com o monopólio global pra dar furos de reporcagem, como no caso presente, em que o colunista de O Globo, Lauro Jardim, anunciou a delação dos irmãos Safadão da JBS, com gravação e tudo, desnudando a delinquência de Temer e Aécio.

Pode-se imaginar o quanto isso rendeu de venda de jornais aos Marinho, ao mesmo tempo que deve ter abalado sensivelmente a tiragem do jornal paulista, motivo de sobra para o aguçar de rivalidades nesses tempos de credibilidade baixa desses panfletos de baixa qualidade ética.

O recurso da Folha ao perito Molina 'bola de papel' é jogada de alto risco, dado o passado nada abonador do trabalho profissional do dito perito, visto mais como um futurólogo das conveniências de quem o contrata do que alguém que usa a ciência como matéria prima do seu trabalho.

No entanto, só o fato de acusar peremptoriamente a Globo de utilizar material editado pra incriminar o inquilino do Palácio Jaburu parece atitude desassombrada, e não desesperada, na busca da atenção perdida em razão do poderio da concorrência.

Pode ser que nessa polêmica os dois contendores estejam errados. Ou seja, mesmo editado de acordo com os interesses globais, nada ali é estranho à canalhice temerária e justifica plenamente o pé na bunda do marido da bela e recatada Marcela, pedido pela Vênus Platinada.

O erro da Folha, então, seria apegar-se a detalhes irrelevantes diante da estrondosa bandalheira que foi desvendada, ainda que por dois bandidões, não importa. Importa que veio à tona, mais uma vez, já tinha sido assim no patético diálogo entre Romero Jucá e Sérgio Machado, o caráter, ou falta de, do golpe dado contra uma presidenta legitimamente eleita. Consolidar uma quadrilha de bandidos no exercício do poder pleno a fim de impor a agenda derrotada pelo povo nas eleições.

A única conclusão que se pode tirar desse embate é o triste papel da mídia brasileira e sua enorme contribuição para que o país fosse subitamente transformado em valhacouto de malfeitores a formar butins vendendo patrimônio público, apropriando-se do erário, exercitando a velha promiscuidade com esses 'Safadões' que fizeram fortuna graças ao ânimo delinquente dos Aécios da vida.

Pior: enquanto o povo tomar conhecimento dessa sordidez a partir de versões produzidas por alguma facção da quadrilha, não teremos condições de sair dessa lama em que nos colocaram.

O delírio de Elio Gaspari

Seria uma gracinha, se não fosse patranha do mais legítimo jornalixo atualmente praticado, a inclusão do nome do privata Tasso Jereissati entre os prováveis sucessores do moribundo MT, por Elio Gaspari, a pretexto de citar os prováveis sucessores.

Em 2010, Gaspari produziu um artigo apologético à gerontocracia, desfiando argumentos contra a unção precoce a cargos públicos antes de atingir a terceira idade, dando ênfase no caso Collor, tentando provar que isto é catastrófico.

Era uma forma enviesada de defender seu preferido, José Serra, candidato tucano que viria a ser derrotado pela petista Dilma Rousseff, sem que se tenha notícia de qualquer desastre ocorrido, capaz de fazer alguém lamentar a derrota do tucano.

Agora, o velho colunista que se diz discípulo de Golbery do Couto e Silva volta a recorrer a enxertos para colocar entre os prováveis sucessores legais do quase defenestrado Temer o nome do senador cearense, que comandará a legenda da privataria por obra do acaso que jogou Aécio no fogo do inferno.

Gaspari parece ainda viver o fausto tucano de 1998, quando reinava FHC e escrevinhadores desses jornalões decadentes jactavam-se com as medidas do príncipe da privataria, totalmente alheios ao desastre anunciado.

Derrotados sucessivamente a partir da desgraça que fabricaram no país, os tucanos continuaram a povoar o sonho sebastianista da mídia, que indiferente não percebeu sua perda do protagonismo político de outrora, até chegar ao fundo do poço como linha auxiliar do PMDB no golpe dado contra a democracia.

Com efeito, o partido de Temer assumiu a dianteira oposicionista mesmo sendo governo, enquanto o PSDB resignava-se como linha auxiliar, afinal, é minoritário na 'assembléia de bandidos', daí contentar-se com o papel ora desempenhado.

Assim, sem peso político, os tucanos veem surgir nomes como o de Henrique Meireles e Nelson Jobim como aqueles palatáveis pelos patrocinadores do golpe na sucessão golpista. Apenas o jornalixo de devaneios, como o praticado por Gaspari, sonha com um novo príncipe tucano que venha resgatar os tempos em que a mídia ainda era levada a sério. Credo!

sábado, 20 de maio de 2017

PED – o que era ruim ficou pior!


É como diz o ditado: sempre há possibilidade de piorar algo que já está ruim. É o que aconteceu com o Processo de Eleição Direta (PED) interna ao PT. O PED de 2017 foi mais despolitizado, mais restritivo à representação das minorias, mais manipulado pela burocracia partidária e mais fraudulento que o PED de 2013 – quando a conjuntura política e a crise partidária pós golpe exigia e exige discussão política mais ampla e elaboração teórica mais profunda, garantia de representação da diversidade de pensamento e maior participação da militância nos processos decisórios internos isentos de irregularidades.

Em verdade a convocatória do PED foi uma contraposição à decisão do Diretório Nacional de convocar um congresso extraordinário plenipotenciário, ainda em 2016, que contou com alguns votos do bloco majoritário. Os operadores da burocracia partidária ligados ao bloco majoritário (CNB e aliados) sabotou essa convocatória, alegando falta de tempo hábil e dificuldades financeiras, porque não aceitavam uma discussão franca e aberta presencial desde o nível municipal e zonal até o nível nacional, temendo uma derrota, como derrotados foram naquela decisão de apoiar golpista nas eleições das mesas da Câmara e do Senado. Sabedores de que mesmo entre os seus apoiadores havia resistência ao PED, pretextaram um recuo da sua posição e fizeram aprovar o PED municipal, produto da engenharia pedista, comprometendo todo o VI Congresso do partido que, em sua convocatória, pode tudo menos discutir o PED. Vejamos o que aconteceu.

Primeiro. A não obrigatoriedade de quitação financeira, contra o voto da minoria reunida em torno do Muda PT, foi a forma de fugir à principal crítica ao PED de 2013 da manipulação financeira. E, segundo a maioria, possibilitar maior participação no PED de 2017. Resultado: não eliminou a influência financeira e reduziu a participação dos filiados de 425.604 para 307.191. Reincidiu na manipulação financeira porque não se fez autocrítica dos erros passados. E os filiados não foram votar por uma razão muito clara: não se sentiram sensibilizados por um processo tão despolitizado (aliás, já no PED de 2013, deixaram de votar 387.837 filiados cujas obrigações financeiras já estavam quitadas!).

Segundo. A maioria do DNPT fixou o número de 600 delegados ao Congresso Nacional, contra a opinião das minorias. Objetivamente estabeleceu uma cláusula de barreira: aumentou o número mínimo para se eleger um delegado nacional, criando dificuldade para chapas regionais ou de grupos de afinidades políticas e ideológicas, como os setoriais. Com o PED municipal impediu que uma corrente nacional obtivesse votos onde não estivesse organizada suficientemente para apresentar uma chapa de delegados regionais.

Terceiro. O PED Municipal criou uma cláusula de barreira que não existia no PED Nacional: qualquer chapa de delegados ao congresso estadual (ligada a uma tendência nacional) que não tenha obtido o número de votos equivalentes a um delegado nacional (número de delegados estaduais equivalentes a um delegado nacional) simplesmente não computou esses votos para calcular sua representação nacional. Assim uma tendência ou chapa pode alcançar a mesma proporção de votos conseguida no PED de 2013 e obter um número menor de membros no DN e até mesmo sofrer a exclusão da CEN. O PED Municipal, além de impedir a discussão produziu uma distorção antidemocrática na representação da diversidade política.

Quarto. O poder de definição da correlação de força interna foi concentrado no PED Municipal, dificultando as referências políticas e ideológicas nacionais, porque não existiam nem teses nem chapas nacionais que orientassem os filiados. E quando existiam teses não houve divulgação nem debates suficientes. Tentou-se apelar para candidatos nacionais informais; mas sem discussão na base e com dispersão de candidaturas locais dos seus apoiadores se obteve pouco efeito.

Quinto. A maioria usou e abusou do nome e renome do companheiro Lula, como se Lula fosse um patrimônio de uma tendência e não do PT. Primeiro com uma proposta de acordo para “unificar o partido” com uma suposta candidatura de Lula a presidência do PT e divisão entre as principais tendências das vice-presidências. Rechaçada pelas minorias lançou o balão de ensaio de uma composição previa com a retirada da candidatura a presidente nacional do companheiro Lindberg que seria contemplado com uma vice-presidência, também não aceita. Enfim, manobras caciquistas sob o discurso de defesa da unidade do partido que negam o espírito democrático baseado na diversidade de opiniões e desrespeitam o voto do filiado.

Sexto. A ocorrência de fraudes, praticadas tanto ao nível municipal quanto ao nível estadual como em Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, distorceu os resultados, quase sempre em benefício da maioria, comprometeu a lisura do pleito e questiona a legitimidade da futura direção.

Concluindo:
O PED deverá ser abolido, desmoralizado pela parcialidade de suas regras e pelas fraudes e pelos danos causados à convivência interna e à imagem externa do partido. A maioria dos delegados estaduais simplesmente ignorou a proibição de se discutir e aprovaram sua extinção.

O VI Congresso Nacional do PT ainda não findou mas dificilmente reverterá a tendência observada até as etapas estaduais: a maioria continuará maioria sem conseguir hegemonia; as minorias deram o tom no debate, influenciou nas resoluções e conquistou diretórios estaduais importantes, mas foram incapazes de forjar uma nova maioria e uma hegemonia. A confirmar esta tendência no Congresso Nacional será a continuidade e não a resolução da crise partidária. Este equilíbrio instável interno só será rompido quando se formar uma corrente de opinião capaz de entender as novas condições em que se dará a luta social e política e captar o impulso da luta de classes sendo parte dela para definir um novo caminho para o PT.
(Gilney Viana/ Agência PT de Notícias)